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Urgências a meio da noite!

Estava a dormir há cerca de uma hora quando acordo com os gritos do filho mais velho. Corro para o quarto dele e ele grita e chora, agarrado à garganta, que não consegue respirar. Que tem qualquer coisa presa. Tosse. Vomita. Grita que engoliu a chucha que não o deixa respirar. Tem falta de ar. O maridão também já está ali. O filho mais velho está em pânico agarrado ao pescoço. O mais novo acorda com os gritos do mais velho. O pai adormece de novo o mais novo, eu levo o mais velho para o meu quarto. Ele continua a dizer que não consegue respirar. Aclamo-o, deito-o, ele parece mais tranquilo, mas está com uma respiração assutadora. Estamos ali uma hora com ele deitado no meio de nós. Queixa-se que respira mal. Diz que quer ar. Visto-me e visto-o e saímos para a noite fria. Chove muito. Mal saímos do prédio e assim que ele recebe o ar frio da noite começa a respirar melhor. Mesmo assim seguimos para a Estefânia. Somos atendidos rapidamente e é-lhe diagnosticada uma laringite, que lhe obstruiu as vias respiratórias. Nada de muito grave nem um ataque de asma, como chegámos a suspeitar. Ele tem uma componente alérgica muito forte e ultimamente anda sempre rouco, ainda ontem a professora de piano comentou isso. Hoje ficou em casa de molho, com o pai, que eu não podia mesmo faltar ao trabalho. Vamos ver como é que ele passa o dia e a noite. Com o frio, a chuva e a humidade chegam também toda a espécie de problemas respiratórios lá a casa.

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