Na segunda manhã houve lágrimas...

... O meu Afonso ficou muito choroso, teve de ser praticamente agarrado do meu colo para o colo da educadora... Sei que ele passado uns minutos está bem, mas dói sempre tanto... A Francisca tinha chorado, mas depois ficou bem... era altura de levar o filho grande à escola nova. A vontade dele era nula, até porque tinha encontrado o melhor amigo do ano passado (também a deixar o irmão) e o amigo ainda está de férias com a mãe... Lá fomos. Disse que lhe doía a barriga do nervoso. Entrei com ele para o pátio. Não me queria largar. Nenhum menino veio ter com ele. Sentia-se perdido no meio de todas aquelas crianças, muitas delas já com grupo formado do jardim de infância. Uma monitora veio buscá-lo para jogar à bola com outros meninos. E eu saí de lá. Sentia-me nua, com aquela sensação de ter deixado a carteira nalgum lado porque vamos muito leves... Mas o meu coração estava pesado. Voltei à escola. A pequenina dormia e quando acordou - hoje sorridente e menos estranha - levaram-na para o mano a ver. Ficaram os dois felizes. E nós viemos as duas. Mas o meu coração está com os meus rapazes, que hoje vou buscar cedo para os beijocar. Estes primeiros dias de adaptação são sempre assim. Mas hoje já é sexta e há todo um fim de semana para mimar estas crianças!

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