31 de março de 2011

Às 20h...

A vista da minha cozinha estava assim e e eu senti-me feliz por poder desfrutar de um fim de tarde maravilhoso.


 
O rio parecia um espelho, o céu estava rosado e eu observava isto tudo enquanto aquecia o jantar do meu filho e ele brincava com as minhas chaves de casa.

Que dia bom...

Foi um longo dia (e ainda não acabou, pois tenho um trabalho para entregar), mas foi muito bom! O trabalho correu muito bem, com boas notícias à mistura, e o fim de tarde ainda melhor. O calor que se fazia sentir (já cheira a um misto de Primavera / Verão) pedia uma visita ao parque infantil e lá fomos, eu e o meu piolho. Brincou com outros meninos, andou de baloiço, levou encontrões, viu o comboio a passar e os carros no para-arranca. Quando percebi que ele já estava cansado voltámos para casa a rir. Só faltava o pai, que hoje chega tarde. Jantou bem, aprendeu o tique-taque do relógio, disse boa noite às luzinhas (que vê na janela de sótão por cima da cama de grades) e enroscou-se para dormir. É o meu anjo, o meu amor incondicional, o meu mais que tudo minorquinha. Agora, a casa está (quase) em silêncio, o meu jantar é chocolate (vantagem de não ter de fazer jantar só para mim), uma bela música toca na aparelhagem e eu vou mergulhar no meu trabalho.


Obrigada, amor

Por estares ao meu lado e por me incentivares e apoiares com as tuas palavras e energia. É tão importante saber que estás aqui (dentro do meu coração). Sinto-me (muito, muito, muito) mais feliz (e completa) por existires e por fazermos juntos esta caminhada que é vida. É uma caminhada que nem sempre é fácil, mas o facto de estarmos juntos (com o nosso Cucas) torna tudo mais risonho. Não há nada como o AMOR, que eu sinto dentro de mim e que cada vez se torna mais forte.

Nada como uma boa notícia

Aproveitem o sol!

E sejam felizes!

Falhei uma promessa

Sou péssima. Como já aqui disse tenho um problema com as manhãs. Custa-me imenso sair da cama e atraso o processo todo de saída de casa. O resultado é que andamos todos a correr, o único que toma o pequeno-almoço é o meu piolho e saímos sempre atrasados.

Eu tinha prometido ao meu marido que ia fazer um esforço para termos tempo de nos sentarmos à mesa a tomar o pequeno-almoço em família, mas não tenho cumprido com a promessa.

Ele vai para o banho e é suposto eu levantar-me e começar a acordar e a tratar do A., mas a verdade é que fico sempre na cama a pastelar e quando ele volta é como se uma mola me atirasse para fora da cama e começa a minha maratona matinal de cabelos em pé e olhos ensonados.

Houve um dia desta semana que correu bem. Fui a primeira a ir para o banho e a coisa correu melhor, com mais calma e sem tanto stress matinal.

Mas a promessa continua e eu JURO que vou tentar cumpri-la, meu AMOR. Por ti - que ficas doido comigo logo de manhã - por mim - que começo o dia com mais calma - e pelo nosso filho que pode desfrutar mais das manhãs em família.

Parabéns Zé!

Parabéns, pequeno Grande Zé, pelo teu primeiro aniversário. Parabéns querida amiga A. pelo teu filhote.


Eu e a minha amiga A. partilhámos a angústia da gravidez que teimava em não chegar, mas depois partilhámos o sonho das nossas gravidezes. Agora, os nossos filhos brincam juntos. É tão bom vê-los crescer e ganhar forma, tornarem-se gente. Gostávamos que eles tivessem uma amizade como a nossa, que faz este ano 20 anos. Iremos fazer o possível para que convivam muito e estejam juntos. Enquanto eles brincam nós encantamo-nos com eles, com as gracinhas deles e disfrutamos do prazer da maternidade, enquanto pomos a conversa em dia.
Muitas felicidades! Que sejam muito felizes e que comemorem sempre este dia com alegria e amor.

29 de março de 2011

Sabem bem

... Os dias mais compridos. Gosto de sair do trabalho (o trabalho que se leva para casa não conta) e ainda ser dia e haver algumas horas de luz pela frente. É bom aproveitar os finais de tarde.

Até amanhã

Sol

O sol voltou a aquecer Lisboa e as nossas almas. Não há nada como estes dias em que o sol e a luz invadem os céus. Para melhorar, o meu maridão veio almoçar comigo a um dos meus sítios preferidos e (felizmente) relativamente escondido aqui no chiado. A nós, juntou-se uma prima espanhola, e parece que em Junho rumamos até à terra de nuestros hermanos. Olé!

28 de março de 2011

Maldita tosse

Depois de muita ginástica com o meu marido - e não é essa que estão a pensar - mas daquela do quotidiano do tenta chegar a casa até às 7 e meia para eu ir à consulta (a malta só tem um carro), enquanto eu vou tratas do A. e depois eu volto e tu podes ir tratar das tuas coisas, lá fui ao médico de família que me diagnosticou uma tosse alérgica e vai de me receitar uns anti-histamínicos. Oh, meu Deus. Agora é que não consigo sair da cama de manhã. Estive aqui a trabalhar, mas tive de parar, pois já não dava uma para a caixa. O pior é que a tosse voltou - a malandra é noctívaga - e eu juro que a mato se ela me volta a incomodar esta noite. Entretanto, vou ler (ou tentar) o livro que recebi no dia do pai e que estou a gostar muito.


O antibiótico

Coitadinho do meu piolho. O que lhe custa tomar o antibiótico. Odeia, esperneia, cospe, agita os braços e grita. Já tentámos várias maneiras, mas nenhuma funciona muito bem e a mais eficáz é enquanto um o agarra, o outro tapa-lhe o nariz e enfia-lhe o antibiótico lá para dentro. Parece tortura, eu bem lhe digo que é para o bem dele, mas ele fica zangado e só não cospe o que não pode. O bom é que depois da tortura, o aninho nos braços e ele fica ali, querido e meigo, sem rancor destes pais que lhe enfiam líquidos pegajosos pela boca abaixo.

Hoje o A. regressou à creche (muito contrariado e não queria lá ficar)
e eu levei o antibiótico para elas lhe darem às 16h,
mas esqueci-me de dizer a quantidade.
Ups... Já levei um telefonema daqueles "Oh, mãe...".

Isto não é um blogue político

Mas aqui fica...

Não sei quem é o autor, mas está muito giro e não resisti em publicar.

Tosse, tosse e mais tosse

Esta noite não dormi nada nem deixei dormir o meu marido. Foi um inferno. Tossia, tossia e tossia - aquele tosse seca que nos deixa de rastos - e quando conseguia dormir um bocadinho sonhava com remédios milagrosos para a tosse. Que horror. Não estou melhor agora, mas sentada tusso menos. A ver se o médico de família me ausculta e me dá qualquer coisa para parar com isto. Não quero outra noite como a de hoje...

26 de março de 2011

Força, pequena M.

A pequena M. nasceu de termo, às 38 semanas, mas tinha o cordão umbilical enrolado à volta do pescoço e houve complicações no parto. A M. teve de ser separada da mãe e levada para um hospital público, onde estivessem mais aptos a tratar dela. Nem imagino a angústia daqueles pais. A M. teve nos cuidados intermédios, já passou por os cuidados continuados e se Deus quiser amanhã os pais podem levá-la para casa e apresenta-la ao mano mais velho.  Tudo indica que a M. não terá sequelas e que ficará tudo bem. E nós estamos todos a torcer por ti, pequenina. Nem imagino o que deve custar aos pais regressar da maternidade sem levar o bebé com eles para casa e, a verdade, é que acontece a muitos casais. A nossa prima disse que o que viu na unidade de cuidados intensivos é de cortar o coração e que a pequena M., comparada com os outros bebés, até estava bem. Força M. e todos os bebés que lutam pela vida desde o primeiro segundo. Força a todos os pais que se veem em situações que ninguém imagina nem deseja.


Campo de Ourique

O nosso dia começou de manhã num dos meus bairros preferidos e onde fui muito, mas muito feliz, num pequeno 5º andar sem elevador, esconço, mas com chão de tábuas de madeira corridas, charmoso e acolhedor. Foi lá o nosso primeiro ninho e foi lá que a nossa viagem a dois começou a tomar forma. Tem sido uma bela viagem e já arranjámos mais um "passageiro" para viajar connosco... E que passageiro! (Agora já nos dá palmadinhas nas costas quando nos abraça. Onde é que ele aprendeu isto? Não sei, mas aqueles abracinhos estão ainda melhores)

Café com uma amiga no sítio do costume, ir às antigas lojas, ver as novas, que entretanto abriram, reconhecer a senhora do supermercado e passear por aquele bairro que tanto me diz. Mas hoje, o nosso itinerário  teve um programa diferente e passámos a maior parte do tempo no parque infantil. O A. já gosta de andar de baloiço e de estar nos parques, rodeado de outras crianças. Hoje até teve direito a descer  o escorrega de cabeça com o pai. Que festa!!!

O almoço entre primos foi muito bom - nunca vi tanto restaurante bom no mesmo sítio - e a sesta do A. foi ainda melhor, o que lhe permitiu recuperar energias para um belo fim de tarde.

24 de março de 2011

A creche

Há muitas pessoas contra as creches e que acham que são apenas depositários de bebés para os pais que não querem ou não podem ficar com eles, mas eu tenho uma opinião muito diferente e uma boa experiência. O meu filho adora e eu acho que estar com outros miúdos, educadoras especializadas e num espaço feito a pensar neles lhes faz muito bem e os ajuda a desenvolver a todos os níveis. Não sei se o meu filho é super sociável por andar na creche ou é dele, se já quer comer sozinho porque anda na creche ou  se é despachado por natureza, mas sei que quando está doente e fica muitos dias sem ir à creche as birras são mais frequentes. Claro que por estar doente e é normal que esteja mais impaciente, mas fica muito menino da mamã e da vovó e torna-se mais intransigente e "de colo". A minha mãe, coitada, está de gatas. Esteve com ele a semana toda (posso estar a ser injusta, mas desconfio que lhe faça as vontades todas) e hoje quando lá cheguei para o ir buscar ela sorriu-me e disse "Nem doente para um segundo" e é verdade. O puto é pequeno e franzino, mas tem pilhas das boas que duram, duram e ainda duram mais um bocadinho. O meu avô noutro dia, ao ver o speed dele durante uma hora, virou-se para mim e disse que lá na creche devia ser preciso só uma pessoa para tomar conta dele, mas a verdade é que eles lá fazem menos farinha do que em casa, se bem que o power dele continua activo e elas dizem muitas vezes, meio a sério, meio a brincar: "este é fresco, é". É fresco e bom, mas às vezes dá- nos cabo do juízo e do cabedal!

O meu príncipe

O meu filhote está pior. Recebi agora telefonema da minha mãe e estou com o coração apertado. Só me apetece largar tudo e ir a correr ter com ele. Está cheio de dores de ouvidos, recusa a comida e está a desfazer-se em diarreia. Já falei com o pediatra e vamos mudar o antibiótico que pode ser o que está a causar isto. Agora vou trabalhar rapidinho para me conseguir escapar cedo para ir ter com o meu filho, que precisa de mim. Ele está bem com a avó, mas a minha mãe também está nervosa e a sentir-se impotente sem conseguir ajudar o neto.

Crise e mais crise

Pois é. Parece que as coisas ainda vão ficar piores para Portugal e para todos nós. Sócrates demitiu-se, mas acho que não há motivos para festejar - mesmo para quem não gosta dele nem da política dele. Os tempos que aí vêm serão duros, por isso, o melhor mesmo é agarrarmo-nos às coisas boas que temos na vida, tentarmos ser positivos e não entrar na onda do negativismo. Falar é fácil, mas acho que devemos tentar. Precisamos de ter optimismo no futuro, principalmente quando temos filhos pequenos que têm o direito de sonhar com um país onde podem ser felizes.

23 de março de 2011

Perfeito

O nosso final de tarde. O tempo ajudou e eu, o A. e a minha mãe fomos ao parque infantil para o meu filhote andar de baloiço. Foi muito bom conseguir sair mais cedo e disfrutar do meu piolho mais tempo.

A ouvir...

Rádio Marginal - 98.1

BELO SOM!

BOM DIA

Toca a aproveitar o sol, pois os senhoes da metereologia dizem que à tarde já chove... Pode ser que não.

Pensamento positivo que eu à tarde queria levar o meu piolho aos baloiços.

22 de março de 2011

A. report

Falei agora mesmo com a minha mãe e o dia do A. está a correr às mil maravilhas. Comeu o almoço todo e lanchou muito bem. Tomou o Brufen sem refilar, dormiu as sestas dele e ainda teve a sorte de ter a visita dos bivós que o foram visitar.
Quando achou que já eram horas de ir para casa foi buscar o casaco e foi andando para a porta a chamar pelo pai, que é quem o costuma ir buscar. É uma coisa fofa ou não? É que o piolho só tem 14 meses, mas já sabe muito bem o que quer.

Desatino

A manhã de hoje foi um desatino. Quanto mais eu me enervava para que o A. engolisse o antibiótico de uma vez por todas, mais ele se cuspia todo e esperneava. Limpar-lhe os olhos foi uma aventura e dar o brufen outra. Acordou mesmo do avesso. Devia estar com dores - dentes, ouvidos, garganta ou todas ao mesmo tempo - e eu a ver o tempo a passar, o meu marido a atrasar-se e a ficar nervosa. À medida que os meus nervos aumentavam, aumentava também a birra dele. Não correu lá muito bem a nossa manhã e ele foi-se embora com o pai a olhar-me de lado. Desculpa, filho. Felizmente, a meio a escada lá me  acenou e brindou com  um sorriso e eu fiquei mais tranquila. Tenham um bom dia, meus amores. 


Obrigada mãe por ficares com ele para eu e o pai podermos trabalhar. 
Tens sido a nossa salvação. 
Um grande beijo

21 de março de 2011

Coitadinho

Lá fomos ao pediatra e o A. tem todos os motivos para estar rabugento, sem forças e sem vontade de comer. Uma bactéria com um nome esquisito provocou uma nasofaringite. A isso junta-se uma otite em cada um dos ouvidos e os dois dentes pré molares a romperem. Além disso, continua com a conjuntivite. Coitadinho. O importante é que já sabemos o que ele tem e está a ser medicado. Felizmente, comeu qualquer coisa ao jantar - canja por biberão - e um pouco de sopa de peixe. A esta hora está a dormir o seu soninho e agora é esperar que os remédios façam o efeito desejado.

Angústia

A Primavera chegou com uma grande angústia. O que é que se passa com o meu filho que se recusa a comer? Sábado comeu mal e foi para a cama sem jantar, ontem só almoçou e não lhe consegui dar mais nada. Hoje recusou o almoço. Está murcho, sem apetite e muito apagado. Sinto o coração apertado por não saber o que ele tem - à noite tem tido febre - e estou em ânsias para que cheguem as 5 da tarde e ele ser visto pelo pediatra. Deus queira que não seja nada.

20 de março de 2011

Perfeito

É assim que descrevo o nosso fim de semana. Decidimos dar uma escapadela até à Ericeira para comemorarmos o bom tempo, o dia do Pai e a nossa vida como família. A partida no sábado de manhã não foi pacífica. Ao contrário do que é costume o A. estava rabugento - presumimos que por causa da conjuntivite - e a sacaria que se acumulava à porta de entrada começou a deixar o meu marido nervoso que alegava que só íamos por um dia. Contratempos à parte fugimos para o EcoLodges na Ericeira e foi espetacular. O sítio era perfeito e o tempo também estava uma delícia. Ficámos num simpático bungalow de madeira com dois quartos e uma sala e o A. dormiu muito bem no seu quartinho, sem estranhar o sítio. A alvorada aconteceu às 11 da manhã!!! A piscina natural convidava a um mergulho, mas eu e o A. apenas molhámos os pés e deixamos os banhos para as dezenas de rãs que ali vivem e para o meu marido. Descansámos, lemos, brincámos, namorámos e comemos muito bem (que barrigada de marisco). No dia do pai ainda tive direito a uma surpresa. O meu filho ofereceu-me um livro, com a desculpa - confidenciada pelo meu maridão - que eu eu sou mãe, mas que muitas vezes também faço de pai do meu filhote... Soube muito bem. Obrigada por existirem!






Graças ao meu filho e ao meu marido consigo canalizar os pensamentos do dia do pai para eles. 
E continua a ser um dia de alegria e comemoração, porque eles existem na minha vida. 
Amo-vos do fundo do meu coração 
e tenho pena que o pai e o meu sogro já não estejam cá para ver o neto crescer. 

19 de março de 2011

Bom dia

Os meus amores ainda dormem e soube bem tomar o pequeno-almoço sozinha apenas com a companhia do sol que invade a cozinha e dos pássaros que cantam lá fora. Está uma manhã tranquila e às vezes sabem bem estes momentos de silêncio. Daqui nada começa o rebuliço e mais um fim de semana em família. E hoje é dia do Pai e o meu marido nem sonha que na creche prepararam um presente do A. para o pai.

18 de março de 2011

Bom fim de semana

Vamos aproveitar o sol e o calor dos próximos dias...

O meu pai

Hoje a edição do jornal "Metro" é dedicada ao dia do Pai. E este será o meu primeiro dia do pai depois do seu desaparecimento e fiquei triste. Ainda por cima, hoje tinha sonhado com ele e é incrível como se mantém tão vivo nos meus sonhos. Um beijinho, Pai.


Bom dia

17 de março de 2011

Gostava muito, mesmo muito...

  • Que o dia tivesse mais horas para podermos estar mais tempo em família
  • Que o meu marido conseguisse sair mais cedo do trabalho, para disfrutar ainda mais do filho (e depois eu fico irritada por ele chegar tarde e acabamos por discutir, o que eu odeio e me deixa o coração pequenino e muito apertado)
  • Que a semana não fosse esta correria pegada em que mal temos tempo para o que é realmente importante

Vida real

Estou trancada no escritório a trabalhar. Felizmente o meu bloqueio das últimas horas passou e a minha querida cunhada mais velha veio até cá para me dar uma ajuda com o A, que já tem a conjuntivite nos dois olhos. Estava eu aqui fechadinha e eles vão até ao quarto do A. para mudar a fralda e eis que começo a ouvir tudo pelo intercomunicador. Se fosse um filme ia certamente ouvir coisas que não devia, mas isso não aconteceu e apenas a ouvi a falar com ele - com a sua doçura e brincadeira habitual - enquanto ele lhe respondia na língua dele (cada vez mais parecida com a nossa) e ria. Os dois bem dispostos e muito cúmplices, como sempre. Obrigada aos dois por me deixarem trabalhar e até tive tempo para publicar este post.

E agora vou continuar a bombar e aproveitar que o trabalho está a render.

Imprevistos

Tinha organizado a minha vida para hoje ficar em casa a trabalhar. Precisava de silêncio e de tranquilidade e de inspiração para fazer o meu trabalho. A noite foi complicada com o A. a acordar às 4 e meia a chorar. Tinha fome, bebeu o leite, mas continuava a chorar. Depois lá adormeceu e eu é que demorei mais a pegar outra vez no sono. Pedi ao meu marido para tratar dele de manhã, pois eu hoje tinha um dia muito desafiante - a  nível criativo - pela frente. De manhã ouvi-os entrar no quarto e pensei que me iam dar um beijo de bom dia, mas não. O A. está com uma conjuntivite e não pode ir à creche. Coitadinho, tem o olho que parece um bicho. Vou ligar agora ao pediatra para saber o que fazer - é a primeira vez que tem isto - mas já sei que trabalhar com ele em casa é para esquecer. Vamos ver como faço... É assim, vida de mãe.

16 de março de 2011

Alguém conhece...

O Monte da Galrixa? Se sim, por favor digam se vale a pena para uma escapadela.

Obrigada

Não dorme nem deixa dormir

Felizmente que isto acontece na creche e não cá em casa, onde o A. continua a dormir que nem um anjo 12 horas seguidas ou mais.

Mas ao que parece as sestas na creche estão difíceis e o pior é que mete a criançada toda num alvoroço - ele é o mais velho do berçário - e depois ninguém quer dormir.  Parece que fala, brinca, salta e pula e acorda-os a todos. E quando a educadora chega à salinha das camas, pronta para o meter na ordem, o meu malandro deita-se muito quietinho e olha para ela com cara de anjo. Tem sido assim a semana toda e hoje elas fizeram este pequeno desabafo. Ups...

Gostei muito

Bom dia

15 de março de 2011

Afectos

Para mim, ser mãe é maravilhoso. A Dinâmica de uma família com um filho (ou dois ou três ou quatro) é incrivelmente recompensadora e feliz – se bem que às vezes pode ser muito cansativa.

Estar em casa com ele, ir ao parque, aos baloiços, brincar na areia, jogar às escondidas, cantar, ensiná-los a andar, a pegar na colher sozinhos, a fazer cu-cu, a vê-los interagir com outras crianças e mil e outras coisas que os ajudam a crescer e que inventamos para os distrair, fazer felizes e às vezes para conseguirmos que eles façam o que nós queremos.

Lá em casa o banho, a hora das refeições e da muda da fralda são momentos de felicidade e cumplicidade e não tarefas chatas encaradas com um “lá tem de ser” e fico triste quando conheço uma família que não consegue desfrutar nem tirar partido dos filhos. Parte-me o coração ver uma criança a quem a mãe raramente dá banho, porque não tem paciência, e quer que seja a empregada a dar; quando uma mãe decide não dar de mamar, pois a empregada pode dar o biberão a meio da noite e ela não tem de se levantar; quando os filhos são tratados como empecilhos e não como uma bênção, algo que vem dar ainda mais sentido à nossa vida; quando tudo o que tem a ver com os filhos é uma angustia permanente.

Não sei se o meu filho vai ser mais feliz do que estes bebés criados entre empregadas, babysitters e amas, mas eu sou muito mais feliz por o ter na minha vida e por poder participar no seu crescimento e formação. Por poder desfrutar dele ao máximo e sentir que aquele rapazinho está a crescer rodeado de afectos e de amor. Felizmente, tenho ao meu lado um homem maravilhoso que é um PAI fantástico e que partilha comigo não só as tarefas relativas ao nosso piolho, mas os ideais e conceitos de família.

Claro que há alturas em que me irrito.
Em que me salta a tampa.
Em que estou mais impaciente e cansada.
Também já tive momentos de angústia e de desespero,
principalemente quando ele era bebé
e esteve dois meses a chorar dia e noite com cólicas
 e eu não sabia como o ajudar,
como o aliviar daquele sofrimento e do meu.

14 de março de 2011

Adoro...

... Comer o meu filho com beijos. Chegar ao fim do dia, vê-lo bater palmas quando me vê e correr para mim. E como-o com beijos, muitos beijos, e faço-lhe milhares de cócegas só para o ver rir e ouvir aquelas gargalhadas, que me aquecem a alma e me fazem incrivelmente feliz. É TÃO BOM!

Vacina

Hoje foi dia de vacina no centro de saúde. O A. ia todo bem disposto e aproveitou para brincar com os outros meninos na sala de espera. Diga-se que aquela sala de espera me mete um pouco de nervos. O espaço é pequeno, quente e todos os miúdos lambem os mesmos brinquedos. Quando entrou para o gabinete de vacinação olhou em redor, acenou à enfermeira e voltou para a porta, decidido a ir embora. Lá levou a vacina e chorou um bocadinho, mas depois demos-lhe uma bolacha Maria e ele ficou logo bem disposto. Agora está a dormir o seu soninho e à meia noite, na hora do biberão, vemos se ele tem febre como reacção à vacina.

Apetecia-me...


E acho que está na altura de começar a pensar nos quatro diazinhos da Páscoa.

Ai, ai...

Na hora de almoço fui com uma amiga comprar fraldinhas de pano para o bebé dela que vai nascer no Verão. Ai, ai... (longo suspiro)… Não posso andar nestas andanças que a minha vontade de encomendar outro baby começa a crescer, a crescer, a crescer...

Bom dia


E boa semana

13 de março de 2011

12 de março de 2011

Mais um livro

Depois do "Bom Inverno", que gostei IMENSO, chegou o "Tempo entre costuras" à minha mesa de cabeceira. Comecei ontem e até agora parece-me bastante bem.

A minha irmã

Hoje fomos jantar a casa da minha irmã e quem tem crianças pequenas como o meu filho sabe que não é fácil ir a casa de pessoas que não têm crianças. Estas casas são verdadeiras armadilhas. O A. ia logo queimando a mão numa vela que apanhou a jeito numa mesinha. Nervos à parte, porque estivemos o tempo todo, todo, todo de olho nele para ver se não acontecia nenhuma desgraça, foi bom que ver que a minha irmã está a recuperar. O último ano foi muito duro para ela. Depois de um ano e meio ao lado do companheiro na luta contra o cancro, viu-o partir, e dois meses depois morreu o nosso pai de forma inesperada. No meio disto tudo isto perdeu o trabalho. Passou os últimos meses bastante mal, continua muito magra, mas está a melhorar. Força, mana. Apesar do stress que foi o jantar valeu pela alegria que ela tem em estar com o sobrinho.

11 de março de 2011

Tenho medo

... da força da natureza. Que um terramoto horrível como o que assolou hoje o Japão aconteça aqui na nossa terra. Tenho pavor de estar sozinha se a terra abanar, tenho pânico de não saber dos que mais amo, tenho terror de ficar soterrada...

Preocupa-me a pouca preparação que temos por cá, a construção das casas e a resposta da protecção cívil.

E agora vou comer uma bolachinha com recheio de limão e beber um café para ver se me animo.

Bom dia para todos!

10 de março de 2011

Situações (insólitas) para mais tarde recordar

Hoje eu e o maridão lembrámos uma situação muito caricata que nos aconteceu quando eu estava grávida. Hoje rimo-nos, mas na altura não achámos graça nenhuma e tivemos de mudar de ginecologista quando eu estava de 11 semanas de gravidez.

Passo a explicar: Este médico de Lisboa, muito conceituado, mas também conhecido por dar consultas pela noite dentro, atendeu-nos já passava da meia noite. Estávamos marcados para as 16h00 e quando entrámos no consultório, ainda estavam mais de 10 grávidas na sala de espera. O meu marido já bufava e dizia que aquilo não fazia sentido nenhum. Lá entrámos e ele estava com uma cara de sono indescritível. Eu vou para a marquesa para fazer a eco. Como ainda estava no início o médico fez-me uma eco vaginal. A certa altura diz que são gémeos. Eu e o meu marido em nervos. Vemos a imagem do bebé no monitor - a primeira vez que se vê o baby - e depois fica tudo com chuva. O que é que se passa? Olhamos para o médico e ele estava a dormir. Sim, a dormir! Eu com a sonda enfiada e ele a dormir. É das situações mais constrangedoras que se podem imaginar. Lá acordou e disse que estava tudo bem. Nós só queríamos ir embora. O meu marido com uma tensão que só lhe apetecia bater no médico. Ele vai-se sentar na secretária, sempre a revirar os olhos de sono, senta-se e adormece mais um pouco. Mais tensão. Ele acorda e começa a passar umas receitas em que escrevia a primeira letra do que quer que fosse, adormecia, e saía um risco. O meu marido com vontade de lhe bater, eu já de pé a despedir-me e saímos dali com ele a dizer que ia fazer um parto ao Hospital da Luz às 2 da manhã. Quando estamos na porta ele diz que afinal não são gémeos, e é só 1. Saímos e o meu marido olha para mim e diz que nunca mais metemos ali os pés. Coitada da grávida que ele assistiu naquela noite e de todas as outras que são acompanhadas por ele.

Depois arranjámos uma médica fantástica - que conhecia este médico - e que prometeu que nunca ia adormecer nas consultas!

9 de março de 2011

Raios partam

O intercomunicador, que resolveu começar a fazer interferências nocturnas! Deve estar em "choque" com algum outro objecto que temos no quarto, pois quando estamos na sala não faz interferência e quando o levamos à noite para o quarto é cada barulho que a malta até salta da cama. Será que é do telemóvel? É a distância que é pequena de um qaurto ao outro? Não sei, mas não me parece bem que o nosso filho durma que nem um anjo e a malta acorde com os zumbidos do intercomunicador! Mas não vou descansar - literalmente - enquanto não descobrir o que é que se passa.

8 de março de 2011

Comer sozinho

Hoje ao jantar o A. manifestou vontade de comer sozinho. Não queria que lhe tirássemos a colher da mão para o servir e queria ser ele a fazer tudo. O resultado foi peixe, puré e espinafres espalhado pelo chão. Fez muita porcaria, mas é giro ver como ele se desenvolve e como nos quer imitar. Não basta já comer o que nós comemos, agora quer fazer como nós. Amanhã tenho de perguntar na creche se o andam a ensinar a comer sozinho.

7 de março de 2011

Será que as pessoas são mais felizes assim?

Hoje fui ao supermercado com o A. depois de o ter ido buscar à creche. Fui a um Pingo Doce muito pequenino e estreito e por isso não levei o carrinho dele, até porque pensava colocá-lo no carrinho de supermercado - que para o A. equivale a ir à Disney, tal é a diversão - mas não havia. Miúdo num braço, chapéu de chuva no outro e um cesto para as compras. Tentei pousar o A., mas as pessoas não reparam nele e ia levando logo com um cesto na cabeça. Comprei só mesmo o indispensável que me fazia falta para o jantar e rumei até à caixa. Já transpirava. Não havia caixas prioritárias, eu só tinha 5 coisas mas acham que alguém teve a simpatia de me dar o lugar. Aquilo estreito como tudo, o miúdo a escorrergar-me e a tentar deitar mão a tudo e ali fiquei eu uns 10 minutos para ser atendida. Custava muito as pessoas serem mais delicadas? As pessoas ficam mais felizes por se despacharem uns minutos mais cedo? É pena que isto aconteça e, infelizmente, estamos sempre a sofrer na pele o egoísmo dos outros.

Fives!

O pai ensinou o A. a dar "fives" e que loucura ver aquela mãozinha pequenina a bater na palma da mão do pai e a rir. Eu tentei que ele fizesse comigo, mas percebi que aquilo é uma brincadeira de homens. Força aí, rapazes da minha vida!

Regresso à normalidade

Hoje o dia começou cedo. Hoje o meu marido regressou ao trabalho - ao fim de quase dois meses de baixa - e foi preciso voltar a saltar cedo da cama, pois o maridão não tem os meus horários. Acordei o A. que dormia ferradinho. Custa tanto acordá-los quando estão assim a dormir. Ainda não eram 9 horas quando o deixámos na creche. Felizmente, já lá tinha um amiguingho para brincar. Não havia trânsito e o metro não tinha quase ninguém. Anda tudo a brincar ao carnaval.

6 de março de 2011

Piratinha

Hoje levei o meu filho mascarado para o almoço de anos da tia A. e estava um belo pirata. O lenço é que era difícil estar na cabeça mais do que uns segundos, mas deu para a fotografia. Estava mesmo engraçado. Depois do almoço fomos visitar os bisavós e lá ia ele com a sua roupa festiva, mas vomitou-se todo antes de lá chegarmos. Tive de lhe despir o fato - com sorte não tinha sujado a roupa dele - e levei-o apenas com o lenço e um cheiro a vomitado. Os bivós deliciaram-se à mesma com ele que passou uma hora entretido a jogar à bola com as laranjas que roubou da fruteira.
                                                                                  O meu carro é que ficou com um cheiro a azedo mesmo catita!

5 de março de 2011

O meu quartinho II

A noite de ontem foi um sucesso. Nós, tal como muitos outros pais, tínhamos receio de como é que o nosso filho ia reagir a estar sozinho no quarto, mas tudo correu na perfeição. Por volta das 8 da manhã ouvi-o, mas estava a falar e a brincar com os seus peluches que dormem na cama dele. Deixei-o estar e por volta das 9 fui buscá-lo, já com o leitinho pronto. Estava super bem disposto e com ar de quem tinha dormido muito bem e feliz no seu quartinho. Que bom!

4 de março de 2011

O meu quartinho

Já devia ter sido há mais tempo, mas mais vale tarde do que nunca e esta é a primeira noite que o A. vai dormir no seu quartinho. Ele está entusiasmado com o quarto e quer explorar o novo sítio. Hoje viu-me a desmanchar a caminha no nosso quarto e até me ajudou a levar os brinquedinhos para o quarto novo. A sesta da tarde já foi lá, na caminha nova que comprámos, e correu bem. Está a dormir desde as 9 e meia e até agora está a correr bem, mas não quero deitar foguetes antes da festa. Esta noite é de adaptação. Vamos ver como corre. Bons sonhos, filho lindo.

Frango na púcara

Isto sim, mãe, é uma comidinha de jeito! Não o disse, mas tenho a certeza que foi o que ele pensou quando ontem ao jantar lhe dei um bocadinho de frango na púcara e ele se deliciou. A sopa dele, mandou-me a mim comer - coisa sem graça e sem sal - e era vê-lo comer o frango, a cenoura e o arroz branco. Ora comia à mão, ora lhe dava à boca, e ele tinha o cuidado de ir lambendo os dedos. Hoje ao almoço comeu mais um pouco e a felicidade manteve-se.

O pediatra disse que depois dos 12 meses eles podem começar a comer de tudo - excepto marisco, conservas, enchidos, fritos e doces - tendo cuidado em não abusar do sal nem dos temperos. Aos poucos, estou a introduzir as comidas e é vê-lo abrir a boca. Ele gosta da nossa comida. Eu compreende-o. E logo o jantar é bolonhesa! Yupi

O risco do filho único

É que nós, mães e pais, fiquemos babados a adorar o menino. Eles são tão engraçados, tão cheios de novidades e de aprendizagens novas a cada minuto que a tentação de olharmos, de nos deliciarmos, de nos perdermos nas gracinhas deles é enorme. Por isso é que a espécie humana se preservou. Eles gritam e choram e esperneiam, mas depois são os seres mais maravilhosos do mundo que despertam o instinto protector de cada um de nós.

Não é difícil mimar um filho. Não é. Difícil é não o mimar em excesso. Por isso é que sou a favor da teoria de mais do que um irmão. Não sei. Mas com mais do que um o tempo para adoração dos meninos é menor:-) 

Acho que o mimo deve ser como o sal. Nem a mais nem a menos.

14 meses de amor

O meu filho é ligeiramente brutinho. Não há nada a fazer. Nós bem explicamos que não se levanta a mão, que tem de fazer a "festinha gatinho", mas de vez em quando levanta a mão e é a asneira total. Agora, aprendeu a beliscar. Aqueles beliscões pequeninos e ontem arrancou-me um bocado de pele dos olhos (zona olheiras com pele fininha). Cortei-lhe logo as unhas que já estavam a pedir. Nunca vi unhas que crescem tão depressa. Expliquei-lhe que não se pode magoar a mãe, que aquilo dói, mas não sei se adianta muito. Não sei se é de ser rapaz mas há alturas em que vai tudo à frente ao pontapé. No outro dia agarrou no pau do xilofone e foi bater nos desenhos animados que estavam a dar na televisão. O pai, que estava por ali, ia tendo uma apoplexia nervosa e ele depois sorriu como quem diz: "está tudo bem". Malandro, malandrão! De vez em quando lá vai apanhando umas palmadinhas na fralda, no rabiosque, para perceber que quando dizemos que é não, é não. Mas depois é tão, tão meiguinho, dá abracinhos, enrosca-se, sorri muito, dá uns beijos com a boca toda aberta e muita baba, dá gargalhadas, aninha-se nas pernas quando estou de pé e tudo e tudo e tudo!

                                                     Hoje o piolho faz 14 meses. Os melhores da minha vida. 
E à medida que os meses passam e ele cresce 
e fica mais gente
mais autónomo
com a personalidade mais marcada
mais atrevido 
mais explicado e com mais graça
maior é a interacção com ele. 
Não há nada mais maravilhoso 
que acompanhar o desenvolvimento de um filho
e de maior responsabilidade, também. 


3 de março de 2011

Vidas de mãe

Não posso deixar de dar a minha opinião sobre a questão da maternidade/ vida profissional. Estava a ler este blogue que gosto muito e é impressionante como ainda há pessoas que criticam as mulheres que não querem ficar em casa depois de serem mães e que sentem vontade de ir trabalhar. Parece que aos olhos destes seres somos más pessoas, egoístas e coisas ainda piores.

Eu acho que cada mãe deve fazer o que quer e o que pode. Muitas se calhar gostavam de ficar em casa, mas não têm possibilidades para isso.

Depois de ter tido o A., ainda em licença de maternidade, comecei a sentir a angústia de ter de regressar ao trabalho. A minha licença era apenas de 3 meses - ainda estava como trabalhadora independente - e eu achava que não ia conseguir deixar o meu piolho, mesmo sabendo que ele ia ficar em muito boas mãos, com a minha mãe. Ainda ponderei ficar em casa a tomar conta dele, mas rapidamente percebi que sentia muita falta do meu trabalho - que adoro - e de voltar à minha rotina. Era mãe, coisa mais maravilhosa não há, mas eu continuava a existir e não me sentia com personalidade para ficar em casa a cuidar do meu mais que tudo e das tarefas domésticas - sim, na hipótese de ficar em casa teria de dispensar a minha querida G. 

Ainda bem que não o fiz e que regressei ao trabalho. A primeira manhã custou imenso, mas depois soube-me bem. Muito bem. Sabia que ele estava lindamente e a mim sabia-me bem aquela liberdade. Tinha dedicado 24 sob 24 horas dos meus dias dos últimos 3 meses ao meu filho e era bom voltar a sair à rua sem carrinhos, sacos, fraldas, biberões... E o momento de chegar a casa e pegá-lo nos braços era maravilhoso, dava-lhe logo de mamar e deliciava-me a olhar para ele. A única coisa que tive pena neste processo é que deixei de amamentar em exclusivo, apesar de ter dado de mamar até aos aos 8 meses, altura em que pela morte inesperada do meu pai me secou o leite.

Aos 9 meses foi para a creche e adora! É um bebé super simpático, bem disposto e sociável. Não estranha nada nem ninguém e adora brincar com outras crianças. E eu fico feliz por ele estar bem - é fundamental termos confiança absoluta na creche - e adoro quando o vou buscar e ele fica feliz por me ver ou quando saio mais tarde e ele já está na minha mãe, e sei que já andava há algum tempo a ir para a porta da rua a perguntar por mim. Que festa fazemos um ao outro!!

E ao fim de semana é a loucura total em que estamos mais tempo juntos e disfrutamos ao máximo.uns dos outros. Claro que às vezes gostava de estar mais horas com ele durante a semana, mas sei que assim é o melhor para todos. Não se pode ter tudo, não é?

Cada mãe é diferente, mas o importante é que seja feliz, pois só assim poderá fazer o seu filho e a sua família feliz.

P.s: Desculpem lá o testamento, mas foi do coração
E ainda havia tanto para dizer

Músicas de sempre

Para cantarmos aos mais pequenos.

Um grande telefone

O meu filho descobriu as cabines telefónicas. Há uma mesmo em frente em casa da minha mãe e, neste momento, o grande objectivo dele é pendurar-se naquele telefone. Eu ainda não acedi porque sei que a primeira coisa que ele vai fazer, depois de colocar o auscultador no ouvido, é pô-lo na boca. Eu não sou muito coquinhas e acho que as imunidades são boas, mas há limites e eu ainda não o deixei pendurar-se no orelhão.

2 de março de 2011

Marido confuso...

O meu marido ficou desconcertado quando a prima A. chegou ao pé de nós com um blusão e um macacão cor de rosa para bebé e não percebeu porque é que ela nos estava a dar aquilo. Eu expliquei que fazia parte do lote de roupa da nossa sobrinha M. - na nossa família a roupa roda e roda - que tinha passado para a filha da prima A. e que ia agora para uma amiga dela.
Marido confuso- E está a vir cá para casa, porquê?
Eu -Ela diz que é boa demais para passar (Parece que a outra não é muito cuidadosa) e que fica para nós.
Marido muito confuso - Mas é de bebé (6 meses) e é de rapariga.
Eu - Ela diz que tem um felling que nos vai dar jeito.
Marido cada vez mais confuso - Ah... Tá bem... (Mas o que ele pensava era: Será que ela tem alguma coisa para me dizer?)
E eu sorri-lhe...
A vontade de ter outro filho começa a intensificar-se, mas eu disse-lhe que gostava de ter outro rapaz. Ele ainda me perguntou se eu não me importo de ficar com 3 homens e eu disse que não. Claro que não! Mas  para ir buscar esta foto andei a ver vestidinhos e coisinhas fofas de meninas e, pronto, confesso que fiquei um pouco dividida...

Gosto muito da música

Do clip nem tanto.

Os meus fieis amigos

Não vivo sem eles. Os livros para mim são mais do que livros, são companheiros, amigos, uma presença fundamental na minha vida. Mal estou a acabar um já estou a ir comprar outro, não se vá dar o caso de acabar e não ter outro para ler. O meu ritual de leitura é à noite. Deitada, no silêncio, onde nada mais existe a não ser aqueles personagens, aquela história. Adoro ler, sempre gostei, e acho que foi daqui que surgiu a minha paixão pela escrita. Não quero imaginar  a vida sem livros. Uma casa sem livros é uma casa sem alma e não contam aqueles livros pipis na estante, que nunca foram abertos, manuseados, explorados. Faz-me impressão as pessoas que não lêem. Como é que conseguem? O que elas perdem... Histórias, vidas, personagens, novos mundos, outras teorias, amigos. A minha vida teria sido outra, e bem mais pobre, se não tivesse percorrido as milhares de páginas e de histórias que percorri. Neste momento, na minha cabeceira, está, entre outros, O Bom Inverno e estou a adorar. Como a minha mesa de cabeceira está cheia destes fieis amigos, despejo tudo o que é soros, narinel, compressas, fraldas, pomadas e afins na mesa do meu marido, que está sempre a ralhar comigo. É assim.

Estamos assim

Hoje vim trabalhar para o escritório. Precisava de me focar completamente no meu trabalho e se ficasse em casa com o meu filho já sabia que não ia conseguir. A noite foi má e ele chorou muitas vezes. Eu estava exausta e foi o meu marido que andou a fazer piscinas. A minha mãe hoje ficou com ele - que sorte que nós temos - e já me ligou a dizer que ele está outra vez com 38º de febre. O médico disse que ia ser assim nestes dias, mas o que preocupa é que ele come muito pouco, muito pouco mesmo e acho que ele já perdeu peso. E ele já é tão magrinho que qualquer graminha lhe faz falta.

1 de março de 2011

Por aqui...

O A. dormiu bem e consegui que almoçasse qualquer coisa. A sopa estava fria e a fruta também. O lanche também não correu mal. Apesar de neste momento estar com 38º de febre - não tinha febre desde a meia noite - temos de ir ter com o meu sobrinho, que está a precisar de uns miminhos extra e sempre damos uma mãozinha com os caixotes das mudanças. Amanhã o A. fica na minha mãe pois eu tenho de aparecer no escritório. Ontem à noite e hoje de manhã consegui focar-me no meu trabalho e chegar a bom porto. Estou satisfeita e mais tranquila, apesar de ainda não ter chegado ao FIM.