12 de novembro de 2017

Um concerto de arromba com uma companhia muito especial

Ontem fui ao Coliseu ver o concerto do Miguel Araújo. Já andava para o ir ver noutras ocasiões, mas nunca tinha calhado... E ontem o que vi foi um concerto completamente extraordinário, mais de duas horas e meia de actuação, com  João Só, Ana Moura, Ana Bacalhau e António Zambujo como convidados, com a actuação dos tios de Miguel Araújo, que foi quem o inspiraram para a música quando ele era ainda pequeno e ouvia os tios e primos tocaram numa banda de garagem, no rés do chão da casa da avó... Com músicos incríveis em palco, num cenário que ia mudando e acompanhando o crescendo do concerto! Foi uma noite incrível. O concerto superou em muito as minhas expectativas. E a parte mais doce foi a companhia... Levei o meu filho Alexandre, que tem 7 anos, que uma vez já me tinha pedido para ir a um concerto do Miguel Araújo. Fiz-lhe a surpresa e arranjei tudo sem ele saber. Fomos com uma amiga (que também é professora dele) e o filho dela, um ano mais velho que o meu, e a minha cunhada madrinha do Alexandre para um camarote para eles terem noção da dimensão. E foi fantástico, apesar dos lugares serem fraquinhos. O início do concerto foi mais calmo e intimista, com o novo álbum, mas foi sempre em crescendo... Foi mesmo brutal! Um arraso! Adorei cada minuto. O meu filho ali ao início pestanejou, mas depois vibrou e cantou de pé a dançar no final!

Depois desta foto, com todos em palco, já a encerrar o concerto tivemos de ir a pé até ao Conde Redondo, onde tinha deixado o carro porque na minha ingenuidade achei que havia lugares no parque dos restauradores. Não havia. Estava um caos e tivemos de deixar o carro no Conde Redondo. Mas o meu filho aguentou-se bem, super animado, a achar tudo o máximo... e ainda comeu uma taça de cereais, à ceia, já passava da uma e meia da manhã quando chegámos a casa. Mas valeu bem a pena a noitada. Foi muito giro! E o meu filho percebeu que ser o irmão mais velho às vezes é tramado e dá trabalho, mas também tem os seus privilégios. E foi mesmo bom e especial. Deitei-me com o coração a transbordar de felicidade pela música maravilhosa que tinha ouvido e pelo momento que tínhamos vivido de mãe e filho.

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