31 de janeiro de 2020

Ementa semanal

2ª - Arroz de pato com salada - comprei embalagem de pato desfiado e caldo à parte, no Pingo Doce. Vou preparar de véspera e na segunda é só ir ao forno. 

3ª - Filetes de pescada com arroz de tomate, daqui.

4ª - Hambúrgueres com puré e salada.

5ª- Bacalhau rápido no forno com batata palha, daqui. Acompanha com salada.

6ª - Esparguete à bolonhesa. Neste dia vou direta do trabalho para a pós-graduação e volto muito tarde. Para simplificar, vou preparar a bolonhesa no domingo, congelo, e na sexta o maridão só tem de descongelar e cozer o esparguete.

(Faço sempre grandes quantidades porque somos 5 a jantar e porque o meu marido leva almoço e eu também vou passar a levar quando começar na segunda feira o novo trabalho. Quando estava a trabalhar em casa nunca almoçava, comia sempre sopa e uma sanduíche (sou doida por sanduíches e acho perfeitas para o almoço a acompanhar uma sopa, mas agora para levar é mais simples levar a sobra do almoço. A empresa tem uma copa simpática onde todos almoçam.)

Mais um dia de trabalho em casa com 3 crianças, em dia de greve geral da função pública!

Tenho um deadline para acabar e tenho os meus 3 filhos, em loucura, dentro de casa porque as três escolas onde andam estão fechadas devido à greve da função pública. Querem ir ao parque, lanchar (mesmo depois do almoço), ajuda para escolher filmes na TV, ajuda para os trabalhos de casa... e depois bulham, implicam, discutem, gritam, jogam à bola no meio da sala onde eu tento concentrar-me para escrever um texto. É a loucura trabalhar com filhos em casa. Podiam estar sossegados a ver televisão, a ler, a brincar, a dormir a sesta, mas não... Já pedi para colaborarem, já ralhei, já me zanguei e já me acalmei... 

30 de janeiro de 2020

Para todas as mães que se sentem culpadas por trabalhar!

Leiam este texto maravilhoso da Isabel Stilwell, "Mais vale culpada do que frustrada"que é mesmo verdadeiro. Subscrevo cada palavra que a Isabel escreveu. Eu tento conciliar o melhor que posso a vida de mãe com os meus projetos profissionais, dando grande prioridade aos meus filho e quando a semana passada me convidaram para este desafio a full time parecia que não dava... e os miúdos que saem entre as 17 e as 17h30 e sou eu que vou buscar e levar às atividades? Isso não podia ser razão para eu não aceitar este desafio que eu tanto queria e tanto precisava - a trabalhar sozinha como freelancer de vez em quando preciso mesmo de integrar equipas, de fazer parte de grupos de trabalho para sair desta minha rotina mais solitária. Fizemos um mapa, organizei os dias, pedi ajuda, dividi tarefas e segunda feira começo no escritório. Ia ficar frustrada se não pudesse aceitar este trabalho e parti logo para a solução: quem nos pode ajudar? Quem vai buscar que filho e em que dias? Quem melhor assegura a ida para o futebol? E a natação? Nada como sermos criativos e pedirmos ajuda. Tenho a certeza que apesar de não terem a mãe logo às 17h, vão ganhar uma mãe ainda mais animada, cheia de novidades diárias, com novas aprendizagens. Saímos todos a ganhar. Só nos dias em que saio direta do trabalho para as aulas da pós graduação é que vão sentir mais, mas vão estar bem acompanhados. E espero que isto também os ensinse que devemos sempre ir atrás do que queremos, procurar trabalhos que nos realizem, ter vontade de estudar e aprender sempre mais, mesmo que isso implique voltar para a faculdade à noite e aos fins de semana aos 41 anos de idade. Porque se é verdade que somos mães, e que eles são o centro do nosso mundo, também somos nós, mulheres, profissionais e é fabuloso termos um mundo nosso, adulto, que nos completa. 

Recomendações da Direção Geral de Saúde - Corona Vírus

27 de janeiro de 2020

Ementa semanal

2ª - Nuggets com arroz e salada (Eu tenho aula e simplifica, até porque com o stress do meu filho hoje não tive sequer tempo para as compras da semana)

3ª - Filetes de pescada no forno com puré de batata doce e feijão verde cozido

4ª - Carne de vaca estufada com cenoura, cebola e cogumelos. Acompanha com esparguete e esparregado

5ª- Frango assado com limão, vinho do porto e estragão  (receita da Nigella que na edição atual do Master Chef Austrália - episódio 17, acho eu) com legumes assados.

6ª - Sobras do frango da véspera, mas agora com uma nova vida, desfiado com massa e molho de natas. Acompanha com salada.

Propuseram-me um desafio a full time...

... E eu aceitei, sem hesitar. Na minha área, uma nova vertente, novas aprendizagens, trabalhar em equipa fora de casa, uma ajuda financeira. E depois fomos fazer o mapa dos nossos filhos porque não os vou conseguir buscar durante um mês e meio. "E é preciso uma aldeia para educar uma criança". Eu saio da equação e são precisas mais de 10 pessoas para fazer o que eu faço todas as tardes: entre ir buscar 3 filhos a 3 escolas, levar ao futebol e  levar à natação... Só era possível com ajuda. Pedi ajuda e aceitei ajuda de uma amiga gigante que se pôs logo à disposição, apesar de ter 2 filhos e ser ela que assegura a logística deles. Entre ATL,  família, amigos e pais de colegas distribuímos os dias para não sobrecarregar muito ninguém. Temos um mapa e vamos rezar para que corra tudo bem. Com eles e comigo, no meu desafio profissional.

E quando se quebra o elo entre a professora e o nosso filho do 1º ano?

Vivemos há quase duas semanas em angústia com um filho que fica doente por ir para a escola. Entre gritos, ansiedade, lágrimas, soluços, vómitos e diarreias o nosso filho do meio desfaz-se todas as manhãs, ainda de madrugada, implorando para não ir à escola. Tentámos perceber o que se passa, falámos com ele, questionámos a professora e compreendemos que algumas atitudes da professora, como nunca deixar acabar os trabalhos na sala de aula porque "o grupo" mais rápido precisa de seguir, dividir os meninos na sala em bons, assim e assim e os que precisam de ajuda e outras coisas arruinaram com a auto-estima do meu filho, que neste momento não se sente capaz... Tem sido de tal maneira dramática a chegada à escola, que hoje veio a psicóloga do agrupamento ajudar. Esteve todo o dia com ele, conquistando-o, fazendo jogos, avaliando e até conseguiu negociar ele ir à sala... Tem sido aflitivo e angustiante ver um filho odiar a escola, ter medo, sentir-se incapaz, não querer brincar, ficar aterrorizado... A psicóloga vai acompanhá-lo, tentar puxar por ele para perceber se há mais alguma coisa... Eu só peço que ele volte a ganhar serenidade e gosto em aprender e o brincar para a escola porque a única coisa que eu desejo é que os meus filhos sejam felizes na escola, porque só com felicidade e empatia se aprende.

24 de janeiro de 2020

Mordida cruzada... e um expansor palatino! Consulta 6 - uma semana de aparelho

É incrível a rapidez com que este aparelho expande mesmo rapidamente o céu da boca. Correu tudo como o previsto e acabou a fazer de expansão. Já não tenho de usar a chave para expandir o aparelho de manhã e à noite e ontem o médico colocou uma espécie de plasticina para garantir que o aparelho não mexe. Agora é deixar estar por 2 meses, data da nova consulta. O enorme espaço que ficou entre os dois dentes da frente vai agora ajustar-se sozinho, fechando sozinho, mas o maxilar de cima e de baixo já estão acertados. Agora é esperar dois meses. Ele continua sem dores, nada incomodado e impedido de comer tudo o que sejam gomas, mentos, sugos, pipocas, pastilhas, caramelos e rebuçados... 

22 de janeiro de 2020

Dores de barriga emocionais?

Estamos sem saber o que fazer com o nosso filho, que de repente anda cheio de dores de barriga e diarreias, mas muito associadas ao momento de ir para a escola, ou ao deitar quando percebe que tem aulas no dia seguinte. Já foi observado pelo médico de família, já falámos com a professora e estamos numa angústia gigante... no fim de semana não se queixa, nos dias em que ficou em casa depois ficou melhor, quando percebeu que já não voltava para a escola... tem ficado na escola em soluços e durante o dia tem diarreia... e há uma coisa que o aflige: não há papel higiénico nas casas de banho. Por isso, chora.  E chora também porque a professora grita. Já falámos com a professora, que nos parece sensata,  e que assume que às vezes tem de levantar a voz para meter ordem. São 21 meninos e eu compreendo que não seja fácil, mas este meu filho é muito emotivo e qualquer grito o aflige. E ele anda há uma semana numa angústia de dores de barriga e lágrimas, e depois como sabe que a irmã está em casa com varicela, ainda fica mais ansioso por também ficar em casa. Vamos fazer exames e despistar alguma questão física e tentar ajudá-lo a resolver este bloqueio em que ele está.

21 de janeiro de 2020

Mais uma sugestão deliciosa de leitura para os mais pequenos

"A Manta" 
 Isabel Minhós Martins · Yara Kono

"Há uma manta de retalhos, uma avó com boa memória e muitos netos de ouvido atento. À noite, ao deitar, não são precisos livros: basta à avó olhar a manta e todas as personagens e enredos que lá moram, para a sessão começar..."

Encontrem-no aqui.

Uma sugestão na RTP2

Apanho muitas séries boas na RTP2. Na maior parte das vezes é por acaso e, felizmente, graças às gravações automáticas consigo andar para trás. "Apenas um Olhar" é a nova série, do género thriller, que estou a ver. "E se toda a sua vida fosse apenas uma mentira? Se o homem com quem se casou há quinze anos não fosse quem pensava que ele era? Para Eva Beaufils bastou apenas um olhar para uma foto antiga para que o seu mundo se virasse ao contrário. O marido desaparece de repente e Eva tem apenas um desejo: encontrar Bastien a todo o custo. Eva sabe que esta é a única busca que lhe pode dar a resposta mesmo que isso desperte velhas feridas e coloque os filhos em risco. Pode o amor superar a desconfiança?"

Vi e gostei


Todos falavam deste filme e no fim de semana conseguimos ver. Um filme Netflix que é um forte candidato aos Óscares de 2020. Gostei bastante, mas confesso que depois de tudo o que tinha ouvido e lido ainda estava à espera de mais. Mas é um filme muito real, emocionante e que espelha uma realidade tão dura e que tantos casais e filhos vivem nos dias de hoje.

Mãe = burro de carga


Não resisti a partilhar esta imagem. É tão, mas tão verdadeira!! 
Quem mais se identifica?

20 de janeiro de 2020

Confirmada a varicela com o melhor médico de família, o nosso!

Mas é uma varicela super ligeira e o nosso médico de família, que faz jus ao nome - conhece-nos a todos pelos nomes, fala com os meus filhos com imenso carinho, ouve-os, preocupa-se... - diz que já viu casos em que depois de varicelas muito subtis como a da Kika, as pessoas tiveram novamente. É suposto só se ter varicela uma vez na vida, mas ele já viu acontecer em casos em que as crianças não ficaram imunes à primeira, depois de varicelas muito suaves. Para já temos o diagnóstico confirmado, poucas borbulhas, nada de febre e uma semana de molho no mimo da mãe.

Escola público e colégio particular

No sábado de manhã fui com o meu filho mais velho a um dos colégios privados onde o inscrevemos para o 5º ano. Nunca pensámos optar pelo ensino particular, mas este último ano tem sido um desgaste tão grande com greves e matéria em atraso e perante a fraca oferta ao nível do 5º e 6º ano do nosso agrupamento, eu e o meu marido fizemos contas à vida e achámos que era uma boa hipótese ele fazer estes dois anos num privado (inscrevemos em dois na nossa zona) e depois voltar para o público, para fazer o 3º ciclo e o secundário, numa escola ao lado de casa que é excelente. (Desta forma, conseguimos que os três filhos passem pelo privado no 5º e 6º ano, em anos alternados para não ser uma sobrecarga financeira tão grande).

Sábado lá fomos os dois para ele fazer os testes de admissão e fiquei encantada com o pessoal, com a forma como fomos recebidos, com as instalações, com os recreios e a área dedicada ao desporto. Estavam lá outros colegas da sala do meu filho e a alegria deles era incrível:  - exclamavam eles, radiantes. De facto, é vergonhoso que nas escolas públicas as casas de banho sejam um nojo e não tenham papel higiénico. E é uma queixa recorrente. Acontece na escola dos meus dois rapazes, que são de agrupamentos diferentes. Não faz sentido. E há tantas outras coisas que não fazem sentido... Na escola do mais velho quando requalificaram a escola com a Parque Escolar recorreram a arquitetos fantásticos e até candeeiros do Souto Moura eles têm na escola, mas depois não têm nenhum espaço coberto para quando chove... É ridículo que fechem 500 crianças em corredores nos dias de chuva porque a biblioteca está fechada - não há pessoal - e o ginásio é pequeno para todos. Nem tudo será perfeito no colégio privado que escolhemos e onde esperamos que ele entre, mas pelo menos acreditamos que terá mais atenção, pessoas mais competentes a olhar por ele, principalmente a nível não docente, que no público onde ele está o nível das auxiliares é tenebroso, mais espaço para correr, para jogar à bola, para libertar energias. 

Noto um grande decréscimo de qualidade na escola do mais velho desde que ele entrou  no 1º ano. Cada ano nova direção, parece que ninguém consegue lá ficar a fazer trabalho de continuidade, professores cansados e a dar as matérias a correr - e percebemos nas provas que fez nos dois privados que não deu toda a matéria do programa - poucas auxiliares, sem formação, mal pagas, cheias de trabalho e desmotivadas... 

Fomos ao concerto do James Arthur e adorei...

Foi tão giro. Adorei o concerto e estar tão abraçadinha a cantar e a namorar com o meu marido. Precisávamos mesmo de uma noite a dois. Só me fez confusão ter de andar a desviar o olhar dos telemóveis da frente. Os jovens não vêm os concertos com os olhos, mas pelos telemóveis e é muito desagradável ter uma cortina de telemóveis em frente dos olhos. Uma fotografia ou outra também tirei, mas passar o concerto todo a incomodar as pessoas que estão atrás com o telemóvel? Acho muito chato. Devo estar a ficar velha!

Ementa semanal

2ª - Frango e algo francês à Brás com salada

3ª - Bacalhau espiritual (faço muito este prato quando tenho sobras de pão duro que se vão estragar, e que aqui demolhadas com leite ganham outra vida) com salada. Receita aqui.

4ª - Bifes de atum de cebolada com batata cozida

5ª- Rolo de carne recheado com fiambre, queijo e molho de tomate. Acompanha com esparguete e esparregado.

6ª - Frango assado no forno com sopa de cebola e um pacote de natas. Acompanha com arroz basmati e feijão verde cozido.

Varicela, sim ou não? Eis a questão!



Sábado de manhã encontrei umas borbulhas no peito e nas costas da Kika. Uma delas fez-me desconfiar de varicela, mas a miúda estava tão bem disposta, sem febre e sem grandes comichões que adiamos a ida à urgência para depois de jantar. Íamos jantar a casa de uns amigos com outros amigos e depois de confirmar que todos os presentes já tinham tido varicela resolvemos ir, já que ela continuava com as mesmas borbulhas e sem desconforto. Como os rapazes iam dormir em casa dos amigos fomos os dois com ela ao hospital. Tentámos primeiro Santa Maria, mas estava tão caótico que fomos aos Lusíadas. Depois de alguma hesitação foi diagnosticada com varicela. Dormiu bem depois de tomar Atarax e de colocarmos o Pruriced nas borbulhas e acordou tranquila, sem novas borbulhas e com as que tinha muito apagadas. E eu voltei a ter a dúvida: será mesmo varicela? Uma varicela suave? Lembro-me bem da varicela dos irmãos, no mais velho foi dramático, ele ficou um bicho, o mano apanhou logo depois, mas como era o segundo a ficar doente tinha indicação para Zovirax e teve menos intenso. Agora no caso da Kika, espero mesmo que seja varicela e nesta dose suave e que não a incomoda. Mas hoje vamos ao centro de saúde para voltar a ser observada. 

19 de janeiro de 2020

Quando o maridão arranja um date para domingo à noite! 💗

Precisamos tanto destes momentos a dois. Precisamos tanto de ser só nós os dois. Amamos os nossos filhos e eles são tudo para nós, mas nós também existimos, e é tão fácil sermos engolidos pelo dia a dia, pela loucura das manhãs em que mal há tempo para um beijo, pelas refeições atribuladas e barulhentas, pelo corre corre para os deitarmos a horas decentes, pelas máquinas da louça para encher quando queríamos era aninhar no sofá a ver uma série... série que já só vamos ver a dormitar, cansados de mais para qualquer coisa... é dura a vida de casal. Há alturas mais tranquilas, há outras mais desafiantes, os filhos são um verdadeiro teste a tudo. Domingo à noite vamos namorar porque o maridão comprou bilhetes e fez-me a surpresa. E vai saber tão bem. 

17 de janeiro de 2020

Se tenho saudades de trabalhar num escritório, com uma equipa...?

A resposta é que há dias em que sim, que sinto saudades de estar integrada numa boa equipa, com troca de ideias, com boas discussões de projeto, com café a meio da manhã, almoços na conversa... Trabalhar a tempo inteiro numa empresa também me dava a segurança de um ordenado fixo ao fim do mês, coisa que não tenho desde março. E se por um lado estou envolvida em projetos muitos giros como freelancer, tenho o horário que quero e disponibilidade para acompanhar os meus filhos e ficar com eles quando estão doentes (ou pseudo doentes, viram o post anterior? Hoje tinha-me dado um fanico se tivesse saído do escritório para depois ele não ter nada), para não terem de ficar no ATL e prolongamentos, para os levar às atividades ou, simplesmente, trazê-los para casa, por outro, às vezes passo dias sem falar com ninguém das 9h às 17h... É um misto de emoções. Se há alturas em que tudo o que eu queria era voltar a trabalhar a tempo inteiro fora de casa, partilhando o meu dia com adultos e criativos, há outras em que sinto que esta opção é a que melhor me permite conciliar a maternidade e o trabalho... até porque durante a semana tenho que assegurar a logística das crianças, já que o meu marido chega sempre à hora de jantar ou lá perto e não temos ninguém, a não ser para ajudas pontuais... Vou estando atenta a trabalhos que possam surgir e que sejam uma mais valia pessoal e profissional, porque também não quero perder alguma oportunidade que surja, até porque a minha vida profissional tem sido um pouco assim, sem ser estanque, tenho alturas em que estou full time, a trabalhar nas empresas, em equipas e projetos, noutras alturas estive desenvolver projetos a partir de casa. Felizmente nunca tive empregos, mas sim trabalhos por projeto. Mas claro que há sempre insegurança financeira e, algumas vezes, a solidão de trabalhar sozinha. A pós-graduação além de ser maravilhosa também me permite combater este lado aoo fazer parte de uma turma, ter aulas presenciais e colegas que partilham comigo uma paixão... Outras duas coisas ajudam-me a manter a sanidade mental: ginásio e almoçar com amigas especiais, daquelas mesmo nossas, que tornam a hora de almoço num momento positivo e com boas energias. 

Quando a professora da escola do teu filho liga...

... Porque o teu filho está doente e a vomitar, pedindo para o ires buscar. Tu paras tudo e vais buscá-lo. Foi o que eu fiz. Não tem febre e parece bem disposto. Começas a perceber que não lhe dói nada e que afinal não vomitou duas vezes, só uma, na casa de banho... "e foi assim cuspo, mas como sai da boca é vomitar, não é?" E tu percebes que foi tudo uma grande manha, que ele não está doente, está cheio de apetite, divertido e não percebes o que se passou... Falei com ele porque já confirmei que ele não adora a sua professora, o que é chato, visto que ele está no 1º ano e a professora é efectiva. Ele diz que ela às vezes grita... Eu também grito com os meus filhos, mortifico-me com isso, mas às vezes não consigo controlar os nervos e à 10ª vez saem-me uns gritos. Claro que nenhuma professora deveria gritar, mas não posso atirar pedras... Tenho estado a falar com ele sobre o que mais gosta na escola, o que menos gosta, o que prefere aprender, de que professor gosta mais e menos e porquê... E não tenho dúvidas que ele hoje armou isto para vir para casa. Já viu futebol e agora vai fazer os trabalhos de casa: "oh, mãe, a professora disse que se eu estivesse muito doente podia não fazer..." Mas como é óbvio ele não está nem muito nem pouco doente. E ainda bem. Só fico preocupada por ele não adorar estar na escola e ter feito isto de modo a que a professora ligasse a dizer que ele estava mesmo mal disposto. 

16 de janeiro de 2020

Ao agrupamento, professores e muitos pais da escola do meu filho mais velho...

Por favor, leiam o que diz o Professor Carlos Neto, Investigador da Faculdade de Motricidade Humana neste artigo e neste  e neste  e deixem as crianças brincar. Eu já nem digo em subir às árvores porque seria impensável, mas deixarem-nos jogar à bola... com bolas de futebol! Estranho, não é? Não. Na escola do meu filho mais velho, onde ele está no 4º ano, o campo de futebol tem um horário e cada turma só pode jogar nesse pequeno horário. Fora disso, é proibido futebol. E dentro do horário só com bolas de esponja porque com bolas de futebol os miúdos magoam-se e magoam outros. Há lá terra, uma pseudo horta, mas os miúdos não podem lá ir porque se sujam e sujam a escola. Há umas árvores, mas os miúdos não podem subir porque podem cair. Há uma aranha, mas esta vedada porque duas miúdas caíram e apesar de termos conseguido que a mesma fosse alvo de peritagem, estando em boas conduções, foi proibido, para evitar acidentes. No outro dia cheguei à escola e veio a auxiliar desnorteada ter comigo: o seu filho subiu ao pau da bandeira (que não tem bandeira) até lá a cima. Ao que o meu filho respondeu: eu sei subir e nós temos que nos entreter com alguma coisa! Estou cansada desta escola, supostamente uma super escola, grande, renovada na época do Parque Escolar, mas onde as crianças são castradas e impedidas de brincar livremente, sempre com medo que se magoem, os pais se chateiem e surjam processos e burocracias. Ah, e a biblioteca? esse fantástico sítio onde eles não se magoam - a não ser que decidam atirar os livros à cabeça uns dos outros. Essa está fechada e só abre uma manhã por semana porque a professora bibliotecária tem de correr todas as escolas do agrupamento. É isto. 

Mordida cruzada... e um expansor palatino! Consulta 5 - uma semana de aparelho

E devo dizer que tem corrido super bem! Uma grande surpresa. O médico tinha dito que não doía nada e, é verdade, não dói. O meu filho só se queixa que a comida vai fincado presa no aparelho, mas tirando isso, que se resolve com um bom bochecho e lavagem dos dentes, tudo bem. Até a fala, que ao início ficou ligeiramente afetada, já está normal. Durante esta semana vamos continuar a fazer os apertos de manhã e à noite e para a semana reavaliamos. Mas a expansão está a decorrer muito bem e depressa, como o previsto. 

14 de janeiro de 2020

Uma mãe até fica sem respirar...

Hoje, na porta da escola, o filho grande, de 10 ano, abraça-me e diz-me: mãe, não morras. Não quero que morras. Quero-te sempre ao pé de mim. Abracei-o e disse que quero viver até muito velhinha, com ele e com os irmãos, mas que o mais importante é aproveitarmos bem e sermos felizes todos os dias. 

13 de janeiro de 2020

Ementa Semanal e parabéns à Kika!!


2ª - A nossa Kika faz ano e vai haver lasanha para o jantar, o seu prato preferido de sempre, com béchamel verde (apenas adiciono um molho de espinfares ao béchamel da bimby, aprendi com o Matt, Masterchef Austrália)

3ª - Arroz frito vegetariano, daqui.

4ª - Lulas estufada com puré de batata e feijão verde cozido

5ª- Empadão de batata doce com carne e legumes.

6ª - A pedido do maridão cá de casa, Francesinhas da Tia Cátia.

4 anos da minha miúda gira!

E uma manhã no jardim de infância a fazer e cozer bolachas! Que maravilha, que manhã feliz. 💗

9 de janeiro de 2020

Mordida cruzada... e um expansor palatino! Consulta 4

E hoje foi dia de colocar o aparelho expansor palatino. A caminho do dentista o filhote dizia-me que estava nervoso. Eu dava-lhe forças, mas confesso que também estava. Foi fácil e rápido. Ele sentiu apenas uma impressão e não teve dores. Limitações apenas ao nível das guloseimas. Estão proibidas as gomas, pastilhas, mentos, sugos, pipocas, caramelos, rebuçados e afins. O que não faz mal nenhum até porque eu ando sempre em guerra com o açúcar. Depois de colocar o aparelho voltou para a escola. Não sei se terá dores, mas o dentista disse que não é suposto. Na consulta recebi uma pequena "chave" com que vou apertar o aparelho duas vezes por dia, de manhã e à noite. Para a semana voltamos lá para ele ser observado. O aparelho não se vê, porque está colocado no céu da boca e preso aos molares e, até agora, só houve duas coisas que incomodaram o meu filho: a voz ficou ligeiramente estranha e custa-lhe a engolir. Esperemos que sejam os únicos desconfortos. Vou dando notícias.

Mãos de velha

O meu filho mais velho hoje pegou-me na mão, quando vínhamos lado a lado, no banco de trás regressar do dentista e diz-me: Tens mãos com rugas. Estão velhas as tuas mãos... como as da avó. Tive vontade de chorar. Fiquei a olhar para as minhas mãos. Tenho estado todo o dia a olhar para elas. Eu que sempre adorei as minhas mãos. Ainda balbuciei: as minhas mãos são feias? E ele disse, muito meigo: Não, mas estão a ficar velhas... Têm rugas, as veias... Depois pus-me eu a olhar para a pele macia e lisa das mãos dele e as minhas já não são assim. Ainda estou a digerir isto.

8 de janeiro de 2020

Leva e trás, leva e trás... mãe motorista!

Faz parte da minha rotina de mãe. Leva e trás, trás e leva... Três filhos em três escolas, mais a natação, o futebol, consultas (felizmente só mesmo de rotina e poucas)... Foi uma opção que fizemos, eu trabalhar por conta própria, através de casa, gerindo os projetos e o tempo, para poder acompanhar  o dia a dia dos miúdos... há semanas e atividades mais cansativas - já deito a natação pelos olhos, são 10 anos de piscinas - mas gosto de ser eu estar presente, a recebê-los à porta da escola, a deixar de manhã com beijinhos e recomendações de mãe.  A mim nunca me levaram à escola e eu lembro-me que odiava as horas que passava na carrinha do colégio... era a primeira a entrar na carrinha e a última a chegar a casa porque morava longe. Quando tive filhos sempre quis que andassem em escolas perto de casa para que os amigos morassem também perto. E é muito giro ver essa dinâmica, não só entre os miúdos, todos vizinhos, quase todos a morar no mesmo bairro, como entre nós, pais, que criámos entre alguns de nós amizades e sinergias... hoje não fui eu quem os levou à natação, foi outra mãe... levou os meus e os dela. Para a semana vou eu... e assim conseguimos conciliar melhor tudo. E ensinamos aos nossos filhos a interajuda, a importância de vivermos em rede, seja familiar ou de amigos que escolhemos.

6 de janeiro de 2020

O meu presente de Natal


 Adorei! Foi o meu marido que me ofereceu para eu monitorizar as minhas caminhadas e a minha atividade física. Em tempos comecei a correr, mas não foi um hábito que tivesse mantido porque eu gosto mesmo é de andar. De vez em quando, nas minhas caminhadas, faço umas corridas, mas sou mais de andar. O relógio é muito leve e confortável e não só contabiliza a atividade física diária como as horas de sono... tem o tempo, algumas notificações (só ativei os sms e o calendário) e avisa quando me estão a ligar, o que dá um jeitão porque tenho sempre o telemóvel em silêncio. Que seja um ano com muito exercício físico, ao ar livre e no ginásio, e com muita saúde!

Ementa Semanal

Depois de semanas em festa está na hora de voltar às ementas semanais e de deixar de lado o queijo da serra, os enchidos e o execsso de carne dos últimos dias na serra. Claro que houve sempre saladas, muita fruta, chá e grandes caminhadas, mas, mesmo assim esta é uma semana para equilibrar.

2ª - Polvo assado com batata doce e bimis

3ª - Filetes de peixe no forno com molho de laranja e ervas. Acompanha com puré e feijão verde

4ª - Lasanha de atum com salada

5ª- Bifes de frango grelhados com arroz de tomate e salada

6ª - Esparguete com molho aurora, daqui. (neste noite tenho aulas e eles podem ter esta gulodice:-))

O meu primeiro romance de 2020


Estou a gostar bastante deste livro do escritor prémio Nobel da literatura. Lê-se num ápice e não dá vontade de parar. Recomendo.

Já entrámos em 2020 e já completei a primeira década como mãe!

Bom Ano!!
















Fugimos da cidade logo depois do Natal e estivemos quase uma semana no campo, com amigos, no meio da natureza.
E que maravilha! Sol radioso, a Serra da Estrela cheia de luz, as cascatas cheias de água, as árvores carregadas de fruta e a lareira a aquecer as noites... 

Entrámos no novo ano ao ar livre, debaixo de um céu mágico cheio de estrelas, a ver todos os fogos de artifício ao redor, uma das vantagens de estarmos num alto. Foi incrível. 









Regressámos a Lisboa e preparámos mais uma festa. 10 anos de filho mais velho! 10 anos de mim como mãe! Que grande alegria. 
De manhã o filhote grande foi com o irmão, os primos e uns amigos saltar e à tarde mais uma festa em família, nos já famosos lanches ajantarados cá de casa. 

Começamos o ano sempre em festa e para a semana a mini cá de casa faz 4 anos! Novembro, dezembro e janeiro são meses intensos cá em casa. 

Mordida cruzada... e um expansor palatino! Consulta 3

Hoje foi dia de tirar os moldes para o aparelho. Parece plasticina. Não custa nada (a não ser na minha carteira) e é super rápido. Uns dias e já temos o aparelho.