22 de outubro de 2019

O nível de violência nas escolas portuguesas!

Parei para almoçar e liguei a televisão na SIC Notícias no jornal das 14h e fiquei impressionada por ter assistido a três peças seguidas sobre violência nas escolas. Uma era a da agressão do aluno pelo professor no Rainha Dona Leonor, em Lisboa, onde eu andei e onde passei os anos escolares mais felizes da minha vida, outra era em Valença, onde um pai agrediu professora, auxiliar e mais um funcionário, alegando que a filha foi agredida na escola, e que já metia acusações de racismo, e uma terceira notícia de uma escola em Queluz que tem sido palco de enormes cenas de violência e onde os pais pediam mais segurança para os filhos. Fiquei triste com as notícias, a do Rainha Dona Leonor já acompanho desde ontem, porque parece-me que está tudo descontrolado, as crianças em auto gestão nas escolas com falta de vigilantes e funcionários, os professores exaustos e dei por mim a pensar no futuro do nosso país... para onde caminhamos? Sempre houve problemas nas escolas, sempre houve alunos mal educados e desafiadores, mas acho que estamos a atingir níveis de violência/ insultos / falta de respeito atrozes... O que leva um professor a atacar um aluno de 13 anos no primeiro dia de aulas? Não conseguiu respirar fundo e acalmar-se? Não se conseguiu controlar e accionar os meios legais para castigar o aluno que supostamente lhe faltou ao respeito? Ontem muitos defendiam o professor, alegando o cansaço extremo da profissão e a falta de educação dos menores, mas será justificação para se saltar ao pescoço de um aluno? Para mim é inconcebível. Como é inconcebível  que pais agridam professores e funcionários à porta da escola, e como não compreendo como é que que os miúdos não estão seguros na escola... A falta de funcionários é gritante e os miúdos estão mesmo à solta nos intervalos. Até na escola do meu filho mais velho, escola sem problemas de maior e com uma classe de pais relativamente alta, há problemas, agora há escolas com clivagens sociais e económicas muito grandes que deveriam ter ainda maior acompanhamento, mais apoios, mais formação... mas não... Houve alturas em que escola pública era sinónimo de falta de qualidade, problemas e só lá tinha os filhos quem precisava, depois mudou-se, as coisas inverteram-se e há escolas públicas de referência e de excelência, só espero que não se destrua tudo o que foi feito até aqui... 

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