23 de outubro de 2013

Chamar a atenção

As coisas na creche não estão fáceis para o meu mais velho. Anda mesmo a portar-se mal e a testar os limites e a paciência da educadora e da auxiliar. Nas aulas de ginástica, que começaram a semana passada, as coisas estão mesmo feias. Não respeita o professor, acha que a aula é para correr e atirar as bolas e já disse que não gosta daquela ginástica. Parece que já pensam em castigá-lo e impedi-lo de ir à ginástica. "Não faz mal, mãe. Fico a dormir a sesta". A educadora diz que é falta de pai. Não, o meu marido não saiu de casa nem foi trabalhar para fora, mas sai de casa às 8 e chega às 20h. Claro que quando está, está e "o pai é mais divertido que tu, mãe" e é um super pai. Acho que este comportamento pode ser para chamar a atenção. Em vez de manifestar os ciúmes batendo no irmão porta-se mal para chamar a atenção. Parece-me possível. Já falámos com ele, mas não está a resultar. E a verdade é que o pai chega tarde durante a semana e eu estou desde que chegamos da creche por volta das 5 e meia até às 7 de volta do Afonso com o jantar e o banho do pequenino. E ele fica sozinho. Eu vou-o chamando e perguntando se está tudo ok e se precisa de alguma coisa, ele traz o ipad para junto de nós e às vezes até janta com o mano, mas eu também sinto que o fim de tarde para ele é um momento um bocadinho mais solitário. Mas ele gosta de ver bonecos ou filmes e de jogar no Ipad... Mas também sei que gostava que eu estivesse a partilhar esses momentos com ele... É uma gestão complicada... Faço o meu melhor, mas nem sempre fico satisfeita com o resultado e pelo meio há muitas asneiradas (pintar a cara, pintar-se todo, fazer recortes que não deve...) que, provavelmente, são chamadas de atenção...

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