23 de agosto de 2015

Casa vazia

Que vazio, que silêncio que está aqui em casa. Chegámos há 10 minutos e é estranho ver o quarto deles vazio com os colchões ao ar e este silêncio... Vão ser uns dias estranhos sem os nossos filhos. Eles ficaram bem. Chegámos ao destino ao fim da tarde, conhecemos a casa e instalámo-los. Fomos espreitar a praia e reservar o toldo. E fomos jantar maravilhosamente bem. Depois começou a chover. E chegou a hora das despedidas. O mais velho ficou muito bem: oh, mãe, não me abraces muito para o mano não perceber que te vais embora. Eu fiquei logo com o coração apertado e lágrimas nos olhos. Chovia e tínhamos de ser rápidos. O mais pequeno ( eu já lhe tinha explicado que ele ia ficar naquela casa com a avó e a tia para irem para a praia de manhã) abraçou-se a mim e eu engoli as lágrimas. Depois a minha irmã disse que ele podia passar o cartão pata chamar o elevador. E ele foi para o colo dela. E nós viemos embora. Meti-me no carro e as lágrimas caíram quase até Lisboa. Uma galinha do pior, eu sei... 

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