27 de janeiro de 2015

Explicar que as famílias são todas diferentes, e que nem todas as madrastas são más!

A minha mãe levou o pequenino ao parque para eu trabalhar e eu troquei o escritório lá de dentro pela sala para poder estar com o mais velho enquanto ele se torna num especialista em playstation. do nada. Diz-me ele.
Filho: A avó da B. trabalha aparece na televisão. Foi ela que disse. (A B. é a filha mais velha da minha amiga que estava cá no domingo no lanche do acidente com o chá do Afonso).
Eu: Não é a avó, filho. É a madrasta.
Os olhos dele arregalaram-se.
Filho: Madrasta?! E é velha e má?
Eu: Não, querido. Até é bem gira. Anda cá ver.
Google e já está. Ele vê.
Filho: Os (que estiveram cá em casa) não são os pais dela?
Eu: A mãe sim, o pai não.
Filho: Quem é o pai?
Google e já está. Ele vê.
E a M.? (a filha mais nova) Também é filha desses?
E eu lá lhe expliquei como que às vezes os pais casam, têm filhos, mas depois separam-se, mas que mais tarde voltam a casar, voltam a ter filhos... A M. é filha dos "tios" que estiveram cá em casa e a B. é que é tem um pai diferente. (É engraçado que eles agora começam a falar entre eles, a fazer perguntas e a exigir-nos respostas)
Eu: percebeste?
Filho: Muito bem. 
E lá foi jogar playstation.

É que no nosso círculo familiar - que por acaso é bem grande - não há divórcios e segundas famílias. Ou melhor, na geração mais velha até há um ou outro caso, mas para ele, a família que vê é a que existe e nem sabe se há mais filhos ou outros maridos e mulheres.  E no nosso grupo de amigos, também não há divórcios nem separações, à exceção desta amiga. E mesmo os amigos da escola dele têm todos os pais casados... 

É engraçado como eu ainda me lembro bem da minha primeira amiga que era filha de um segundo casamento e tinha irmãos do lado da mãe e do pai e da mãe e da confusão que aquilo me fez e do tempo que demorei a entender. Tinha uns 6 anos, mas nunca mais me esqueci. Era uma grande amiga das férias de verão que reencontrei já depois de casada por ser a melhor amiga do melhor amigo do meu marido. E como o mundo é pequeno...



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