18 de janeiro de 2018

No TPC do fim de semana passado

O meu filho mais velho tinha de escolher uma profissão. Escolheu ser youtuber.



Depois de escolhida a profissão ele tinha de preencher um quadro: onde realizas a tua profissão? O que fazes no teu dia a dia? Quais são as tuas funções? E aqui é que ele se atrapalhou. Não sabia muito bem. Dizia que queria pôr música... Então, eu perguntei se ele queria ser músico. E ele, que nunca viu nenhum canal de nenhum youtuber, ficou um bocado atrapalhado... Lá dizia que trabalhavam numa casa a pôr vídeos... e eu disse-lhe que talvez fosse bom escolher uma profissão que conhecesse. Poderia ter ido com ele ver vídeos de youtubers, poderia ter ido pesquisar, podia tê-lo deslumbrado com esta nova profissão... mas não o fiz. Antes futebolista, que foi a profissão que ele escolheu depois.

Mas, de facto, todos os miúdos do momento querem ser youtubers, alguns sem nunca ter visto o trabalho dos youtubers... Já percebi que ganham mais do que eu e que soa a dinheiro fácil... Aqui está uma reportagem do DN, continuação do que coloquei em cima, que explica este fenómeno e que mostra os vários pontos de vista. Vale a pena ler. Não adianta enfiarmos a cabeça na areia, proibir ou fingir que não existe, os nossos filhos são de uma geração totalmente diferente da nossa e cabe-nos a nós acompanhar, orientar, explicar, guiar e não proibir e sermos uns velhos do Restelo... E talvez tenha sido isso que eu fui, mas a mim incomodou-me um bocado ele querer ser uma coisa que nem sabe o que é. Mas será que eles sabem o que é que faz um astronauta? 

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