
Nasci numa família muito pequena, sem primos da minha idade, e sempre sonhei ter uma família grande e unida... mesas cheias de gente, natais com muitas crianças, muita confusão.... Hoje em dia quando passo férias com os meus filhos e muitos sobrinhos já peço um pouco menos de confusão, mas a vida deu-me uma família grande e barulhenta, com costela espanhola! Cá em casa somos cinco e somos tudo uns para os outros. Somos perfeitos em todas as nossas imperfeições. Há barulho de birras e barulho de gargalhadas. Há sempre colo e mimo. Os manos abraçam-se e bulham na mesma proporção, mas adoram-se. Nunca me hei-de esquecer quando a Kika nasceu o Afonso dizer, ainda com 2 anos: "era mesmo esta mana que eu queria!". Eu endoideço diariamente, mas deito-os todas as noites com histórias e beijos. Tapo-os antes de ir dormir e agradeço pelos filhos que tenho, e também pelas horas paz e sossego que a casa vive com eles a dormir:-) Temos álbuns de fotografia para que eles recordem todos os momentos que a memória não vai consegue guardar... E para não nos dizerem: nunca lá fomos, nunca nos levaram... temos provas das milhentas horas de parques infantis, de praia, de passeios, de festas de família, de férias, de dias comuns a aproveitar um final de tarde... Além deste núcleo duro dos cinco, há uma bisavó, duas avós, muitos tios e tias, primos e primas. Uns mais próximos no dia a dia, mais dedicados, mais presentes, outros mais distantes, mas queridos e especiais e outros menos, é mesmo assim... mas no final estamos muito bem rodeados, e algumas ausências são compensadas por outras presenças muito fortes. Adoro a nossa família e adoro sentir que os meus filhos têm uma grande noção de família e do amor e diversidade que a família traz. Se há coisas que gostava que fossem diferentes na minha família de origem? Claro que sim. E tento mudá-las e fazer diferente em casa, com os meus filhos. Tenho pena que o meu pai, o meu sogro e o meu avô Zé não estejam cá para aproveitar os meus filhos, mas essa é daquelas coisas que não podemos mudar, podemos apenas manter a memória em histórias que lhes contamos sobre quem já partiu e deixou saudade.
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Gosto de saber o que as outras vidas têm a dizer sobre isto!