26 de julho de 2013

Dia dos Avós

Tenho de dar muitas graças pelos meus avós maternos. (Os paternos, infelizmente, partiram muito cedo e não me recordo deles). A minha super querida avó ainda está entre nós, com a sua vida, sabedoria, amor e alegria, mas algo morreu dentro dela quando perdeu o meu avô, há precisamente 6 meses atrás depois de 66 anos de casados. (fariam amanhã 67 anos). Ainda agora lhe liguei a dar um grande beijo. Tínhamos falado hoje, mas eu não me lembrei do dia dos avós e resolvi ligar a dar mais um beijo e agradecer a maravilhosa avó que tem sido. 90 anos de vida. Uma mulher extraordinária e fora do comum. Muito inteligente, sensata e uma mulher de grande fé. Uma matriarca. O meu avô, o meu querido avô Zé, foi das melhores coisas que a vida me deu. Tão doce comigo, tão meu amigo... Custou-me vê-lo adoecer e ir partindo aos poucos. Faz hoje seis meses que foi a enterrar... Não tinha muito dinheiro, mas sempre que eu lá ia a casa quando era miúda tinha sempre uma nota escondida para me dar utilizando desculpas diferentes consoante a fase da minha vida (para o lanche, para o cinema, para a gasolina...). Contou-me muitas histórias quando eu era pequena e despedia-se sempre de mim com lágrimas. Era um avô piegas e de lágrima fácil. O meu querido avô. Tantas e tão boas memórias. E tantas lágrimas de saudade... 

1 comentário:

  1. Que lindo... O seu avô deveria ser muito boa pessoa! Infelizmente, a vida é assim...

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Gosto de saber o que as outras vidas têm a dizer sobre isto!