11 de maio de 2016

Hoje é o último dia da minha licença da maternidade

Mas ainda bem que tomei, em conjunto com o meu marido, e com o ok do meu chefe a decisão de ficar em casa até Setembro. Adoro o meu trabalho, mas ando sempre a mil e na empresa, por muito boa que seja no que faço, sou apenas mais uma. Aqui, em casa, com os meus filhos sou única e insubstituível: sou a mãe deles. E acredito que o melhor para a Francisca é ficar comigo até Setembro para não termos pressas em introduzir alimentos para que possa estar longe de mim. Está a mamar em exclusivo - deixou de querer o biberão de leite AR que bebia à noite - e está óptima. Para a semana agendaremos pediatra para a consulta dos 4 meses, mas a olho acho-a muito boa:-))) Ficar estes meses até Setembro sem receber nada (o que eu recebia da SS mal dava para as fraldas que isto de estar a recibos verdes não é fácil nestas questões) é um arrombo financeiro, mas acredito que vale a pena o investimento na família. Porque não é só a Francisca que sai beneficiada, mas os manos também visto que tenho muito mais disponibilidade de tempo e mental para eles. Estou muito mais livre para programas depois da escola, para dias de gazeta como ontem, para ficar hoje a dizer adeus à espera que a camioneta do passeio partisse... São pequenas coisas que fazem toda a diferença. Ontem, ligou-me um antigo colega de trabalho de quem fiquei amiga. Tinha ouvido dizer que eu estava por casa e queria oferecer-me trabalho. Expliquei-lhe que estava em casa por opção (que o combinado seria regressar em Setembro porque eu assim tinha pedido) e depois de me ouvir disse: nem te vou dizer a proposta que tinha para ti (o que é que seria????) porque acho que tomaste a decisão certa. Agradeci-lhe por se ter lembrado de mim, mas confiante que nestes próximos meses o meu lugar é aqui. Olho para a minha Francisca, tão bebé, tão pequenina, tão habituada a mamar quando tem fome ou sede, tão risonha e tão tranquila e tenho a certeza que o trabalho pode esperar. Se eu fosse agora (e teria ido se não me tivessem aceite a minha opção) ia de coração apertado - como fui quando deixei o meu filho mais velho com 3 meses e meio com a minha mãe - e ia estar sempre com um enorme sentimento de culpa e de falhanço: estaria a trabalhar sentido que devia estar com a minha bebé e estaria com a minha bebé a pensar em tudo o que não tinha feito no trabalho - Assim, aproveito a minha filha ao máximo, dou-lhe todo o meu apoio, colo e maminha em exclusivo até ir para a creche e depois vou trabalhar, deixando uma bebé já a caminho dos 8 meses no berçário, sabendo que estes meses foram únicos para ela e para mim. E para toda a família. Porque mãe feliz, família feliz!

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