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O meu filho Afonso

Por ter sido o segundo é o bebé da casa durante 2 anos e meio houve sempre uma tendência para o achar mais bebé, mas a verdade é que por ter um irmão mais velho, por ter um exemplo e um ídolo acaba por estar a fazer as coisas mais cedo do que o irmão fez! Não há dúvida que eles ficam mais despachados e desempoeirados! Acabei de o deixar em casa de uma amiga da escola para passar a manhã a brincar e almoçar. E no regresso a casa, sozinha no carro, dei por a pensar que o irmão só foi a casa de um amigo já perto dos 5 anos! É engraçada esta dinâmica familiar, o desbravar terreno dos mais velhos que inspiram os mais novos que não querem ficar para trás e se esforçam para fazer tudo o que os irmãos fazem! Olho para o meu Afonso e ele está tão crescido, mas na verdade só tem 3 aninhos... Estava tão feliz hoje quando o deixei na amiga. Geralmente é o mano que tem vários programas por fim de semana e hoje era ele!! E não ia de mãos a abanar. Ontem fizemos juntos um salame de chocolate, receita perfeita para fazer com as crianças, e ele estava radiante por estar a fazer um programa só comigo! É preciso dar exclusividade a cada um dos nossos filhos, porque na verdade cada um deles é único e merece mimo e atenção individual. Quando a Francisca nasceu o Afonso retrocedeu bastante, não tanto ao nível de ciúmes, mas comportamental: teve vários episódios de xixi na cama, quando já tinha largado as fraldas no verão passado, vinha para a nossa cama a meio da noite, queria a chucha a toda hora... Desvalorizámos sempre, nunca ralhámos por fazer xixi, dissemos sempre: não faz mal. Demos mimo e colo. E, de repente, de há uns dois meses para cá deu um salto brutal de desenvolvimento cognitivo ao nível da linguagem, voltou a dormir a noite toda sem acidentes, ficou muito mais sociável, deixou a chucha e também o óó... É como se ele tivesse tido necessidade de dar um passo atrás para agora conseguir dar dois para a frente! Bastou respeitar o tempo dele, as necessidades dele e com amor e colo tudo se resolveu! Houve uns dias mais complicados, em que eu o sentia angustiado e nervoso, desajustado, muito mau leve, sem saber gerir as suas emoções, em que ainda pensei levá-lo ao pediatra, mas depois pensei: vou-lhe dar tempo, colo, mimo, programas de filho único e vamos ver até quando dura esta fase e se se resolve por si... E assim fizemos. E hoje em dia está uma criança feliz, divertida, encantadora, crescida e super equilibrada na vivência entre os irmãos, connosco e na escola! E nada me deixe de coração mais cheio e feliz do que sentir os meus filhos bem.

Comentários

  1. Sem dúvida, são todos diferentes e todos eles precisam tanto de nós e de se sentirem especiais.

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  2. Sem dúvida que cada um tem de crescer ao seu ritmo, e de nada adianta tentar acelerar o processo, normalmente só os prejudicamos.

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