18 de fevereiro de 2014

Dormir na cama dos pais

Nunca habituámos o nosso filho mais velho a dormir na nossa cama. Penso que dormiu connosco a primeira vez, uma altura que teve doente, já com um ano ou assim (hei-de ir procurar no blog para ter a certeza) e foi sempre uma coisa mais do que esporádica. Penso que até há uns meses se tinha dormido meia dúzia de vezes na nossa cama era muito. Mas tudo mudou desde que mudámos de casa. Todas as noites, todas as santas noites, aparece a meio da noite depois de acordar para ir fazer xixi. Vai à casa de banho e já não volta para o quarto dele. Mas hoje, quando me vim deitar, já o encontrei cá. Não tive coragem de o mudar, o pai muda-o quando chegar do padel, e estou com o iPad enfiado debaixo do edredão para a luz (já no mínimo de luminosidade não o acordar) a aproveitar uns minutos para escrever e navegar antes de dormir. E não sei o que fazer para ele dormir como sempre dormiu na cama e no quarto dele. Mudámos o Afonso para o quarto deles porque ele dizia que era o único que dormia sozinho, mas nem isso foi suficiente e acabava o pequenino a dormir sozinho e eu a fazer piscinas nocturnas sempre que lhe caía a chucha. Portanto, e no meio de uma das crises de bronquiolite e faltas de ar, o Afonso voltou para o nosso quarto ( e as minhas noites melhoraram drasticamente, uma vez que assim que ele começa a choramingar já eu sem abrir os olhos lhe enfiei a chucha e adormeceu novamente) e dormimos todos juntos. Mas eu quero o meu quarto de volta! Sempre adorei deitar-me cedo e ficar a ler e agora não posso acender a luz! Quero voltar a dormir às escuras sem luz de presença! E se por um lado quero que eles vão os dois para o quarto deles por outro não consigo deixar de me sentir abençoada por adormecer a ouvir a respiração dos meus amores. E eu que sempre fui contra os filhos dormirem na cama dos pais! Continuo a achar que é muito mais saudável eles dormirem no quarto e na cama deles, mas não estamos a conseguir com o mais velho. Acredito que tal como chegou esta fase em que precisa deste mimo extra (uma das suas formas de reagir à chegada do mano? Sempre ouvi dizer que os ciúmes não chegam quando os irmãos nascem, mas quando estes começam a ser gente e a ter mais graça) há-de chegar a noite em que não precisa deste aconchego e fica na cama dele toda a noite. Por aí como é? 

4 comentários:

  1. Compreendo que queiras resgatar o teu quarto! Soube-me tão bem quando a minha filha passou a dormir no dela! Já não podia com a luz de presença!!

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  2. Olá.

    Cá em casa o mais velho sempre dormiu na cama dele, com excepção das noites em que ele acorda com febre e aparece lá na cama (ou seja, quando ele aparece é certo e sabido que está doente).

    O mais novo já foi diferente. Apanhou o hábito numas férias em que a cama dele era desconfortável. Depois regressamos para a nossa casa e ele lá foi aparecendo noite sim, noite sim. Primeiro um pouco antes do despertador tocar e depois, gradualmente, cada vez mais cedo. Confesso que de inverno custa-me sair da cama para o ir deitar na cama dele e fui deixando (e também acho que cada um deve de dormir na sua cama).

    Até à noite em que eu tinha acabado de adormecer e ele apareceu, mais a sua almofada e as fraldinhas para dormir (uma não bastava... chegavam a ser umas dez...). Nessa noite não o deixei deitar-se e acompanhei-o até à caminha dele. No percurso falei com ele num tom zangado (já tinha explicado várias vezes que ele tinha a caminha dele e que não devia de ir para a cama dos Papás). Foi remédio santo. Agora aparece de vez em quando, normalmente depois de um sonho mau.

    BJs.

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    1. Obrigada pela partilha e talvez um dia destes (quando o piolho regressar ao quarto (deles) use o teu método! Beijinhos

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    2. Não há métodos infalíveis. Pode ser que ele deixe de ir para a vossa cama por iniciativa dele.

      Confesso que apesar de me saber pela vida dormir uma noite seguida sem ninguém a atropelar-me, estranhei nas noites seguintes tanto espaço na cama ehehe.

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Gosto de saber o que as outras vidas têm a dizer sobre isto!