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O meu Amor Grande

Ontem fui buscar o filhote grande à escola depois de ter estado com o coração apertado durante o dia. Será que depois ele tinha ficado bem? Teria brincado com os meninos que na véspera já chamava de amigos? Teria sentido-se sozinho? Teria almoçado bem? Quando o fui buscar apertei-o e perguntei como tinha corrido e ele disse que tinha corrido bem. Parecia satisfeito. Fui com ele ao nosso sítio de eleição, mesmo ao lado, lanchar. (Eu só bebi um café que já perdi peso e assim quero continuar) Quando lhe disse que tinha estado com o coração apertado durante o dia ele disse: Não precisas de ficar preocupada, de manhã custa um bocadinho, mas uns minutos depois eu fico bem. E abraçou-me. E eu senti uma alegria e um orgulho neste meu filho, que acabava de me consolar e tranquilizar. E continua: E encontrei logo o João e o Diogo que estavam lá ao fundo... E lá ficámos nós os dois ali na conversa, com ele feliz a falar, enquanto a Francisca se consolava com as bolachas Maria que tinham sobrado do lanche do mano... E introduzimos o ritual de, de vez em quando, termos este lanchinho só nosso... E ele adorou. Mais tarde, no carro, já com o mano lá, perguntou: mãe, a nossa tarde não é para contar, pois não? E eu disse que não. Que era um momento só nosso. Terei outros momentos só com o Afonso e com a pequenina, mas neste momento este meu filho grande precisa de alguma exclusividade até porque tenho consciência, e ele também, que muitas vezes ele é o último a quem eu atendo, porque é o mais velho e sabe e pode esperar... Mas o tempo que tivemos ontem, e não foi muito, foi muito bom e ele sentiu-se especial... e falou da escola nova, do que tinha acontecido, das brincadeiras, do almoço, combinámos os lanches da manhã que são uma novidade para nós e vão de casa, e que serão também um mimo da mãe que ele vai abrir!

Comentários

  1. Está mesmo crescido! E, com o passar dos dias, vai correr cada vez melhor! Beijinhos

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Gosto de saber o que as outras vidas têm a dizer sobre isto!

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