29 de setembro de 2017

Na escola do filho mais velho não há Associação de Pais...

Na escola do filho mais velho não há Associação de Pais porque ainda está em processo de insolvência a antiga, que era modelo a nível nacional, mas que já não existe há dois anos... Mas há um pai holandês e um pai português que não aceitam que os pais não tenham voz. Estes dois pais organizaram-se e fizeram chegar à direcção todas as questões que os inquietavam, a eles e todos os outros. Não são uma Associação formal e legal, mas atraíram os outros pais, criaram um grupo para discutir tudo o que não está bem na escola. E representam os pais junto da direcção da escola, da direcção do agrupamento, da  Junta de Freguesia (que tutela as auxiliares e o CAF) e do ministério da educação. 

Porque o que não podemos é mandar os miúdos para a escola e achar que o que se passa lá dentro não é problema nosso. E não imaginam o que estes dois pais inicialmente sozinhos conseguiram... Mudanças não só na nossa escola, mas nas outras duas do agrupamento. Trabalham em conjunto com as duas outras Associações de Pais e defendem os interesses dos nossos filhos. Nem sempre as decisões das direcções são as mais acertadas, principalmente quando há mudanças de directrizes e implementações novas, como foi o caso dos 30 minutos a menos de tempo lectivo, mas se os pais se souberem fazer ouvir, com bons argumentos, respeito e bom senso, consegue-se chegar ao diálogo com as direcções. E aí temos uma escola feita de alunos, pais, professores e directores! 

Para facilitar a comunicação entre todos cada turma tem um pai que representa os restantes... O importante é estarmos todos envolvidos e melhorar o que for necessário. Quanto melhor for a escola, quanto mais empenhados estiverem os pais, melhor se sentirão os nossos filhos. E para eles é importante saberem que nós nos interessamos pelas suas questões.

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