7 de julho de 2018

Amor da mãe

Estava eu aqui a aproveitar a sesta da Kika para acabar um trabalho, quando chega o Afonso, pé ante pé, ao pé de mim: ó mãe, queres ir comigo depois passear um bocadinho à rua?! Abracei-o e disse logo que sim, que convite irrecusável. Ele que acabasse de ver o filme (não é ideal, eu sei, mas tenho recorrido a uns filmes fixes para poder avançar trabalho, e depois do almoço o meu marido escolheu um filme para verem) que assim que a mana acordar vamos passear! Haviam de ver a alegria! Não é fácil gerir trabalho de freelancer, aproveitar uma boa fase profissional, cheia de trabalho e desafios importantes, com a atenção que os meus filhos precisam. Eu faço o meu melhor, desdobro-me o melhor que consigo, tento trabalhar muito à noite para ter tempo bom para eles, mas o dia não estica... Sinto que lhes ensino o valor do trabalho, a sorte de fazer um trabalho que gosto, para o qual estudei, me preparei, me especializei, que  o meu caso há alturas de menos trabalho, há alturas com muito trabalho, como também pode haver alturas sem trabalho... e temos de equilibrar. E eu tento dar-lhes o meu melhor.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Gosto de saber o que as outras vidas têm a dizer sobre isto!