2 de outubro de 2019

E o que temos para contar destes últimos meses?

Fomos de férias, voltámos e estamos a regressar às novas rotinas. É praticamente tudo novo neste ano letivo. Eu estou a trabalhar 100% freelancer  - o que me dá imensa autonomia, projetos giros e diferentes, mas a realidade de não ter um ordenado ao fiz do mês, até aqui eu ia conciliando, agora estou mesmo por minha conta - e a partir das 17h estou em modo Uber Mummy...

Outra mudança foi que este ano temos 3 filhos, 3 escolas! É menos assustador do que parece... O mais velho continua na mesma escola, já no 4º ano... (o primeiro post que aqui escrevi foi dias antes dele completar 1 ano), o filho do meio entrou para o 1º ano do ciclo numa escola ao lado de casa, para onde vai e vem a pé, onde está bem integrado e contente, a aprender a desenhar as letras e a perceber o que é ser crescido! A madame patanisca, a miúda cá de casa tem pela primeira vez um jardim de infância como deve ser! Rompemos todos os preconceitos, aceitámos a opinião de quem sabia e inscrevemo-la no JI público, que pertence ao nosso agrupamento, mas que fica num bairro social. E sabem que mais? Ma-ra-vi-lha! Educadora com garra e brio, um apoio de auxiliares top, uma escola renovada e toda pintada de fresco, salas grandes e cheia de materiais, turmas mistas dos 3 aos 6... e a confirmação de que crianças, são crianças! Se escolheria uma escola primária com cerca de 80% de etnia cigana? Não sei, acho que não. Mas num jardim de infância as crianças são mesmo crianças e eles não se olham como diferentes... e ali é interessante ver tantas etnias misturadas, a conviver, a brincar, a partilhar... Os mais velhos, já percebem as diferenças, diferenças essas que depois colocam entraves. Quando o meu filho de 9 anos foi conhecer a escola nova da mana ficou assustado, não com as crianças, que são fofinhas como todas as crianças, mas com os pais, tão diferentes do que ele está habituado... e ele anda numa escola pública, não somos nada elitista, mas assustou-se com o porte, as tatuagens, a linguagem, a roupa... Agarrou-se ao meu braço com medo de ser assaltado! Eu, menina nascida e criada na Avenida de Roma, já sou representante de turma (com outra mãe, enfermeira) e estou muito à vontade e cheia de vontade de quebrar preconceitos. Adoro este pequeno JI, apenas 4 salas, criado há cerca de 30 anos para fazer a diferença na vida das crianças de um bairro social e tenho a certeza que faz. Porque quem ali está foi escolhido a dedo e sabe a responsabilidade acrescida que tem. E a minha filha foi muito bem recebida, está feliz com a educadora nova, adora as atividades da sala, tem música, ginástica e amiguinhos novos... O mano mais velho já lá voltou e rendeu-se aos trabalhos que viu expostos, ao brilho nos olhos da educadora e da auxiliar da sala, e à ternura das crianças, que são apenas crianças... 



Foi preciso chegar ao 3º filho, várias educadoras pelo caminho, para ter descoberto O Jardim de Infância. Estou tão, mas tão feliz, tão grata... Tenho cada filho em seu sítio, é certo, mas cada um está na escola que é melhor para ele, e isso dá-me tranquilidade e paz. Para mim, ser mãe de 3 filhos é ser mãe de 3 crianças diferentes, com necessidades, gostos e características únicas, e o que é melhor para um pode não servir para o outro. E sempre que posso faço por cada um deles ter o que lhe serve melhor.

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