31 de dezembro de 2014

Bom Ano!

Bom Ano a todas as que por aqui passam sempre com palavras simpáticas. Que 2015 seja um ano bom. Um ano com saúde para podermos aproveitar a vida e gozar cada momento. Um ano com paciência para não ralharmos por tudo e por nada. Um ano em que damos mais importância ao que realmente importa. Um ano para estarmos com quem mais gostamos. Um ano para darmos valor pelo que temos. Um ano para namorar mais. Um ano para sonhar com o que mais desejamos. Um ano com novos bebés. Um ano para pensar uma viagem. Um ano para da bom uso à maquilhagem nova. Um ano para experimentar receitas novas. Um ano de realização profissional. Um ano com muita família e amigos à mesa. Um ano com muitos aniversários para festejar. Um ano com muita música. Um ano saudável. Um ano com sol e calor. Um ano com beijos e mais beijos dos filhos. Um ano a vê-los crescer. Um ano a olhar mais para as necessidades dos outros. Um ano solidário. Um ano a desejarmos ser cada vez melhores.

Desejos para 2015

Eu para o filho mais velho: vamos despedir-nos do ano que agora acaba e devíamos pensar num desejo pessoal para o novo ano.
E ele diz: Boa! Quero que faças tudo o que eu mando!!!

A lata do pirralho!

30 de dezembro de 2014

4 semanas

Vamos ver se me aguento...

Vida de mãe

E aquele momento mágico em que os vamos tapar e dar um beijinho de boa noite, meio às escuras e em bicos dos pés, mas eles acordam e acham que já é de manhã! Foi o que aconteceu há bocadinho... A sorte é que um biberão de leite quentinho ajudou o sono a voltar. O dele, porque o meu já tinha chegado... 

29 de dezembro de 2014

Álbum Digital

Adoro fazer álbuns digitais. Faço sempre um best off do ano para que fiquemos com algumas fotografias impressas. E os miúdos adoram ver os álbuns. E eu também. Organizo sempre as fotos em pastas, por meses, e depois faço o álbum tambem a começar em Janeiro, sempre em grande com o aniversário do filhote grande e a acabar no natal. E deliro a escolher as fotos, a rever os momentos, a ver como eles crescem, a baralhar-me com fotografias perdidas e já sem saber qual dos meus filhos é... É um programa maravilhoso que eu adoro fazer.

E os saldos?

Eu sou uma ingénua, é o que é. Trabalho sempre nos dias a seguir ao Natal e hoje, segunda feira, achei que era um óptimo dia para ir ao Ikea e ao Colombo comprar umas coisas. Já estou melhor, já posso andar mais à vontade, posso conduzir o Smart que é automático e lá fui eu a pensar que ia ser uma manhã de compras tranquila... E o que é que eu encontrei?! A loucura! É segunda feira, mas é também o primeiro dia de saldos. Eu não sabia. Nunca tinha ido ao primeiro dia de saldos - nem o volto a fazer - e estava o caos. Não havia lugares nos parques de estacionamento, filas de cerca de 20 minutos para pagar... A sorte é que eu estava com tempo, descansada e em modo zen e a coisa correu muito bem e comprei tudo o que precisava. Pelo meio ainda fui ao Continente e esqueci-me completamente que não estava na monovulme, mas sim num Smart... Ainda assim, veio tudo para casa comigo. E eu contente da vida! Há que recuperar energias para voltar ao trabalho já na próxima segunda feira, depois de um mês de molho.

Da idade dos porquês à idade do como

Na hora do mimo, depois do livro e dos beijos de boa noite, o meu filho mais velho bombardeou-me com várias perguntas seguidas: como é que apareceu a televisão? Como é que apareceu o mundo? e as pessoas? Como é que inventaram as roupas? Como é que se fazem as naves? Como é que fizeram os robots? E eu lá fui respondendo, como sabia (e desejando ter ali o google...)... E ele ia interagindo. E se há uns tempos o Continente para ele era um hipermercado onde disse-me que eram as peças que formavam o mundo, tinha aprendido na peça de teatro Um Tesouro do Tamanho do Mundo que ele foi ver com a escola. Para já, vou pedir a uma cunhada minha que empreste as mini enciclopédias Larousse que demos ao nosso sobrinho quando ele era assim pequenino para começarmos no jogo das perguntas e da descoberta.

27 de dezembro de 2014

20 meses de gente

Deito-o perto antes das nove da oito e meia. Fica ferrado na cama. Dorme profundamente quando vou levar o irmão para a cama dele (eu adormeço sempre o mais velho na minha cama, por volta nove, para podermos estar com a luz acesa, contar uma história e estarmos sem receios de acordar o mano). Depois eu vou-me preparar para dormir. Deito-me, pego no meu livro, leio e quando os olhos pesam apago a luz. E quando estou a entrar no sono, naquele limbo entre cá e lá... E ouço chorar e depois chamar. Mãe! Mãe! E lá vou eu a correr, saindo da cama quente para o corredor gelado, para que ele não acorde o irmão. E o sardanico quer colo. Quer leite. E depois já não quer. Quer conversa. Chora. Faz birras, não se quer deitar. E às vezes estamos nisto mais de meia hora. E depois lá o deito. Saio de fininho e quando me estou a enroscar no meu marido... Mãe, mãe!!! Sono agitado. Choro. Birras. Sei que devemos estar numa fase qualquer do desenvolvimento dele e que vai passar, e que vamos voltar a ter noites tranquilas e de sono seguido... E é possível que ainda tenha a ver com a minha ausência de quando estive internada e do mimo extra que ele teve quando eu regressei. Não sei. Só quero que ele volte a ter noites tranquilas... E nós também. 

O nosso Natal

Foi muito bom. Em família. Começou logo muito bem com a empresa do meu marido a dar-lhe o dia 24, o que significou mais tempo e família a gozar bem estás mini férias de Natal. Na consoada mais calminho, nós os quatro e a minha avó, mas num jantar delicioso ao ritmo dos nossos filhos, já que o mais velho estava numa ânsia de abrir os presentes que até fazia impressão. Fiz este bolo delicioso e molhado de chocolate e devo-vos dizer que foi de comer e chorar por mais. E eu tenho mais mão para comida comida, mas este bolo levou ao céu todos os que o provaram. Comprei um chocolate da Lindt que também pode ter feito a diferença. No começo das festas, tivemos a visita dos compadres, que sabe sempre bem para dar abraços bons e desejar Boas Festas. O dia de Natal foi a loucura típica de uma família muito numerosa com o Afonso ainda apardalado com tanto presente, embrulho e mais de 20 primos em euforia. Foi o primeiro Natal que ele percebeu mais ou menos o que se estava a passar e nem sabia para que lado se virar. No dia 26 continuámos com festa, desta vez com uns cunhados que vieram com um enorme pirex que nem se tinha aberto no almoço de 25, as duas filhas e duas sobrinhas do lado da minha cunhada. Animação total. Mais comida e mais conversa e as crianças aos saltos a jogar PlayStation e mais um ferby que não se calava. Os meus cunhados tiveram de sair para nos encontrarmos nas Amoreiras depois e eu tive de ir, à última hora, visitar uma amiga que tinha tido um bebé e que estava toda stressada com a amamentação e queria uma bomba de tirar leite. E lá apareci eu no hospital com 5 crianças que se especaram ao colo da parturiente a vê-la dar de mamar... Fui o mais rápida que consegui e em menos de 5 minutos estava, cheia de coragem, a envher a monovolume para ir com 5 crianças para as Amoreiras. Correu bem. Não pedi nenhuma:) e cada vez acho que se tivesse menos 10 anos gostava mesmo, mesmo de ter uma resma de filhos!!  Hoje foi dia de mais visitas natalícias, mais presentes e abraços de comemorações alargadas de Natal. Uma festa, portanto. Eu adoro o Natal... Os enfeites, as luzes, o calor das casas iluminadas,mas velas, os abraços, os risos, os doces, os reencontros, a alegria e o excitamento das crianças... E não sei de onde vem o som, mas estou a ouvir a "música no coração", que associarei sempre aos natais da minha infância, pois todos os anos dava o filme... E se calhar deve estar a dar hoje e o meu vizinho está surdo e pôs a televisão no máximo! Espero que também tenham tido um excelente Natal!

24 de dezembro de 2014

Já não fumo há 3 semanas!

Fumei o último cigarro dia 1 de Dezembro, às 10 da noite, no terraço, enquanto falava com uma amiga, que me ligou para desejar boa sorte para a cirurgia e a disponibilizar toda a ajuda dela, do marido meu compadre e da filha, para os dias em que eu estivesse internada. Lembro-me dela ter dito: estás a fumar. Ela também estava. E eu disse que sim. E que era o último. Ela ainda disse que de certeza que com os nervos antes da cirurgia ainda ia fumar antes do hospital. Disse que não. Primeiro porque não estava nervosa, segundo porque fumar às 7 da manhã em jejum e à fome há dois dias até me agoniava e terceiro, porque tinha guardado o último cigarro do maço para aquele momento. Para o meu momento depois de deitar os meus filhos e de arrumar a cozinha. Fumo e ponho as ideias em ordem. Ou melhor, punha. 

Sei que só depende de mim deixar de fumar. Já deixei várias vezes. Houve alturas em que nem sequer me lembrava que alguma vez tinha fumado. Mas recaí. É um vício. Não fumo muito, já fumei, mas ultimamente  um máximo de 5 cigarros por dia. Em momentos de pausa a meio de um momento de stress. Quando preciso de dois minutos de sossego e de relaxar. Quando estou na converseta com as minhas cunhadas, em roda de um café, no fim do almoço de família e deitamos conversa fora. 

Não me tem feito falta. Houve dias em que me apeteceu mais, mas já houve dias em que nem pensei nisso. No hospital, então, nem sequer me lembrei de tal coisa. E está a correr bastante bem. Mas, por enquanto, estou nesta espécie de redoma, de baixa em casa, super zen, a ler, a embrulhar presentes, a ver séries, a ver programas da manhã enquanto tomo o pequeno-almoço na cama, às escondidas, depois do maridão sair para levar os miúdos à escola. Nesta minha vida de repouso e de descanso tenho passado muito bem sem os cigarros. Quero ver é a minha força de vontade depois. Quando precisar que os dias tenham 34 horas. Quando estiver louca com prazos e entregas. Quando estiver em reuniões de plano e em brainstormings alucinantes. Quando estiver a mil à hora e num stress permanente. Mas é aí que tenho de conseguir continuar com a minha vontade. Quero ter saúde. Quero ver os meus filhos crescerem. Quero envelhecer ao lado do meu homem. O meu pai morreu do coração e o meu avô paterno também. É estúpido eu fumar. E, pelos meus filhos, por mim, pelo meu marido e pela minha saúde e pela minha família, quero continuar sem fumar, um dia de cada vez.

Esta vai ser uma das minhas resoluções de ano novo.

23 de dezembro de 2014

Feliz Natal


Recebi os primeiros dois presentes de Natal e os mais lindos! Presépios feitos pelos meus filhos. Que trabalho tão cuidado, feito com tanto carinho e dedicação com a ajuda das educadoras e auxiliares. E eles estavam tão felizes quando os trouxeram para casa e o nano mais velho os colocou junto à árvore. 



Assalto à árvore de Natal

Ontem à noite, depois de deitar os miúdos, transformei-me em assistente do Pai Natal e embrulhei todos os presentes que tinha escondidos no armário do hall. Perto da uma da manhã acabei a tarefa. Estava linda e bem composta a nossa árvore! Hoje de manhã sou acordada pelo mais velho: mãe, mãe! O Pai Natal já cá veio deixar os presentes! O entusiasmo e o excitamento era grande! Queria começar já a abrir os presentes, mesmo sabendo que teria de esperar pela noite de amanhã para o fazer. Começou a andar de roda dos embrulhos, lendo o nome dele e do mano nas etiquetas. Entretanto o mais pequeno acordou e eu fui preparar o biberão. A certa altura ouço: os Invizimals!!! Corro à sala e estava o mais velho radiante com um presente dos Invizimals na mão e o pequeno, sentado, também a abrir um presente devidamente identificado com o nome dele! Claro que tivemos uma pequena conversa com ele e fizemo-lo ver que tinha agido mal. E eu bem esperei até ontem para por os presentes na árvore para evitar tentações, mas mesmo assim, estas horas que faltam não vão ser fácies.... Ainda por cima, amanhã, vou estar sozinha com eles o dia todo e vou ter de preparar o jantar de consoada... A ver se quando tiver tudo pronto, não tenho os presentes todos abertos.

21 de dezembro de 2014

Por aqui, até na PlayStation é Natal!!




Sobrinha maior!!

A sobrinha mais velha, a primeira dos 9 netos da minha sogra faz 18 anos! Já tem namorado e recebeu a carta de condução de presente, dada pelos pais e pelos tios todos. E assim os sobrinhos, deixam de ser bebés e crescem.... Eles crescem e nós envelhecemos... É giro ver os sobrinhos a crescer. Parabéns sobrinha gira!!! 

Ter uma filha

Adoro ser mãe de rapazes e sempre disse que gostava que o terceiro filho, se viesse, também podia vir rapaz que eu adoro. Mas ontem tive assim um arrepio estranho... Liguei ao meu compadre e a certa altura ele diz que a mulher e a filha(que tem 14 anos e é a miúda mais doce, gira e querida) tinham ido ao Chiado e à Baixa beber um chocolate quente à Starbucks e fazer compras de Natal, num programa cúmplice de mãe e filha... E foi a primeira vez que eu pensei que, afinal, gostava de ser mãe de uma menina. Que há cumplicidades que só mães e filhas terão... E pensei... Se o Pai Natal me conceder o meu pedido, peço mais um bocadinho e que seja uma menina:)

O filho mais novo

Nasceu em Abril de 2013. Um santo. Eu estava preparada para meses de inferno, de noites sem dormir, de cólicas, de choro continuo, mas não. O Afonso dormia e acordava para mamar. Ouvia-se assim um miar e era ele. Mamava tão bem, engordou tão bem que o pediatra dizia que eu tinha "leite condensado". Dava gosto vê-lo dormi, comer e crescer. Sempre no sling andava comigo para todo o lado. Com 5 dias de vida já ia sempre buscar o mano à escola, íamos ao parque, tudo! Estava feliz por ter um bebé de Primavera que permitia andarmos na rua. Sempre muito calminho, descobriu o irmão e apaixonou-se. Sorridente e dócil. Um sonho. No primeiro verão houve uns dias em que ali ao fim da tarde tinha a chamada hora das bruxas, para dormir. Mas tirando isso, e alguns choros pacíficos, foi um daqueles bebés super tranquilos. Na creche, o bebé de sonho. Sempre a rir, de boca aberta para comer, sempre pronto a ajudar a arrumar os brinquedos, dorminhoco.... O sonho de qualquer educadora, como imaginam. E não é que agora, a chegar aos 20 meses ( depois de amanhã, dia 23) começou a asneirar. Tenho que ver se na escola está igual. Tem uma tendência para as asneiras. Sobe para cima das cadeiras, mesas e sofás, anda à toda até ficar tonto e cair para o lado, atira tudo ao chão para fazer barulho, bate no irmão, não obedece. Desafia-nos. Está sempre a testar-nos. E não me parece que seja apenas os terrible two a chegarem. Acho que é mesmo ele a tentar impor o espaço dele cá em casa. Era o menino pequenino, o bebé e deve ter achado que isto era tudo dele e que ele é que mandava... E o irmão mais velho, a fazer 5 anos dentro de dias, sente-se a ser completamente desafiado pelo mais novo... Mas quando o mais novo não está a infernizar o mais velho, estão juntos na asneira e na macacada. Escusado será dizer que o mais pequeno imita o mais velho em tudo. É o ídolo dele, como é óbvio. E já brincam -ou melhor- fazem asneiras juntos!!! Muito cúmplices e divertidos!

"Irmões"

Entro na sala e o mais velho está a ajudar o mais novo a dar salto da mesa de centro para o sofá.
Eu: mas o que é isto?! Queres que o mano caia?
Filho mais velho: ele não cai porque eu estou a ajudá-lo. Os irmões ajudam-se!
Eu: não se diz irmões! É irmãos!!

Só fazem asneiras juntos. E o pior de todos... É o mais novo! Prometo um post sobre o terrorista que ocupou o lugar do meu santo filho que durante um ano e meio foi o bebé mais santo que eu já tinha conhecido...

20 de dezembro de 2014

Como os filhos crescem

Ontem estávamos a vir da festa de Natal da escola- que foi maravilhosa:))))- quando um dos meus cunhados liga a dizer que ia com a filha mais nova (8 anos), com uma sobrinha nossa (5 anos) jantar a uma Pizzaria e se o meu filho mais velho queira ir. Claro que sim, disse logo ele do banco de trás. Foi radiante. "Vai ser super divertido!!". Quando o meu cunhado o trouxe depois do jantar, o drama: a prima Matilde ia dormir a casa dos tios e ele também queria ir. Deixei. E lá foi radiante. Um colchão improvisado no chão e dois sacos camas foram o melhor da noite! Com o excitamento acordaram às 5 da manhã e foram para a sala, enrolados em mantas, ver desenhos animados e comer bolachas!! E ele estava radiante. "Oh, mãe, hoje arranjas-me um saco para eu dormir??" E eles vão crescendo, vão começando a ganhar asas, começam a dormir na avó, depois nos padrinhos, nos tios... E já me pediu para o melhor amigo cá dormir. E o melhor amigo também já pediu à mãe dele para o meu lá ir dormir. E é giro vê-los crescer... É saudável. E lembro-me de quando era pequena. Adorava ter amigas a dormir lá em casa, a irem connosco de férias... Tão bom!!! São momentos e vivências que ficam para a vida!

19 de dezembro de 2014

O meu pedido ao Pai Natal

Filho grande, ao deitar, no nosso momento a dois depois da história, quando conversamos de alma e coração, sem telelevisao, sem saltos nem pinotes, sem o mano, só nós: o que é que vais pedir ao Pai Natal?
Mãe: vou pedir-lhe mais um mano ou uma mana... O que achas?
Filho, com os olhos a brilhar de alegria: sim, sim! Mais um mano!
Mãe: eu vou pedir, mas não sei se o Pai Natal pode concretizar o meu desejo por causa da operação que a mãe fez à barriga.
Filho: não fiques triste, temos o Afonso! Mas era giro ter mais um mano... E achas que o Afonso lhe batia? Ele está malandro e anda sempre a desafiar-me!

E é bem verdade. O besnico está a mostrar o Touro de Abril que há nele. Está mesmo um malandro e anda sempre a desafiar o irmão e a provocá-lo. Estamos cá nós para o pôr na linha!!!

18 de dezembro de 2014

Ementa de natal, para a Consoada!

Este ano, a noite da consoada vai ser em nossa casa. Estou tão contente! Tenho pena de não passar o Natal com a minha mãe e com a minha irmã, mas estou feliz porque a minha irmã (única irmã e irmã mais nova) arranjou um óptimo trabalho fora de Portugal e está a dar a volta por cima depois de ter sofrido vários e penosos desgotos. E como a minha irmã não pode vir a Portugal passar o Natal (começou há poucos meses a trabalhar) vai lá a minha mãe. E eu acho muitio bem. Não fazia sentido ela passar lá um Natal sozinha, principalmente porque é o primeiro Natal, desde há 5 anos, em que ela voltará a estar com um sorriso nos lábios. E como este ano se mudaram as tradições de Natal, coisa nunca antes vista na minha família, a consoada é cá em minha casa. Nós os quatro, a minha avó e uma das minhas cunhadas, a mais velha - com quem eu brinco e digo que é a minha sogra 2. Vai ser bom. Eu estou feliz por fazer a consoada cá em casa. E já andei a pensar na ementa. Aqui vai a minha sugestão:

- Entradas
Tábua de queijo e enchidos 

Cogumelos no forno  - lave e seque muito bem os cogumelos. Tire os pés e congele para usar mais tarde num recheio de tarte. Coloque os cogumelos virados para cima num pirex para ir ao forno. Espalhe dois ou três dentes de alho finamente picados em cima dos cogumelos. Regue abundantemente com azeite e polvilhe com coentros frescos. Coloque no forno até os cogumelos estrarem cozinhados.

Ovos mexidos com farinheira - coza a farinheira, picando de vez em quando para libertar a gordura da farinheira. Depois de cozida, rasgar a pele com uma faca e tirar o recheio. Deitar numa frigideira anti aderente bem quente. Juntar os ovos batidos -com pouco sal- e cozinhar a gosto.


- Pratos Principais
Bacalhau Rápido - espreitem a receita aqui.
Vou fazer esta receita na véspera à noite para facilitar o dia 24

Vou arriscar o Boeuf Bourguignon da Julia Child. Está aqui o vídeo original com a receita. Escusado seria dizer que neste meu modo convalescência vi o filme Julia e Julie e que gostei bastante.

- Doces e Sobremesas
Bolo de chocolate - a receita está aqui.
Pavlova de Morango
Sonhos
Bolo Rainha



O almoço de Natal é em casa de uns cunhados e como somos mais de 40 cada um leva uma coisa. Este ano, a nós calhou-nos levar o pão, patês, queijos e tostas para os apetitivos e um bolo rei e um bolo rainha. Mas vai  haver vários pratos de bacalhau diferentes, o tradicional peru e muitos doces e sobremesas natalícias!

Vai ser bom!!! É quase Natal! 

Boas Festas!!!

17 de dezembro de 2014

Parenthood


Adoro esta série!! É tão real, está tão bem escrita, tão bem realizada, os decores são óptimos, os actores vão muito bem e adoro aquele espírito de família grande, família unida, confusão, muitos à mesa e sempre alguém pronto a ajudar, a dar a mão. 


Endometriose#9

Ainda há tanto desconhecimento em relação à endometriose. Felizmente e graças a alguns profissionais de saúde fantásticos e a pessoas como a Susana Fonseca, que criou a MulherEndo, já se começa a falar da doença e a diagnosticar com mais celeridade. É inconcebível que médicos continuem a dizer, a uma mulher que diz que não consegue sair da cama quando está com o período, que é normal, que faz parte. Não é normal. As dores menstruais existem, mas as dores de quem sofre de endometriose são de chorar, são de tal ordem que, no meu caso, me impediam de sair da cama, que me faziam vomitar, contorcer com dores e chorar de agonia. Isto não é normal.

Felizmente, tive a sorte de me ter sido diagnosticada endometriose pouco tempo depois de ter tido os primeiros sintomas - há cerca de 15 anos- e de eu própria ter percebido o que se passava quando em Abril passado deixei de tomar a pílula e recomeçaram as dores que me fizeram viajar no tempo. Os exames de diagnóstico confirmaram as minhas suspeitas e a ajuda da Susana levou-me à Doutora Fátima Faustino, de quem gostei e em quem confiei assim que a conheci. Sabia que estava em óptimas mãos. Apesar de ter endometriose profunda, com origem no ovário que já tinha sido o foco da endometriose há 15 anos, e desta já ter envolvido o intestino acreditei sempre que ia correr tudo bem. Ainda estou em recuperação, mas a cirurgia não podia ter corrido melhor, cirurgia essa feita pela Dra Fátima e pelo doutor César Resende para a parte da recessão intestinal e anastemose.

Nunca tive vergonha de ter endometriose e nunca deixei que esta doença me condicionasse a vida. A endometriose não tem cura e apesar de sermos operadas e retirarmos as "massas, quistos, fibroses" ela volta sempre. Pode demorar mais ou menos, mas volta. A endometriose é umas das principais causas de inferioridade. Felizmente tive dois filhos maravilhosos ( num total de 5 gravidezes e 3 abortos), mas nunca desisti do sonho de ser mãe e ainda tenho esperança que agora depois desta cirurgia ainda possa ter mais um filho. Saberei isso no dia 13, quando tiver consulta.

A pílula é a maior aliada das mulheres que sofrem de endometriose. Estou a fazer pílula em continuo desde Junho, altura em que tive confirmação da endometriose. 

O diagnóstico de endometriose pode ser assustador, mas há quem encarar com pragmatismo. Não há nada a fazer e há doenças e diagnósticos bem piores. O segredo é arranjar um bom médico, um ginecologista especialista nesta doença e ter força e acreditar no futuro e não desistir dos nossos sonhos, nomeadamente em relação à maternidade, pelo menos até um médico especialista nos dizer que não é possível.

Este post é uma reflexão minha, que não sou médica nem estou ligada à saúde. Sou apenas uma das muitas mulheres a quem esta doença foi diagnosticada.

Os medos

O meu filho mais velho anda numa fase de medos. Tem medo dos ladrões. Tem medo que entre um ladrão em nossa casa durante a noite e lhe faça mal. Tenho tentado todas as noites tranquilizá-lo, dizendo que em casa estamos seguros, que dormimos com a porta trancada, as janelas bem fechadas e com as grades da varanda e do terraço. Que vivemos num prédio com muita gente, que por baixo de nós vive a porteira com o marido e os dois filhos crescidos e que ele e o mano estão em segurança em casa. Que eu e  o pai estamos aqui para os proteger e que ele pode dormir descansado na caminha dele. Nestas nossas conversas, que duram há cerca de uma semana, ficou também a saber que há sempre polícias - tal como os médicos - acordados durante a noite para nos protegerem. E depois, fez uma pergunta maravilhosa...
Filho: oh, mãe, os ladrões têm mãe? Não devem ter, pois não?

Nota: Está noite dormiu tranquilo a noite toda, sem pesadelos e sem sair da cama. 

15 de dezembro de 2014

Rabanadas

Deve haver muitas receitas diferentes. Eu faço assim, como a minha mãe me ensinou. E são deliciosas. No dia seguinte, bem ensopadinhas de calda ainda ficam melhores! 


Rabanadas
3 ovos
Um pão cacete
400 ml de leite
Óleo para fritar

Calda
400 ml de água
600 g de açúcar
1 pau de canela
1 raspa de laranja
1 raspa de limão

Cortem o pão cacete, de preferência de padaria e já com um dia ou dois bem fechado dentro de um saco de pano, com a espessura de um dedo. Coloquem num prato e reguem com leite. Batam os ovos. Escorram as fatias e passem-nas pelos ovos batidos. A seguir, fritem-nas em óleo quente. Vão virando até ficarem bem douradinhas e deliciosas, e com as escumadeira apertem-nas um pouco para retirar algum excesso de leite. Para a calda, num tacho, misturarem o açúcar com a água, as raspas e a canela e deixem ferver até que o açúcar se dissolva. Retirem do lume e vertam a calda sobre as rabanadas. E depois, deliciem-se!!

Primeira audição de piano

Ontem foi o concerto de Natal da escola de música e foi a primeira audição de piano do meu filho. Na véspera, ele estava com algum nervoso "eu às vezes engano-me", mas nós tranquilizámo-lo e correu às mil maravilhas. Ele estava tão feliz e " estou orgulhoso, mãe. Fiz tudo bem." Eu consegui ir, com muito cuidado e graças à minha recuperação estar a ser um sucesso, e também fiquei muito orgulhosa do meu filho. Acredito na importância da música na vida das crianças e gosto de ver o empenho e a dedicação do meu filho no estudo do piano. E ver aquelas crianças todas ali, unidas num projecto tão bonito, e a mostrar o que têm aprendido é muito gratificante. O mano também foi e aplaudiu todos os meninos, estava a adorar e a portar-se lindamente. Só quando o mano foi para o palco é que o besnico também quis ir. 

13 de dezembro de 2014

Jantar de sábado

Hoje o jantar era carbonara. Quando estive em Roma rendi-me o Spagetti Carbonara, nunca tinha comido a verdadeira carbonara e fiquei deliciada. Hoje resolvi experimentar. Não ficou igual, mas também estava boa, mas mesmo bom foi o diálogo que antecedeu o jantar.
Eu: mesa!!
Filho mais velho: oh mãe, posso antes comer o puré do almoço e o que sobrou?
Eu: mas porquê, filho? A mãe fez um jantar tão bom.
Filho: eu não quero comer mortos. O pai disse que o jantar era carne humana!!

O que nós rimos!! E lá lhe explicamos que não íamos comer carne humana, mas massa carbonara e que ele ia adorar. 

Bolachinhas de Natal

Hoje fizemos estas bolachas de baunilha e canela para na segunda-feira os meus filhos levarem para a escolinha e partilharem com os amigos da sala, com as respectivas educadoras e auxiliares. Provámos logo algumas e garanto que ficaram deliciosas.


12 de dezembro de 2014

Passatempo McVitie’s Junior Tartarugas Ninja

Há por aí mães e pais de fãs das Tartarugas Ninja?


Tenho 4 caixas destas deliciosas bolachas para vos oferecer. Só preciso que me digam o nome da marca destas bolachas. As primeiras quatro respostas serão as vencedoras. Para participarem têm de ser seguidores deste blog. Respostas para o email: vidasdanossavida@gmail.com

As fotografias de Natal da escola

No dia em que iam tirar a fotografia, o Afonso ficou doente e o mais velho recusou-se a tirar a fotografia sem o mano. Como havia alguns manos doentes as educadoras decidiram agendar uma nova sessão para que os manos pudessem ficar juntos nas fotografias. E assim foi. E hoje recebi as fotografias e estão tão lindas. Eles a rir, de mão dada e aos abracinhos. Coisas mais queridas da minha vida. É maravilhoso ver o amor destes manos. É mesmo mágico e, para mim, o grande apogeu da maternidade!!! 

Um pedido de ajuda

Alguém tem roupa quentinha para uma menina de 5 anos carenciada e com necessidades especiais que possa oferecer? Enviem-me email ou façam comentário aqui no blog. A pessoa que está em contacto com esta família pode ir buscar as ofertas na Grande Lisboa. Obrigada.

11 de dezembro de 2014

O Natal da minha infância


Não tenho as melhores recordações dos natais da minha infância. A árvore era feita com imenso requinte, como tudo em casa dos meus pais, eu e a minha irmã recebíamos sempre imensos presentes (as últimas novidades, muitas vezes vindas do estrangeiro porque os meus pais viajavam imenso), tínhamos sempre umas roupas compradas ou feitas na costureira para a ocasião em tafetá, veludo ou outros tecidos que picavam, quase não nos podíamos mexer e não tínhamos primos nem crianças da nossa idade para brincar. Se calhar, se perguntar à minha mãe, ela acha que eram os melhores natais do mundo e ficaria de coração partido por eu não ter a melhor recordação desses tempos. Era sempre tudo muito formal - a minha família é de um formalismo atroz - e sempre igual. Sempre o mesmo menu, seguido dos presentes e da missa do galo. Havia muito amor e muito mimo, mas os  meus pais costumavam discutir muito nesta altura (o meu pai já não tinha pais e queria sair de Lisboa, mas a minha mãe fazia questão de passar a véspera e o dia sempre com os pais e o irmão dela). Claro que nas fotografias eu e a minha irmã estamos com um ar feliz com os presentes, mas eu sentia que faltava alguma coisa… ou agora, olhamos para trás, acho que faltava alguma coisa, mesmo que na altura não tivesse essa noção. Era assim. E parecia perfeito. E é isso que me faltava que eu quero que os meus filhos tenham no natal: Uma família grande, barulhenta e divertida à mesa. Muitos primos para brincarem. Conversas e brincadeiras que se prolongam sem formalismos. O melhor de cada um de nós naquele almoço de 25 que só acaba, já de noite, quando são horas de deitar as crianças. Não há pressas, não há crianças espartilhadas em roupas que não deixam brincar, há risos, correrias e muita alegria. Há gosto em partilhar aquela festa, que é a festa da família. Por causa da minha recuperação, achei que ia falhar este natal, mas se tudo continuar a correr bem como até aqui, vou poder estar com o meu marido, os nossos filhos e a família dele, que é também agora minha, a festejar o dia 25 de Dezembro, em amor e alegria. E com o riso das crianças sempre como pano de fundo. Boas Festas!

Um pai mais presente

A minha cirurgia, internamento e consequente baixa e repouso teve uma consequência muito feliz cá em casa. (Nunca devemos esquecer que tudo tem um lado bom). O pai é que vai deixar os filhos na escola, buscar ao final do dia e é ele que trata dos banhos, brincadeirase birras do final de tarde. Eu agora já ajudo dentro das minhas possibilidades, mas não lhes posso pegar ao colo nem fazer esforços. E nunca eles tiveram tanto pai!! E é tão bom. Para eles e para o pai. No trabalhoo, todos os dias o maridão pôe o despertador para as 17h30 para não se distrair com as horas e vai buscá-los. Muitas vezes (como me acontece a mim) não consegue acabar o trabalho e acaba depois de jantar. O meu marido é um super paizão, adora estar com os filhos e brincar genuinamente com eles, sabe fazer tudo, tem jeito e gosto, é firme e impõe regras, mas, muitas vezes, durante a semana, falta-lhe tempo. É raro chegar antes das 19h30/20h e o tempo para estar com os filhos é muito pouco. Por isso, neste mês os meus filhos estão a aproveitar a presençado pai ao máximo. E a empresa não colocou qualquer questão ou entrave. Tanto directores como colegas estão solidários que com a minha recuperação, quer com a logística do pai cá de casa. É bom que, cada vez mais, se olhe para os pais como elemento fundamental da educação e da estrutura familiar. E é fundamental que as empresas empregadoras percebam isso e incentivem os pais, ou pelo menos não os penalizem, a ir às reuinões, festas e médicos com as crianças. Aquela ideia do pai que trabalhava para trazer apenas dinheiro para casa para o sustento da família tem de ser ultrapassada. O pai é muito mais que isso. É o Pai. E por muito boas mães que sejamos, há coisas, brincadeiras, disparates e aprendizagens que eles só fazem com os pais. E é com alegria que à minha volta, na família e no círculo de amigos, vejo cada vez mais super paizões!!

E a propósito disto, deixo-vos com este estudo:

Amor de pai é uma das principais influências na personalidade humana

Publicado em 13.06.2012

Branco, negro, gordo, magro, católico, protestante, rico, pobre. Não importa quantos fatores sociais, econômicos, culturais ou religiosos difiram entre as pessoas, nós todos temos algo em comum: viemos ao mundo graças a um pai e uma mãe, e o amor deles por nós faz toda a diferença na nossa vida.

Segundo um novo estudo, ser amado ou rejeitado pelos pais afeta a personalidade e o desenvolvimento de personalidade nas crianças até a fase adulta. Na prática, isso significa que as nossas relações na infância, especialmente com os pais e outras figuras de responsáveis, moldam as características da nossa personalidade.

“Em meio século de pesquisa internacional, nenhum outro tipo de experiência demonstrou um efeito tão forte e consistente sobre a personalidade e o desenvolvimento da personalidade como a experiência da rejeição, especialmente pelos pais na infância”, disse o coautor do estudo, Ronald Rohner, da Universidade de Connecticut (EUA). “Crianças e adultos em todos os lugares tendem a responder exatamente da mesma maneira quando se sentem rejeitados por seus cuidadores e outras figuras de apego”.
E como elas se sentem? Exatamente como se tivessem sido socadas no estômago, só que a todo momento. Isso porque pesquisas nos campos da psicologia e neurociência revelam que as mesmas partes do cérebro que são ativadas quando as pessoas se sentem rejeitadas também são ativadas quando elas sentem dor física. Porém, ao contrário da dor física, a dor psicológica da rejeição pode ser revivida por anos.
O fato dessas lembranças – da dor da rejeição – acompanharem as crianças a vida toda é o que acaba influenciando na personalidade delas. Os pesquisadores revisaram 36 estudos feitos no mundo todo envolvendo mais de 10.000 participantes, e descobriram que as crianças rejeitadas sentem mais ansiedade e insegurança, e são mais propensas a serem hostis e agressivas.
A experiência de ser rejeitado faz com que essas pessoas tenham mais dificuldade em formar relações seguras e de confiança com outros, por exemplo, parceiros íntimos, porque elas têm medo de passar pela mesma situação novamente.

É culpa do pai, ou é culpa da mãe?
Se a criança está indo mal na escola, ou demonstra má educação ou comportamento inaceitável, as pessoas ao redor tendem a achar que “é culpa da mãe”. Ou seja, que a criança não tem uma mãe presente, ou que ela não soube lhe educar.

Porém, o novo estudo sugere que, pelo contrário, a figura do pai na infância pode ser mais importante. Isso porque as crianças geralmente sentem mais a rejeição se ela vier do pai.
Numa sociedade como a atual, embora o nível de igualdade de gênero tenha crescido muito, o papel masculino ainda é supervalorizado e muitas vezes vêm acompanhado de mais prestígio e poder. Por conta disso, pode ser que uma rejeição por parte dessa figura tenha um impacto maior na vida da criança.
Com isso, fica uma lição para os pais: amem seus filhos! Homens geralmente têm maior dificuldade em expressar seus sentimentos, mas o carinho vindo de um pai, ou seja, a aceitação e a valorização vinda da figura paterna, pode significar tudo para um filho, mesmo que nenhum dos dois saiba disso ainda.
E para as mães, fica outro recado: a próxima vez que vocês forem chamadas à escola por causa de algo que o pimpolho aprontou, tenham uma conversa com o maridão. Tudo indica que a culpa é dele! Brincadeiras à parte, problemas de personalidade, pelo visto, podem resolvidos com amor de pai. E quer coisa mais gostosa?[MedicalXpress, SkimThat]
O artigo, aqui.


10 de dezembro de 2014

Arroz de peixe com espinafres

Mais uma receita vencedora da Joana Roque. Tirei daqui, do blog As Minhas Receitas, de onde tiro grande  parte das receitas cá de casa.  Foi um sucesso, não sobrou nada. Quando servi os meus filhos a reacção não foi boa: tem verdes, disse logo o mais velho. Mas depois provou - cá em casa não temos de gostar de tudo, mas temos de provar tudo e o jantar é o que vem para a mesa- e adorou! Repetiu. E assim que o besnico viu o irmão a comer, comeu também! O Maridão também adorou e sei que é mais um prato que vai passar a constar na nossa ementa. Experimentem. É delicioso!

Arroz de Peixe com Espinafres


Texto, receita e imagem retirada do blog "As Minhas Receitas".

Ingredientes para 2 pessoas:

200g de peixe branco em pedaços
200g de espinafres (podem usar congelados)
1 cebola pequena
1 tomate grande maduro
1 medida de arroz carolino
1 dente de alho
azeite q.b.
sal e pimenta

Preparação:

Pique a cebola e o dente de alho e leve a refogar com um pouco de azeite. Acrescente o tomate maduro partido em pedaços e deixe cozinhar alguns minutos temperando com um pouco de sal e pimenta.
Acrescente depois o peixe em pedaços, os espinafres e o arroz. Acrescente duas medidas de água, rectifique os temperos e deixe levantar fervura.
Tape o tacho e deixe cozinhar em lume brando até o arroz estar cozido. Sirva quente.

Bom Apetite!

As bolachas das tartarugas Ninja!

Quando o meu filho mais velho viu a caixa das bolachas das Tartarugas Ninja ficou encantado. Posso comer? Teve de esperar até depois da fruta para as provar e hoje quis levar um pacote para comer antes de ir para o piano. E eu também provei uma e são muito saborosas. Obrigada à McVitie’s Junior por este mimo cá para casa.

Um bocadinho de mim...

Aqui! Espreitem. Obrigada à Filipa pelo convite.

Organizar fotografias

Todos os anos faço um álbum digital com uma espécie de best off familiar desse ano. Dá-me imenso gozo ver as fotografias, percorrer o nosso ano, ver com os meus filhos cresceram... Agora, que estou de repouso em casa este vai ser um dos meus programas preferidos (além de dormir) e reparei que tinha para aqui pastas com fotos esquecidas... E sabem o que me aconteceu? Há algumas em que tenho dificuldade em saber que filho é. Aquelas deles em bebés, com as mesmas roupas... Depois lá há um pormenor ou outro que me ajuda. São mesmo parecidos os meus filhos. E maravilhosos, já agora:-)

Quando os nossos filhos não querem comer!

O meu filho mais velho é mau para comer. Desde que deixou de mamar em exclusivo aos 4 meses, porque eu tive de ir trabalhar, deixou de ter percentil. Foi automático. A introdução das papas e das sopas correu mais ou menos, mas depois alimentá-lo passou a ser um inferno. Eu desesperava horas com ele à mesa. Fazia tudo para o distrair e ele comer. E ele não comia. E as refeições, durante a semana praticamente o único tempo em família, eram um pesadelo. Gritos, choro, birras e comida zero. O pediatra dizia para eu não me preocupar. Que ele estava bem. Que era de comer pouco. Dormia muito para repor a energia, mas não comia muito. Eu que não preocupasse que ele tinha um desenvolvimento extraordinário e que era a estrutura dele. Mas eu, mãe de primeira viagem, achava que ele ia morrer de fome. 

Ainda hoje, a chegar aos 5 anos come pouco, muito pouco. Já tem um percentil de peso a rondar os 10/15, mas eu é que aprendi a lidar com as questões da alimentação de outra forma. Nasceu o Afonso, há 18 meses, e era um comilão! Dava gosto. Mamava, mamava, comia sopas, fruta, prato e mais que fosse. Nunca foi gordo, também no percentil 10/15 de peso, mas a comer com gosto. Mas depois, isso mudou. 

Esteve quase uma semana sem querer comer, stressei um pouco, mas depois relaxei e, acima de tudo, não lhe passei esse stress e não o forcei a comer. Custava-me que o meu único filho que comia bem deixasse de o fazer, mas resolvi não valorizar. Estar atenta, sim, a falta de apetite podia denotar algum problema, mas não era nada disso. Na escola também comia com menos gosto, mas lá ia comendo.

E hoje em dia, tem dias em que come lindamente e outros em que diz que não quer comer. Eu pergunto e se ele diz convictamente não, eu não insisto. Tiro-o da mesa e não o obrigo a jantar. Claro que me custa, mas sei que são fases. E que nesta altura de descoberta do mundo há coisas muito mais interessantes para fazer que comer. E nuns dias come melhor, noutros pior, mas eu é que não quero passar horas à mesa numa luta inglória de os forçar a comer. 

Claro que se não comem, não há bolachas nem cereais nem nada. Mas eles nunca foram desses alimentos e quando não comem é porque não têm mesmo fome. 

Claro que o mais velho nunca quer jantar, por isso, com ele as regras são um pouco diferentes e tem de comer sempre a sopa e um pouco de resto e de fruta. Tudo em pequenas doses, mas tem de ser.

Custa imenso quando os nossos filhos não comem, fazemos tudo para os distrair e para os obrigar a comer, mas a certa altura as refeições tornam-se um circo. E é asneira. A certa altura já é um braço de ferro entre eles e nós. E como me disse o pediatra, na guerra das refeições, eles ganham sempre e nós ganhamos nervos e cabelos brancos.

Se há por ia mães a desesperar, tenham calma e falem com o pediatra. E se ele diz para desvalorizar, desvalorizem. As crianças não morrem de fome com comida à frente. E se as avós ainda desesperam mais que nós, desvalorizem. E não transformem as refeições num inferno nem lhes criem aversão à comida. 

8 de dezembro de 2014

O que eu ( não) me ri!!

Estávamos a ler o livro sobre o estegossauro, o dinossauro mais simpático! Quando, a certa altura, já na parte das informações e dados históricos eu leio que na altura do estegossauro havia apenas dois continentes.
Filho mais velho: oh, mãe! Então na altura destes dinossauros já havia homens!! ( ele já sabia que na era dos outros dinossauros que já tínhamos lido ainda não havia homens na terra e ficou muito admirado)
Eu disse que não. Que ele já sabia que não, que os dinossauros eram anteriores aos homens.
Filho mais velho: então, mas quem é que trabalhava no continente?
Contive-me para não rir, para ele não sentir a pergunta ridícula, e expliquei o que eram os continentes, além dos da Sonae. E está mesmo na altura de lhe comprar um mapa mundo!!

Lar, doce lar!

Regressei a casa no sábado acompanhada pelo Maridão e pelos filhotes. E foi maravilhoso regressar a casa. Sinto-me bem, a recuperação está a correr como o previsto e tenho o mimo da família para ajudar. Como não posso fazer esforços a minha mãe veio cá para casa dar uma ajuda com as comidas e com os miúdos, para poupar um bocadinho o Maridão que se tem desdobrado para conseguir fazer tudo. O pequenino, que não percebeu nada da minha ausência, não me pode perder de vista, sempre com medo que eu volte a desaparecer. Quer andar de mão dada, a meio da noite chama, vou lá dar uma festinha e ele depois de se certificar que eu estou aqui, volta a adormecer. Os dias de sol têm dado para atravessar a rua e dar uma volta, andar um bocadinho faz parte da minha recuperação para os órgãos retomarem todos as suas funções. Continuo com a barriga super inchada, tipo 5 meses de gravidez, e como ainda não consegui ir buscar as minhas calças de grávida à arrecadação só tenho uma saia larga que me serve. 
Filho mais velho: oh, mãe, vais andar sempre assim vestida com essa saia?
Eu: é a única que não aperta os pontos da mãe na barriga. Não gostas?
Filho mais velho: não te preocupes, mãe. Continuo a gostar de ti mesmo quando tu és pirosa.
Nem imaginam o que eu me ri!!!

6 de dezembro de 2014

Parece que hoje tenho alta!!!

Sinto algum receio como no dia em que nós são alta da maternidade e temos de levar o filho primogénito para casa. E agora? E se acontece alguma coisa? Não há nenhuma enfermeira atrás do botão. Neste caso, o primogénito sou eu e o meu pós-operatório. Há de correr tudo. Estou ansiosa e a morrer de saudades do mais besnico que não vejo desde segunda-feira e que deve achar a mãe o abandonou, porque o mais velho teve direito a visitas. E aí beijoquei-o bem e abraseio-o e achei-o maior enquanto tentava roubar-lhe a atenção do iPad! É incrível como me parece de fácil substituição uma mãe por um iPad: oh mãe, eu adoro-te e ainda bem que já não tens fios (ontem já não tinha soro), mas deixa-me só aqui jogar um bocadinho, está bem? É o novo jogo do Angry Birds!!!