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Pode ser sempre pior

Pior do que começar o dia na segurança social é começar o dia a discutir a regulação do poder paternal.

Enquanto esperava a minha vez na segurança social fui beber um cafezinho à Mexicana, pastelaria que me recorda a infância e adolescência e, além de mim, nesta manhã gelada de Janeiro só um casal a discutir o destino dos filhos pequenos. O ambiente era tenso, a discussão acesa e não se entendiam e eu dei por mim a pensar que há piores maneiras de começar o dia do que com 50 pessoas à frente na segurança social.

Não sei se este casal chegou a algum entendimento em relação à guarda partilhada, mas eu tive de me vir embora sem ser atendida ou ao jantar ainda lá estava. Em duas horas atenderam 9 pessoas e como a minha senha tinha o número 50, limitei-me a entregar uma reclamação contra a dívida que me cobram e não consegui mais nenhum esclarecimento.

Venham as senhas da segurança social e outras chatices do dia a dia, mas espero que nunca me tenha de sentar a decidir o destino do meu filho porque eu e o meu marido já não nos amamos e vamos seguir cada um com a nossa vida.

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