4 de novembro de 2014

Viajar sem filhos



Eu e o meu marido nunca mais viajámos sozinhos desde que fomos pais, faz em Janeiro 5 anos. Já viajámos algumas vezes, mas levámos sempre os nossos filhotes connosco. Gosto de andar com os pintainhos atrás e acho que os momentos de férias são maravilhosos em família, são alturas de menos stress, de descontração, de descoberta, de fuga às rotinas… Mas este ano decidi que estava na altura de uma segunda lua-de-mel por ocasião do 40º aniversário do meu marido.


Ia ser surpresa. Falei com um amigo nosso de uma agência de viagens e falei com um amigo fantástico que vive em Roma numa casa maravilhosa mesmo no centro para nos receber. Tudo tratado. Custou-me marcar a viagem com tanta antecedência (marquei em Julho para Novembro) com medo que acontecesse alguma coisa. E aconteceu. Na semana em que marquei a viagem descobri que tuinha endometriose profunda e, posteriormente, que tinha de ser operada. Quando falei com a médica sobre a operação ela quis logo agendar para depois da viagem. Quando voltei à consulta a médica começou a falar em código sobre a viagem que ela sabia ser surpresa, mas aí contei-lhe que já não era surpresa. Com a história da operação tinha-me destroncado toda.

Mas mantivemos a viagem e este mês lá vamos os dois 5 dias para Roma. Estou super entusiasmada, mas ao mesmo tempo inquieta por deixar os meus filhos. Ficam na nossa casa com a minha mãe e ficam bem, claro. Mas o que é que eu digo ao mais velho? Ele adora viajar connosco e é sempre uma mega companhia e vai ter um desgosto. Não vai compreender porque é que os pais vão sem ele. A ideia desta viagem é ser uma segunda lua-de-mel, que bem precisamos pois não são raras as vezes em que andamos perdidos no papel de pai e de mãe. E temos de namorar, namorar muito sem estarmos sempre focados neles. Mas custa-me não os levar. Principalmente porque uma semana depois de regressar vou ser operada e vou estar um mês de repouso e em recuperação, mais uma semana de internamento hospital. Vou falhar as festas natalícias da escola e há possibilidades de ainda estar de cama no Natal, e custa-me não estar com eles a full full time antes desta saga da operação começar. 

E sou uma mãe galinha, basicamente. É isto.

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