9 de setembro de 2015

E neste dia Internacional da Grávida uma palavra a quem não consegue engravidar

Quem por aqui passa sabe que já tive vários percalços nestas questões de gravidez. Já sofri de dois abortos espontâneos e um aborto retido, detectado às 8 semanas, e que o meu corpo demorou cerca de um mês a expulsar. Nunca tive complicações derivadas dos abortos, nunca tive de fazer raspagens, mas de um deles fiquei internada na MAC para expulsar tudo. Não é fácil, mas sempre tentei não me deixar derrubar nem ir abaixo. E acho que consegui. Sempre falei abertamente do assunto e não fiz dele um bicho de sete cabeças. Acho, sinceramente, que foi o melhor que fiz. Fiz o que senti. Tive sempre o apoio do meu maridão, que também perdia os seus filhos a cada aborto meu, mas que, claro, não sofria a parte física. Vivemos tudo lado a lado, apoiando-nos e acreditando sempre que era a natureza a fazer o papel dela. Um deles foi particularmente doloroso, porque foi repetido. Ou seja, depois do aborto retido no verão, depois de ter de esperar 3 meses para voltar a engravidar, só passados mais de 6 meses consegui engravidar. E abortei. Na ante-véspera dos meus anos. Este doeu muito, mas demos a volta por cima e depois veio o Afonso. E quando o abracei senti que tinha tido a perda anterior para que fosse o Afonso, bebé mais querido, a vir ter connosco. Depois, um ano depois do Afonso nascer veio a questão: e se tivéssemos mais um bebé? Eu tinha-me esquecido de começar a tomar a pílula - depois de parar a pílula de amamentação e que devia começar a normal coincidiu com a minha primeira semana de trabalho e nunca mais me lembrei da pílua - e lancei a questão ao meu marido. Mas as dores menstruais insuportáveis fizeram-me perceber que o mais provável era a endometriose estar de volta. Vários exames mostraram que sim. Eu já tinha sido operada há mais de 15 anos e foi-me feito o diagnóstico de endometriose profunda que já me tinha apanhado o intestino. Fui a uma excelente especialista, que me operou passado muito pouco tempo e é agora a minha ginecologista e obstectra, que me disse que não me podia garantir que depois da operação eu pudesse voltar a ter filhos. Era uma operação arriscada, mas ela iria ter em conta o meu desejo de voltar a ser mãe durante a mesma. Mas eu já tinha dois filhos maravilhosos - muitas das mulheres com endometriose nem um conseguem ter - e fiquei tranquila. Logo se veria. E se não fosse possível, não era e eu estava feliz e super completa com a nossa família de 4. A cirurgia foi um sucesso brutal e ficou tudo ok para uma nova gravidez. E ela chegou no mês que tivemos luz verde. E, até agora, a meio das 20 semanas, tudo está a correr na perfeição (só peço a Deus para que assim continue) e a Francisca é uma bebé saudável e a gravidez tem sido muito calma. E as minhas palavras de força e de coragem vão para todas as mulheres que lutam contra a infertilidade e que devido à endomesriose ou outra patologia qualquer não conseguem ser mães. Coragem e muita força. Procurem especialistas em quem confiem e sigam a experiência deles e o vosso desejo, e não se esqueçam que a maternidade pode ter várias formas, e não chegar a incluir uma gravidez.

1 comentário:

  1. Infertilidade. 4 gravidezes. 3 filhos lindos e maravilhosos.
    Mas...por muito que adore e me emocione por saber de mais uma grávida, de mais um bebé que nasceu, há sempre aquela vozinha pequenininha da infertilidade que manda um bitate parvo, depois leva quase semrpe um tabefe e relembro-a que o 3º filho veio comigo a tomar a pílula.
    Bjs

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Gosto de saber o que as outras vidas têm a dizer sobre isto!