A escola pública

Ontem o meu filho fez uma asneira na escola. Contou-me (tenho sorte que ele me conta tudo ou quase tudo, mas o importante conta sempre, e espero que assim continue) e eu zanguei-me com ele pelo que ele tinha feito. E escrevi uma nota na caderneta a pedir uma reunião com a professora titular para perceber melhor o que se tinha passado porque fiquei triste com o comportamento do meu filho... E ela ligou-me há bocado a tranquilizar-me e a falar um bocadinho sobre ele na escola... e disse: não se preocupe, mãe. Ele é um miúdo traquinas, mas bem educado e o que ele fez foi para defender um amigo e ficar bem visto no grupo. Falámos um bom bocado e ela tranquilizou-me bastante. E gostei de saber que ela se preocupa não só como professora, mas como mãe. Ela tem dois filhos da mesma idade dos meus rapazes e não quis que eu ficasse todo o dia preocupada... Ela fez questão de me tranquilizar ao telefone, com uma conversa, onde até deu o exemplo de uma atitude semelhante do filho dela, em vez de escrever uma nota fria de volta na caderneta da escola. Há quem ache que o acompanhamento na escola pública é pior que nas escolas privadas e que os miúdos andam um bocadinho à deriva. Pois eu gosto de dizer que em quase 2 meses de escola a minha opinião é a melhor, a todos os níveis. E a comunicação casa/ escola funciona muito bem e eu fico descansada porque sei que a professora está atenta e disponível do outro lado, o que é fundamental para um bom acompanhamento do meu filho. E quando surgem questões, resolvem-se tranquilamente. Claro que infelizmente não será assim em todas as escolas, privadas ou públicas, mas acredito que pais interessados, disponíveis e atentos promovem professores e escolas igualmente atentas e disponíveis.

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