13 de fevereiro de 2014

Um pedido de ajuda

A Sofia, no seu blog, faz um apelo, que eu também aqui faço para ajudarmos esta mãe, que deve viver numa angústia que nem conseguimos imaginar. Deixo-vos com o texto que a mãe 4D tão bem escreveu.

 "A crise e outros demónios – um testemunho real de quem precisa de nós

A Ana é da minha idade, um ano a menos, e tem uma vida em muitos aspectos parecida com a minha e em alguns outros muito diferente.

A Ana e o marido estão ambos desempregados e vivem do mealheiro que fizeram durante o namoro e nos primeiros anos de casados, já lá vai uma década. Encheram-no à sua medida, com tantos sonhos lá dentro também. Sonhos que não se concretizaram, sonhos que se desfizeram…até que não se permitiram sonhar mais.

É a este mealheiro que vão recorrendo, mês após mês, para não terem de dever a ninguém. E para as contas diárias vão tirando o dinheiro de uma vida, vão acabando com os projectos e planos para as filhas. Num mealheiro já quase vazio.

Têm duas filhas, a Carolina que tem 8 anos e enche os pais de orgulho, por ser uma aluna exemplar, e a Margarida, com 15 meses, a princesa-flor-de-estufa-lá-de-casa.

A pequena Margarida nasceu sem tiróide e, por isso, com hipotiroidismo congénito, e o tormento começou logo cedo quando os médicos se aperceberam que, embora com 37 semanas e uns dias, os seus pulmões ainda não estavam desenvolvidos, tendo que ir para a incubadora e ficar internada numa outra cidade que não a dela, longe da família. E foi aí que descobriram a doença.

A pequena Margarida não tem tiróide e toma um comprimido todos os dias, desde sempre e para sempre. Felizmente a detecção precoce da doença, as consultas e o tal comprimido preveniram danos maiores, preveniram um atraso no desenvolvimento.

Moram a uma hora de Lisboa e todos os meses, pelo menos uma vez por mês, lá vão com ela a consultas de endocrinologia e desenvolvimento. Todos os meses sem excepção.

Não é assim tão longe e a Ana sabe que pela filha ia até ao fim do mundo, mas confessa que já pesa muito na carteira.

Embora já houvesse a Carolina, como as manas nasceram em diferentes estações do ano, muitas roupinhas não servem…ou melhor, têm de servir à força. Com tantas contas para pagar, as roupas vão ficando para trás e a Ana tem de aproveitar o que tem e lá vai vestindo a filha de verão no inverno e de inverno no verão.

A Ana deixa um pedido muito simples. Não faz apelo às marcas, não pede roupa nova. Só pede às mães que lêem o 4D que se tiverem roupa usada que já não sirva às suas filhas, que a ajudem dessa forma.

Não é pedir muito, não vos parece?

A Ana agradece a todas do fundo do coração.

E eu também.

A Ana é uma guerreira e a Margarida não lhe fica atrás.

Uma guerreira que tem de lutar contra demónios. E nós vamos ajudar, de alguma forma para exorcizar os nossos, que a crise teima em deixar ficar, principalmente de noite, debaixo da nossa almofada.


Vamos ajudar porque só assim faz sentido.

Porque do nada, podemos ser nós, de alguma forma, por uma reviravolta do destino.
O contacto da Ana é:
ana_mariamaria@live.com.pt"

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