4 de abril de 2016

Dormir na cama dos pais

Nunca fui adepta dos meus filhos dormirem na nossa cama, nunca usei a nossa cama para os adormecer, nunca promovemos o tão falado co-slepping (podem ler mais sobre o tema aqui, aqui e aqui) e cada filho tem a sua cama e as suas rotinas de adormecer, consoante a idade, claro, mas a nossa cama também nunca lhe esteve interdita e é sempre o porto de abrigo para uma noite de pesadelos, uma noite em que precisam de um mimo extra porque estão adoentados, uma noite em que houve um xixi na cama (deles) ou de manhã cedo, sempre que eles acordam e se querem enroscar connosco... Como em tudo na vida no meio e no equilíbrio é que está a virtude. Quando são recém-nascidos tenho sempre medo de os colocar na minha cama, nem que seja por breves momentos, e de os esborrachar com o meu corpo ou de os sufocar debaixo do nosso edredom e nunca, ou salvo raras excepções comigo bem acordada, os meto na cama. Mas agora que a Francisca já está maior, quase a chegar aos 3 meses, já faz algumas horas de sono connosco na cama. Passo a explicar: Quando a Francisca acorda para mamar o leite da madrugada - que não tem hora certa, mas que geralmente é perto das 5/6 da manha - deito-a na minha cama, mama deitada e ficamos as duas embaladas e ela nem chega a despertar. E o melhor é que depois é raro bolsar. Hoje por acaso quando depois acordou e a vesti para irmos levar os manos à escola bolsou imenso, mas não é costume. Quando a meto na minha cama acendo sempre uma luz led que tenho do Ikea e que é super fraquinha e está apontada para o chão, mas que é suficiente para eu me manter relativamente desperta e para o meu marido saber que a bebé está connosco. E com esta luz os manos também a vêm quando chegam de manhã. E além da luz, faço sempre de maneira a que o edredom não lhe possa tapar a cara. E fazemos isto algumas horas, quase de manhã. Mas sabe muito bem porque eu vou dormitando e despertando olhando para aquela carinha linda, dou-lhe beijinhos e volto a fechar os olhos, numa paz abençoada... 

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