18 de dezembro de 2015

Não devemos prometer nada às crianças!

Desde que o meu filho deixou de ir à natação com o Jardim de Infância (e que bela decisão que tomámos, depois já escrevo um post) para passarmos nós a levá-lo que o combinado era que fosse eu a tratar disso. Até o horário foi escolhido tendo em conta que eu costumo ter uma enorme flexibilidade de horário de trabalho, especialmente à sexta feira. Mas desde que ele começou a ir connosco NUNCA o consegui levar. Tenho sempre alguma coisa que me impede. Hoje não tinha. Ia ficar em casa a trabalhar para ficar com o Afonso, que está doente, e tinha tudo acertado com o coordenador do meu projecto para hoje não ir ao escritório. Fiquei toda contente. Ia vê-lo à natação. Há uma hora recebo uma chamada do meu chefe máximo a perguntar se eu conseguia estar na empresa às 16h30m, que precisavam de mim para preparar um trabalho (relacionado com o meu anterior projecto) de última hora e que eu era a pessoa mais indicada para o fazer. Disse logo que sim, é óbvio, porque só fazia sentido que fosse eu a fazer (e até pela conversa de ontem da minha licença de maternidade/ licença sem vencimento alargada, mas da minha disponibilidade de, mesmo estando em casa, poder ir fazendo coisas pontuais e que a empresa precise e que eu consiga conciliar), mas fiquei logo com o coração apertado: Não ia cumprir com a minha promessa de ir buscar o mais velho cedo para irmos à natação. O meu marido não conseguia sair tão cedo e não ia dar mais trabalho à avó, cunhadas ou compadres, que ultimamente tenho pedido bastantes ajudas e não gosto de abusar. Então, falei com o meu marido e decidi que ia dizer uma mentira piedosa ao meu filho. Eu odeio mentiras, sou sempre pela verdade, acho que nunca lhe tinha mentido... Mas hoje quis evitar-lhe um desgosto e combinámos que íamos dizer que hoje não havia natação. Sem grandes desculpas nem conversa. Não há natação. (O que em parte é verdade. Não há natação, mas é porque eu não o posso levar. Mas esta parte ele não precisa de saber). Avisei na escola para lhe darem o recado (não há natação e o pai vai buscar), porque sei que ele ia estranhar chegar à hora da aula e eu não aparecer. É que eu não sei a que horas me despacho, nem sequer se ainda o vejo acordado... É que o meu trabalho de hoje tanto pode acabar às 19 como às 21 ou à meia noite!! O importante é que eu consegui rapidamente organizar-me para não falhar à empresa, mesmo tendo sido chamada tão em cima da hora.

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