21 de agosto de 2015

A minha vénia, mais uma vez, a todas as mães que não trabalham fora e que estão em casa a tempo inteiro com os filhos em idade pré-escolar

Como é que fazem? É que eu estou a enlouquecer e sinto-me a pior mãe do mundo. Eles brincam um segundo e pegam-se e batem-se e fazem asneiras e saltam do sofá e parecem possuídos por qualquer espírito maligno. E gritam e choram. E eu não consigo manter a calma, não consigo não gritar com eles. São asneiras atrás de asneiras. Discussões atrás de discussões. Lágrimas atrás de lágrimas. Sempre se deram tão bem. Cada um na sua, brincavam bem, mas agora estão ao rubro a fazer tudo em conjunto, por tudo leia-se asneiras, saltos e lutas e acabam sempre magoados. Só conseguimos ter paz quando os levei ao final do dia ao parque aqui da rua. Já estava menos calor e soprava uma brisa boa. Pelo caminho, bebemos um chá e comemos uma fria de bolo caseiro numa espécie de leitaria antiga, mas moderna que tem jogos antigos para eles brincarem. O concerto de piano que tocava na aparelhagem e o ambiente tranquilo acalmou-os. E foi tão bom estarmos ali a desfrutar de um momento tranquilo os três. Depois o mais velho arranjou um amigo de 8 anos no parque com quem libertou toda a energia enquanto faziam loucuras nos baloiços e nos aranhiços. E o mais pequeno estava encantado a ver e a correr por lá. Foi a paz. E eles estavam felizes e livres, sem guerras nem castigos. E o meu marido juntou-se a nós ao regresso do trabalho. Ficou tão impressionado com os meus nervos à tarde que conseguiu sair a horas do escritório. E não houve dramas para jantar ou deitar e a história da noite foi tranquila. Acabámos o dia em paz e com eles contentes. Antes de dormirem, escolheram uns livros para amanhã lermos. Eles adoram história e acho que pode ser uma boa maneira de ocuparmos a manhã, até porque está muito calor e eu só tenho carro da parte da tarde. Precisávamos de ir os três cortar o cabelo, mas até tenho medo de me ir enfiar com eles no cabeleireiro... Enquanto eles cortam é tranquilo, mas quando for a minha vez??? Ai, ai, angústias de uma mãe triste por achar que está aqui a falhar em alguma coisa ao não conseguir desbloquear as situações mantendo a calma... da mãe do Ruca.

3 comentários:

  1. Calma... A minha com 2,5anos ninguém a para! Parece que engoliu um gira discos, e lhe deu uma bateria auto-recarregável... Imagino com 2! Próprio da idade mas desesperante para os nervos de uma mãe! Beijinhos e que corra bem hj

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  2. Os meus são iguais... Há dias em que sinto que vou enlouquecer. Por isso percebo-a perfeitamente!!! Embora seja difícil, o melhor é estar o menos tempo possível em casa... parece que as energias se concentram todas e eles precisam é de as libertar... Boa sorte!! E estou totalmente solidária...

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  3. É esgotá-los ao máximo. E perguntar à da Maria e do Miguel como é que ela consegue (parece ser mais acessível do que a mãe do Ruca) :)
    Bj

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Gosto de saber o que as outras vidas têm a dizer sobre isto!