10 de fevereiro de 2017

E num segundo, recebemos um telefonema que nos deixa sem ar...

... Ia a conduzir para levar os filhotes mais novos à escola quando recebo uma chamada de um número desconhecido e me dizem que o meu marido teve um acidente de mota... Perguntei se ele estava consciente e bem e disseram-me que sim... E que já estava o INEM com ele. Respirei fundo, continuei a conduzir, distraí o Afonso que só perguntava quem era porque íamos em alta voz e deixei-os na escola a disfarçar o medo que sentia... Liguei de volta para o número que me tinha ligado (um senhor fantástico que parou e ajudou o meu marido até ele seguir na ambulância) e pedi mais informações e segui para Santa Maria, com um aperto enorme, sem saber como é que ele estava porque não tínhamos falado... E só descansei quando o vi a sair da ambulância, vivo, e o beijei e vi com os meus próprios olhos que o meu amor estava consciente e vivo, apesar do estado aparatoso, todo imobilizado e cheio de dores ... E só pensava no quanto temos desatinado ultimamente devido ao cansaço, e abraçámo-nos a chorar... E fiquei sempre ao lado dele até ter alta 6 horas depois... Mil exames, raio X, ecos... Não tinha o braço partido, mas fora do sítio e tiveram de lhe colocar o ombro no lugar... Agora é esperar 3 semanas com o gesso e depois ver se é necessário cirurgia, porque fez roturas de ligamentos no cotovelo... Foi um susto gigante... E o monstro que deitou a mota do meu marido ao chão fugiu, deixando-o ferido e imóvel debaixo da mota, sem querer saber se estava vivo ou morto... Quem é que vive bem com a sua consciência depois disto??? Só dou graças por não ter sido pior... Agora é descansar e depois daqui a 3 semanas logo se vê se avança logo para a fisioterapia ou se ainda tem de fazer cirurgia... E a pessoa tem o dia orientado, acha que tem tudo planeado e depois tudo muda... 

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