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A magia única do amor de irmãos!

Ontem, enquanto o mais velho ficou na festa de uma amiga da escola eu e o meu marido ficámos com o mais pequeno. Passámos pelo jardim de Mira Flores onde estavam os carrosséis e não resistimos ao pedido do miúdo. Uma volta nos carrosséis para ele, um café na esplanada para nós. Depois, consegui convencer o maridão a irmos ao Ikea para tratarmos das camas dos miúdos. Lá fomos. Quando chegámos o mais pequeno viu a piscina das bolas, como é conhecido entre nós o espaço infantil. Perguntei se ele queria ir. O mano? Perguntou ele? Eu expliquei que o mano tinha ficado com os amigos e se ele queria ir à mesma. Disse que sim. E foi. Mas vi-o entrar sem grande entusiasmo, um pouco a medo. E cheio de sono, coitadinho, que ontem entre as festas, o passeio de eléctrico, almoçar fora e afins saltámos a sesta dele... Fui ter com o meu marido com o coração um nadinha apertado. Achei que ele não tinha ficado feliz. Lá fomos ver o que precisávamos e meia hora depois disse que ia buscar o Afonso e íamos buscar o irmão, enquanto o marido acabava as compras. E quando cheguei lá à recepção do espaço estava o meu filho lá no cimo das escadas, cheio de sono, e parado a olhar para nada... não brincou nada. Estava perdido. Quando me viu e eu lhe acenei, sorriu, e correu para mim. Estava choramingoso e perguntou logo: o mano? Vamos buscá-lo? perguntei eu e ele sorriu! Sim!!!! Eu fiquei tão triste por aquela meia hora que ele ali passou, sozinho, perdido, desorientado... Quando vão os dois e chegamos para os ir buscar nunca querem sair, estão felizes e corados de tanta brincadeira. Dá gosto vê-los a brincar. Ontem quando perguntei a que é que ele tinha brincado, ele disse: nada. Quando depois nos juntámos novamente os quatro e contei ao meu marido, disse-lhe mesmo que darmos irmãos aos nossos filhos tinha sido a melhor decisão da nossa família, que não há nada melhor e maior que o amor de irmãos. E os meus filhos bulham, batem-se, zangam-se, mas o amor deles é imenso, os abraços, a falta que fazem um ao outro, a aprendizagem da partilha e da união, a companhia e a brincadeira  que os une vale tudo!

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