16 de março de 2015

O meu filho mais velho

É uma ternura e super querido com as pessoas mais velhas. Respeita imenso os velhotes. É mesmo delicado. É muito engraçado de observar. É mesmo meigo. Ele teve muita pena quando o meu avô morreu, tinha ele acabado de fazer 3 anos e ficou muito preocupado da minha avó ficar sozinha à noite. Tanto que quando a minha mãe, dois anos depois, anunciou que ia viver com a bivó ele ficou radiante por não estarem as duas sozinhas. Este fim de semana teve três tiradas deliciosas:

Com a minha avó, que foi jantar a nossa casa no sábado:

- A minha avó deu-lhe um dinheirinho para o mealheiro dele. "Oh, bivó, muito obrigado, mas não é preciso. Guarde para os seus remédios. Pode fazer-lhe falta." E mais tarde, quande se despedia dele: "Volte mais vezes. Sempre que quiser vir, ligue e venha."

Ontem, na rua, enquanto andava de bicicleta:
- Ele ia muito mais à frente do que eu, que ia devagarinho com o besnico pela mão. Um casal de velhotes fê-lo parar. Ele parou. Eu chego junto dos velhos e digo que estava tudo controlado, ele não vai para a estrada. Os velhotes disseram que ele ia muito depressa, mas que quando o mandaram parar ele agradeceu. E diz-me ele depois: sabes, mãe, os velhotes sabem muitas coisas porque já viveram muito e sabem os perigos. Estavam com medo que eu me magoasse e por isso quando me mandaram parar, eu parei e até disse obrigado."

E é isto... Uma ternura maravilhosa com os mais velhos, que sempre o ensinámos a admirar e a respeitar.

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