25 de janeiro de 2017

Há 4 anos por esta hora...

... Recebia o telefonema da minha mãe a dizer que o meu querido avô do coração tinha morrido. Chorei muito. Adorava-o, mas estava velhinho e fraco... Estive com eles nos últimos dias e ele já não estava bem connosco... Estava fraquinho como um passarinho. E a minha maravilhosa avó sempre ao lado dele, a cuidar dele como quem cuida de um bebé precioso. Ver a minha avó cuidar do meu avô nos últimos meses da vida dele, sempre de mão dada, sempre dócil e meiga... E foi ela, com 90 anos, que vestiu e preparou o meu avô, que cuidou dele até ao último segundo... Para mim, um casal exemplo. Claro que teriam as suas coisas, como qualquer casal, mas nunca os vi discutir, sempre com respeito e amizade, sempre queridos um com o outro mesmo quando o meu avô "refilava" para a minha avó sair da cozinha e vir para o pé dele, ver o Sporting... Dizia que o Sporting jogava melhor quando a minha avó estava com ele na sala... Foram uma referência para mim, estes avós. A minha avó sofreu muito com a morte do meu avô, após quase 70 anos de casados... E a minha avó, que é uma força de pessoa, dizia-me que achava que lhe ia custar menos... Tantas saudades, querido avô, que me estragou sempre com mimos. Conheceu o Alexandre, que o adorava, e soube que eu estava grávida de mais um rapaz... Estava preocupado com o estado do mundo e eu a ter mais um filho. Já não viu a Patanisca, mas eu quero acreditar que ele nos olha lá de cima... Foi o melhor avô que eu poderia ter tido, que representa tudo aquilo que um avô deve ser... E eu sinto uma enorme gratidão por ter tido a sorte de o ter como avô. E peço saúde para a minha querida avó, que é a mulher que mais admiro no mundo. Um beijo para o céu, querido avô Zé!!

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