12 de março de 2015

Caixas prioritárias

Para mim, o que se passa nas caixas prioritárias reflecte o povo de um país. 



Eu passo-me completamente com a falta de civismo, com a falta de educação, com a falta de bom senso que se vive nas filas das caixas prioritárias. Quando estou para me chatear, peço licença e lá vou, passando à frente e a sorrir, perguntando aos demais se são prioritários. Os demais, raramente se mexem e fazem um ar muito ofendido! Mesmo quando eu estava grávida com uma criança pequena pela mão. Outras vezes, limito-me a perguntar se a caixa prioritária é aquela para ver a reacção... E ninguém se mexe e eu também não. E ali fico. As pessoas disfarçam, assobiam para o lado, fingem que não é nada com elas. Eu estava com os meus dois filhos (o Afonso ainda é considerado bebé de colo) e estava com uma amiga com os dois filhos dela (4, 2) e grávida de 39 semanas e meia, daquelas grávidas mesmo grávidas à espera de uma filha percentil 95, sabem? E acreditam que nos ignoraram na caixa prioritária? É de rir, não é? Ou de chorar porque de facto é triste as pessoas comportarem-se assim. Para mim, num país verdadeiramente civilizados não é preciso haver caixas prioritárias, pois todas as pessoas e situações prioritárias são atendidas primeiro, por cortesia das restantes pessoas da fila. Mas se calhar isto é utopia...


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