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Neste Natal, vamos tentar ser ainda mais solidários.

Vai ser um Natal diferente, prevejo algumas discussões - na minha família materna já começaram - sobre as festividades porque nem todos pensam da mesma maneira. Não têm de. Mas têm de respeitar a opinião dos outros. Nós decidimos que não vamos fazer refeições na família alargada, não queremos correr riscos nem ser a causa de infetar, por exemplo, a minha avó que tem 98 anos. Somos os únicos a pensar assim. Vamos assumir que é um Natal diferente, mas deixemos que o espírito de partilha se mantenha ou seja mais forte. Há inúmeras campanhas de solidariedade a decorrer. Há diversas associações que precisam de ajuda para poderem ajudar famílias necessitadas. Vamos manter a luz do Natal naquilo que realmente interessa. 

Para quem quiser, ajudar, ficam duas sugestões:

"A Conferência de São Vicente de Paulo, de Carnide, com sede na Igreja da Luz, há muito que dá apoio a múltiplas famílias da freguesia e das zonas envolventes, seja através da entrega regular de bens de primeira necessidade, seja através da ajuda financeira para contas de farmácia e/ou outras despesas urgentes. Toda a ação social resulta das ofertas feitas à Conferência Vicentina. Este ano, e dadas as circunstâncias que todos atravessamos, o apoio solidário está comprometido pois, infelizmente, não tem havido donativos em dinheiro ou em bens alimentares que permitam auxiliar as famílias mais carenciadas.

Necessitamos de alimentos enlatados, massas, arroz, farinha, açúcar, bolachas, cereais, azeite e óleo, leite, etc.
Pedíamos ainda, e de modo a poder fazer-se pequenos cabazes de Natal, bacalhau (uma ou duas postas por pessoa), broas, frutas cristalizadas, chocolates e outras guloseimas de Natal.


Brinquedos ou livros infantis também serão muito bem vindos.

Os donativos podem ser entregues  na Igreja da Luz,  Rua Da Fonte, nº2, 1600-458, sede da Conferência de São Vicente de Paulo, de Carnide. De terça a sexta das 10h30 às 13h e das 15 às 19h."

A minha querida avó é Vicentina, apesar de agora, para sua grande pena, já não fazer parte ativa das atividades devido aos seus 98 anos, mas eu lembro-me com muito carinho e ternura dos fins de semana que antecediam o Natal de estar com ela, na venda da igreja, a fazer embrulhos e a ajudar nas vendas. Sentia-me tão crescida. Passava ali todo o fim de semana, devia ter uns 6, 7, 8, 9, 10, 11 anos, e era tão bom estar ali. Havia sempre chá e bolos. A minha avó era adorada e respeitada por todos e eu era a neta mais velha. 💕

Uma outra sugestão, para Moçambique, que também precisa de toda a ajuda possível, se bem que o problema que eles têm neste momento não se resolva com donativos, sempre podemos alegrar a vida dos mais pequenos.


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