18 de novembro de 2015

Então e o pai não fica a dormir contigo na maternidade?

Esta foi uma das perguntas que mais me fizeram quando nasceu o Afonso, o nosso segundo filho. E a minha resposta era tão clara: claro que não! Ah, mas o mais velho não podia ficar com a avó? Não é importante teres o teu marido ao teu lado na maternidade? Quando o mais velho nasceu fez todo o sentido que o meu marido ficasse a dormir comigo na maternidade, e foi tão bom aquele momento a três, mas quando tivemos o segundo filho essa questão, para nós, nem se colocou. Quem é que precisava mais do pai e de manter a normalidade? O filho mais velho, que de repente ia deixar de ser filho único. E não o quisemos excluir em nenhum momento. Passámos a ser uma família de quatro e não nos fazia sentido nenhum "chutar" o mais velho para a avó para eu e o pai ficarmos com o recém-nascido. Claro que sabe bem ter o pai na maternidade, mas sabe muito melhor saber que o meu filho mais velho está bem, está tranquilo com a situação e, acima de tudo, não se sente excluído. E foi tudo tão tranquilo, tão natural. O pai estava connosco o dia todo enquanto o filho grande estava na escola (mais uma vantagem de induzir o parto para durante a semana e não calhar ao fim de semana), depois o pai ia buscá-lo e vinham os dois. O filho grande estava lá uns minutos, dava uns beijinhos, via uns desenhos animados e ia à vida dele com o pai... Era ele, que a certa altura dizia: "vamos embora, pai?" E lá iam. Iam jantar fora e fazer programas de "homens". Quando foi para irmos para casa ele veio com o pai buscar-nos e seguimos os quatro. Para nós, foi crucial que assim fosse. Não queríamos que o mais velho sentisse que agora o pai e a mãe eram só do novo bebé. E correu muito bem. Desta vez, pretendemos fazer da mesma maneira. O pai fica com os manos a fazerem programa de "homens" enquanto a mãe e a mana ficam na maternidade. E só desejo que corra tudo tão bem como das outras vezes, para que em poucos dias nos possamos reunir como família de 5. (Para nós funcionou assim, mas não quer dizer que para outras famílias não funcione melhor de outra forma. O importante é que cada família faça como se sentir melhor e como achar que faz mais sentido).

6 comentários:

  1. Compreendo a perspectiva e acho-a bem válida. Eu por exemplo vou ficar com a minha esposa, mas a mais velha já tem 16 anos e quer é estar com os amigos!!!!

    O Pai,
    http://www.soupai.pt

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    1. A mais velha até agradece!! Claro, cada família é única e o que funciona para uns não tem que funcionar para os outros, o importante é que seja o que achamos melhor para a nossa família. Eu só partilhei a minha experiência por ter sido positiva e ter feito todo o sentido.

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  2. Aqui também não houve isso, até porque as meninas nasceram num hospital público, mas agora com o novo bebé vamos manter. Não nos faz sentido deixa-las para que o pai fique comigo na maternidade, tenho 40 anos, acho que me aguento sozinha ;)

    Bjos

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  3. Por acaso já ando a pensar como vamos fazer e pensei em a pequena ficar na avó, mas pesa-me imenso a consciência....

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    1. Como disse, cada família sabe o que é melhor para si, sei que muitas pessoas não pensam como eu, e é assim mesmo, não somos todos iguais nem precisamos todos do mesmo, mas é importante pensar quem é que precisa mais do pai? Se a mãe ou o filho(a) que de repente deixa de ser filho único e se vê afastado dos pais e do irmão que acabou de nascer... Um beijinho e o importante é que independentemente do que decidires estares confortável com essa decisão.

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Gosto de saber o que as outras vidas têm a dizer sobre isto!