23 de janeiro de 2016

A consulta do pediatra

Ontem levámos a Francisca ao pediatra e está tudo bem, excepto a evolução de peso. A Francisca continua a perder peso. Nasceu com 2940kg, perdeu logo até aos 2710kg, recuperou ainda no hospital até aos 2786kg, mas ontem quando a pesámos tinha 2760kg. Ela continua muito difícil para mamar, pega mal, cansa-se, está horas a mamar, mas a certa altura está a chuchar e não se está a alimentar. E como não fica saciada, meia hora depois está com fome e a pedir mama outra vez. O pediatra disse que assim não podíamos continuar. Não era para mim nem para ela e que depois de mamar ela tem de beber suplemento. Eu sempre defendi a amamentação em exclusivo quando corre bem, quando funciona e é bom para mãe e filho. Tive a sorte de amamentar em exclusivo os primeiros meses, sem problemas, os meus dois filhos, mas desta vez não vai ser possível. O pediatra foi muito prático: não só a Francisca não está a engordar, o que é um problema, como eu não posso passar as noites a dar-lhe de mamar, de hora a hora, quase em contínuo. Tenho mais dois filhos e preciso de conseguir descansar, pelo menos umas 3 horas seguidas à noite, ou não vou aguentar passar todas as noites em claro, como estava a acontecer. E lá introduzimos o biberão. Sem dramas, sem culpas. Custa-me ter imenso leite e ela não conseguir mamar o que precisa, mas custava-me mais ter uma filha a guinchar de fome e sem conseguir dormir tranquila porque não estava saciada. É certo que eu poderia tirar o meu leite e dar-lhe esse leite como suplemento, provavelmente se fosse filha única era o que eu faria, era o melhor para ela que só beberia leite materno, mas para mim seria extenuante estar a dar de mamar, depois a tirar leite, passado um bocado já estaria novamente a dar de mamar e a tirar leite... Era o melhor para ela, mas acho que não era o melhor para para todos. Eu tenho de estar bem para conseguir cuidar dos 3. Os meus filhos mais velhos precisam imenso de mim. E se eu me transformar num zombie morta viva vai afectar toda a família. Assim, decidimos conciliar o leite materno com o leite adaptado. Ela não é fã do biberão, mas lá bebe um bocadinho depois de mamar, de modo a garantirmos que ela fica mais satisfeita e que aumenta de peso. Para a semana vamos voltar a pesá-la no pediatra para vermos a evolução. Para já, de salientar, que domi das 2h da manhã, hora em que mamou e bebeu o biberão, até às 8h30 da manhã de seguida. Pelo meio, ela acordou, refilou, o meu marido viu que eu estava em coma profundo, tratou dela, deu-lhe biberão, ainda pôs o Afonso a fazer xixi e eu não dei por nada... E acordei fresca e bem disposta para um fim de semana em família! 

1 comentário:

Gosto de saber o que as outras vidas têm a dizer sobre isto!