14 de janeiro de 2015

Berra-me Baixo#6

Estou cada vez mais contente por ter proposto este desafio a mim própria. O ambiente cá em casa está muito melhor. Eu falo alto. Tenho um timbre de voz alto. Portanto, daí ao grito é um pulinho. E não tenho gritado. Ainda hoje de manhã, num stress para não me atrasar para uma reunião super importante (e eu odeio chegar atrasada a um compromisso, fico mesmo nervosa e incomodada) em vez de gritar, pedi ajuda. Pedi ajuda ao meu filho mais velho para colaborar e "atirei" o mais pequeno para o pai tratar dele, enquanto eu me maquilhei em 5 minutos. E isto do maquilhar é um pormenor interessante. É que este foi outro dos meus desafios para este ano. Arranjar uns minutos antes de sair para me maquilhar. E tenho conseguido. E saímos de casa muito mais bem-dispostos. E os meus filhos também gostam de me ver maquilhada (o pequeno nas 20 palavras perceptíveis que diz não refere isto, mas o mais velho refere). E quando não há gritos há uma família muito mais feliz e eu não vou trabalhar com aquela sensação horrível de termos começado mal, de os ter deixado na escola depois de gritos e discussões (mesmo com o beijo e o abraço e o pedido de desculpas, não é a mesma coisa). E, sem saber deste desafio, ainda no fim do ano passado o meu marido (muito pouco dado a leituras e a livros de papel) comprou uns livros sobre as emoções e psicologia infantil e foi giro começar a trabalhar um dos livros com o mais velho. No livro mostram várias personagens consoante as situações. Felizes, frustrados, zangados, com ódio, raiva... E foi interessante mostrar ao meu filho (e eu própria ver) como ficamos feios aos gritos.

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