2 de novembro de 2016

Ainda há tanta descriminação que até assusta!

Aqui estão vários testemunhos de mães que foram penalizadas só por serem mães... É tão triste!! Eu sofri na pele... Um projecto super desgastante, dois abortos espontâneos pelo caminho (não só do stress, mas possivelmente também relacionados com a doença endometriose que eu tenho) e uma baixa por gravidez de risco imediatamente acompanhada por uma não renovação de contracto... O medo de me enervar e perder mais aquele bebé, o stress de ficar sem trabalho e as palavras... "Vai descansar e que corra tudo bem, e depois com dois filhos não vai dar jeito que trabalhes aqui, não vais ter disponibilidade de manhã à noite..." E eu fui. Fui chorar para casa. E depois fui a tribunal e ganhei! Foi horrível, foi desgastante, foi péssimo, mas descansei a gravidez, que depois deixou de ser de risco e curti o meu filho mais velho, na altura com dois anos e pouco... e fiquei em casa até o meu filhote ter um ano. E comecei a trabalhar para a empresa onde estou hoje e que me tratou sempre com respeito e que agora com a Francisca me permitiu uma licença de maternidade mais uma licença sem vencimento para aceder ao meu desejo de só começar em Setembro, depois das férias das crianças, quando todos estivessem bem entregues na escola, creche e jardim de infância... E adoro poder conciliar a maternidade com o meu trabalho na escrita que eu adoro. E quem despreza as mulheres que são mães, quem não as respeita e não respeita os seus direitos devia ser muito penalizado!

2 comentários:

  1. É muito triste que a maternidade seja vista com um empecilho! E quando muitas vezes são mulheres, mães, que discriminam outras mães! Incompreensível!

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  2. É por isso que estou em casa. Também sofri a discriminação e também me disseram para contar com a empresa, isto estava eu grávida de 7meses e meio da mais velha. Uma semana depois e depois de uma baixa médica de 5 dias por um infecção urinária, ligaram-me e disseram-me que estava dispensada. Também vim embora. Não estou a pensar voltar a trabalhar tão depressa, e quando voltar será numa coisa minha, gosto desta liberdade de gerir a minha família, as doenças das crianças, o tempo com os filhos e com o marido, … sem dar satisfações a patrão nenhum!
    Beijinho

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Gosto de saber o que as outras vidas têm a dizer sobre isto!