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O sentimento de culpa da mãe

Hoje custou-me ir buscá-los às cinco e vir deixá-los a casa para ir para a ginástica pré parto. Pensei:  estiveram o dia todo sem a mãe e agora mal os vou buscar, já os estou a deixar em casa. Mas eles ficaram lindamente e eu fui, que me sabe muito bem e faz-me bem às costas. E, afinal, não demoro mais de 1 hora e um quarto entre ir, ginasticar e voltar. A aula foi óptima, como sempre, e venho de lá sempre bem disposta e a sentir-me bem. E quando cheguei a casa fui recebida com os melhores abraços do mundo. Tinham lanchado, estavam muito bem cheirosos e lavadinhos de banho tomado e pijama vestido. Estavam os dois a fazer construções de Lego. Juntei-me a eles. Brincámos e passado pouco tempo chegou o pai, que se juntou à nossa brincadeira e nos ajudou a concluir o jardim zoológico. E ainda jantámos, brincámos mais e terminámos o dia com a nossa história da noite. E eu percebi que não tinha motivos para sentir culpas ou remorsos. Eu também preciso do meu tempo, e a minha ginástica pré parto é essencial. Como trabalho o dia todo só consigo ir ao final do dia, mas eles ficam bem. Felizmente tenho apoio em casa ao final da tarde, eles adoram a nossa empregada que já é parte da família - ainda no outro fim de semana nos convidou para irmos almoçar a casa dela para conhecer o marido e os filhos e para comer cachopa - e, além disso, eles portam-se lindamente quando estão sozinhos com ela. Não há birras para ir para o banho, não há zangas nem bulhas... Quando eu estou em casa sou sempre eu que lhes faço tudo, nem deixam que ninguém se aproxime par dar banhos ou ajudar com os pijamas, mas estas duas folgas semanais permitem-me cuidar de mim e eles ficam cheiros de saudades minhas... O que também é muito bom!! 

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