21 de fevereiro de 2016

A atenção a cada filho como se fosse filho único (porque, de facto, aos nossos olhos eles são todos únicos e diferentes)

A semana que passou senti que tinha estado pouco tempo com o Afonso. Entre as consultas e ecos da Francisca e o mano ter ficado dois dias em casa com febre senti que tinha estado pouco tempo com o meu pequenino. Então, ontem de manhã fomos comer uma fatia de bolo e um sumo a um dos meus sítios de eleição e depois fomos ao parque. Nada de especial, um programa como fazemos tantas vezes, mas ontem estava mesmo focada no Afonso. A mana acompanhou-nos, mas dormiu sempre (como é hábito), o tempo todo, no carrinho.

 
Ontem depois da história da noite, o mais velho pede para chamar o pai. E depois pediu-nos desculpa por às vezes se portar mal, mas "é para vocês me darem atenção..." Nós explicámos que ele estava a ser injusto e que nós até conseguíamos bons momentos exclusivos com ele, mas que se de facto ele sentia que nós não tinhamos tempo, só tinha que nos dizer. Hoje, num almoço com umas amigas (Parabéns, querida C. foi muito bom e até correu muito bem, dada a quantidade de crianças que tínhamos), uma delas, mãe de 3 meninas, dizia que ontem a filha mais velha, com 6 anos, lhe tinha dito que já não queria ter 4 filhos. "Vou só ter um. Tu não tens tempo para nós as três e só dás mais atenção à mana pequenina."  Mas tal como eu, fez a filha ver que estava a ser injusta e relembrou-lhe as partes maravilhosas de ter irmãos. Doeu-lhe na alma como me doeu a mim ouvi-lo dizer que para ter a nossa atenção tem de ser pela negativa. Claro que a atenção com um único filho é totalmente diferente, mas continuo a acreditar que o melhor que se pode dar a um filho são uns irmãos. E reparem que nenhum deles disse que não queria os irmãos. Eles adoram ter irmãos, gostavam é de ter mais exclusividade. Daí a importância dos programas de filho único. Dizem que os do meio são os filhos que sofrem mais, mas cá em casa e na da minha amiga são os mais velhos que estão a acusar porque os segundos ainda são pequenos e ainda necessitam de algumas ajudas, ao passo que os mais velhos já são completamente autónomos. Mas a verdade é que ainda são pequenos. Têm apenas 6 anos e já comandam uma tropa de irmãos.

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