16 de janeiro de 2020

Ao agrupamento, professores e muitos pais da escola do meu filho mais velho...

Por favor, leiam o que diz o Professor Carlos Neto, Investigador da Faculdade de Motricidade Humana neste artigo e neste  e neste  e deixem as crianças brincar. Eu já nem digo em subir às árvores porque seria impensável, mas deixarem-nos jogar à bola... com bolas de futebol! Estranho, não é? Não. Na escola do meu filho mais velho, onde ele está no 4º ano, o campo de futebol tem um horário e cada turma só pode jogar nesse pequeno horário. Fora disso, é proibido futebol. E dentro do horário só com bolas de esponja porque com bolas de futebol os miúdos magoam-se e magoam outros. Há lá terra, uma pseudo horta, mas os miúdos não podem lá ir porque se sujam e sujam a escola. Há umas árvores, mas os miúdos não podem subir porque podem cair. Há uma aranha, mas esta vedada porque duas miúdas caíram e apesar de termos conseguido que a mesma fosse alvo de peritagem, estando em boas conduções, foi proibido, para evitar acidentes. No outro dia cheguei à escola e veio a auxiliar desnorteada ter comigo: o seu filho subiu ao pau da bandeira (que não tem bandeira) até lá a cima. Ao que o meu filho respondeu: eu sei subir e nós temos que nos entreter com alguma coisa! Estou cansada desta escola, supostamente uma super escola, grande, renovada na época do Parque Escolar, mas onde as crianças são castradas e impedidas de brincar livremente, sempre com medo que se magoem, os pais se chateiem e surjam processos e burocracias. Ah, e a biblioteca? esse fantástico sítio onde eles não se magoam - a não ser que decidam atirar os livros à cabeça uns dos outros. Essa está fechada e só abre uma manhã por semana porque a professora bibliotecária tem de correr todas as escolas do agrupamento. É isto. 

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