27 de janeiro de 2015

Consulta na Estefânia

O dia começou na consulta dos queimados no Hospital Dona Estefânia. Fomos rapidamente atendidos por uma médica com 34 anos de serviço, ali no hospital. E ela começou logo por nos por na ordem. Diz que nós (tal como os filhos dela da nossa idade com os netos) facilitam. Como é que bebem café com as crianças ao colo?! É porque não trabalham aqui como eu! São tão estúpidos os acidentes com as queimaduras. Dizem que eu sou psicótica e odeio chá, café e sopas quentes, mas haviam de trabalhar aqui e eram como eu. Muita atenção em casa! E ela tem razão. Nós às vezes facilitamos. O bule estava ao alcance dele e não devia... Claro que não podemos ter sempre os olhos em cima deles, a super protecção é um erro, e que eles têm de viver e de aprender, mas nós temos a obrigação de os proteger e, acima de tudo, evitar estas coisas. É que basta uma fracção de segundos para o mal estar feito, mas depois as queimaduras são processos muito dolorosos e que demoram muito tempo a recuperar. Gostei muito da médica e ela tem toda a razão. E às vezes é preciso uma coisa destas (que dentro do que poderia ter sido, não é de uma gravidade extrema e está a recuperar bem) para que eles sejam menos afoitos e nós mais cautelosos. Eu só digo que ainda bem que aconteceu ao meu e não à mais nova da minha amiga (que tem 16 meses). Em última análise eu é que tinha ali posto o bule...

Adiante. Mais uma vez foi um valentão na consulta. Tiveram de lhe rebentar uma bolha de ar, mas ele nem refilou. Fizeram um penso com um remédio especial e um silicone próprio, tudo bem atado com uma ligadura e uma rede. O mais importante é não molhar a ligadura. De resto, vida normal e volta lá para a semana para ser reavaliado e para fazer novo penso. Algum problema com este penso ou ligadura e é ir para a Estefânia, que no centro de saúde não têm estes materiais específicos que lhe puseram.

Continua bem disposto e sempre nas macacadas com o mano. Não tem dores, mas é possível que venha a ter comichão. Temos de tentar impedir que ele coce. E amanhã regressa à escolinha para recuperar a rotina. E é rezar para que não apanhe a varicela do mano, que não dava jeito nenhum...

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