10 de novembro de 2013

Mãe visível e invisível

Para os meus filhos sou completamente visível! Quer um quer o outro precisam de mim, querem-me e estão sempre a chamar, cada um à sua maneira. Para eles a mãe é figura de destaque e o centro de tudo. Para muitas outras pessoas, e pessoas que eu sei que também me amam como a minha mãe ou a minha avó, e algumas cunhadas tias babadas desde que fui mãe tornei-me invisível. Quando chegam cá a casa por quem é que perguntam? Pelos miúdos, claro! Ainda hoje, a minha querida e super avó de 91 anos, mas lúcida como poucas, veio cá almoçar e quando a fui levar, disse logo: obrigada pelo almoço. Gostei muito de vir cá a casa. Já tinha muitas saudades dos pequeninos. Se eu estranhei? Não. Ontem quando a convidei disse-me logo que não queria dar trabalho, mas que vinha para estar com os pequeninos... E eu? Eu que sou neta há 36 anos?! Uma amiga ontem cá em casa ria-se quando ouvia o telefonema e gozou de eu estar com ciúmes dos meus filhos. Não é ciúmes, mas também gosto de sentir que têm saudades minhas... Mas, pronto, eu eu sei que os meus filhos são maravilhosos! Quem é que me mandou fazer uns filhos tão bons?



Nota: só para o meu querido avô Zé é que eu, até ao último dos seus dias, continuei a ser a sua neta menina e sol da sua vida. Não havia cá bisnetos nem ninguém que lhe alegrasse tanto os dias como eu. Um beijinho aí para o céu, querido avô. Sinto muitas saudades!

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