20 de outubro de 2015

Tantas dúvidas de mãe...

Toda esta problemática na sala do meu filho mais velho tem-me feito questionar como mãe. O meu filho zangou-se com uns amiguinhos? O meu filho assobiou para o lado quando lhe ralharam? Será que andamos a fazer bem o nosso trabalho? Será que o estamos a educar como deve ser? Sempre pensámos que estávamos a fazer o melhor que sabemos, nunca houve problemas na escola, sempre foi super sociável e amigo de toda a gente. Claro que de vez em quando portava-se mal, desobedecia ou esticava a corda, mas a educadora sempre disse que estas "zangas" entre amigos e o assobiar para o lado faz parte da idade, faz parte do comportamento das crianças, faz parte de testarem os limites... e que o papel dela e o nosso era guiarem esses comportamentos, orientarem-nos, ajudarem-nos a controlar... Mas desde ontem, no meio deste caos das bolas vermelhas do mau comportamento, dos filmes que eles viram mas que parece que não era suposto os pais saberem, dos castigos a torto e a direito eu só olhava para os meus dois filhos e para a minha barriga de grávida e pensava: será que vou dar conta do recado com 3 filhos? Será que os vou sempre conseguir ajudar e orientar? Será que eu e o meu marido lhes estamos a ensinar para o bom caminho? Será que eles estão a assimilar os valores que lhes transmitimos? Será...? Será...? Tantas perguntas e tantas angústias de mãe que só quer que eles sejam bons rapazes, bons meninos, bem educados, amigos dos amigos, respeitadores e, acima de tudo, crianças muito felizes que saltam, brincam, pulam, aprendem e crescem em sociedade e em família rodeados de amor e de adultos prontos a ajudar e a orientar, e não a carimbá-los com bolas vermelhas! Acredito nos castigos e uso-os com moderação e quando achamos estritamente necessário, mas acredito ainda mais na educação pela positiva, pela valorização... 

1 comentário:

  1. Olá. Compreendo essa angústia e também não me parece que alguns desses métodos sejam os mais correctos e também acho que muitas dessas reacções dependem mais da idade e das fases que eles têm de passar, do que de serem bem ou mal educados.
    No entanto, também sinto que nós, os pais, nunca sabemos mesmo como eles são na escola, na relação com os outros e muitas vezes eles têm atitudes em que nem conseguimos acreditar. Vejo isso todos os dias no meu trabalho, como professora, e já passei por isso com a minha filha que tem apenas 3 anos. Beijinho e boa sorte

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Gosto de saber o que as outras vidas têm a dizer sobre isto!