19 de novembro de 2015

Dia do Pijama!

É já amanhã o Dia Nacional do Pijama. Não conhecem? Espreitem aqui. A iniciativa é fantástica, os miúdos vibram imenso com o dia em si e com todas as actividades alusivas que fazem na escola nas semanas anteriores e é muito importante que, desde pequeninos, tenham noção da importância da família, da diversidade que uma família pode ter e, acima de tudo, que todas as crianças têm direito a viver numa família! 
A Convenção Internacional dos Direitos da Criança (fez 25 anos, em 2014), logo no seu preâmbulo, diz que "uma criança deve viver num ambiente familiar, num clima de felicidade, amor e compreensão, para que seja possível realizar, na sua plenitude, todos os seus direitos".
Com a Missão Pijama pretende-se dar visibilidade a esta causa, sensibilizando a sociedade e cada um de nós para a necessiade de tornar real este direito fundamental das crianças.
Juntos podemos deixar uma marca positiva em muitas crianças, se começarmos, hoje, ajudando uma de cada vez.
Em Portugal, das 8.149 crianças separadas dos seus pais (dados de 2014) apenas 4% crianças vivem com famílias de acolhimento. De facto, mis de 95% das crianças estão institucionalizadas. Esta situação é bastante diferente em muitos países europeus. Em França, por exemplo, 66% das crianças vivem em famílias de acolhimento e em Inglaterra o número sobe para mais de 77%.
As boas práticas internacionais apontam o acolhimento familiar como um recurso fundamental e prioritário a ser usado quando as crianças têm de viver separadas dos seus pais. Este é o objetivo da Missão Pijama de que todos podemos fazer parte, defendendo estes valores, para que muito mais crianças possam crescer numa família.
Assumindo esta missão, a Mundos de Vida criou o primeiro serviço especializado de acolhimento familiar, em Portugal, e a campanha designada "Procuram-se Abraços", com o objetivo de criar uma nova geração de famílias de acolhimento de qualidade que já permitiu encontrar, formar e acompanhar novas famílias e, assim, acolher mais de 120 crianças num ambiente familiar (evitando a sua institucionalização).
Este é um desafio de nós todos. Uma sociedade que defenda o valor da infância, a mudança de mentalidades do sistema português e o conhecimento do direito de uma criança crescer numa família, vão permitir fazer a diferença e dar a mais crianças a possibilidade de crescerem num meio familiar mais terno, mais seguro e mais positivo.

E por aí? Também são uma família pijama?

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