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Mãe babada

O ano lectivo está a terminar e eu emociono-me nas reuniões de pais a ver os filmes que retratam os últimos meses, os filmes onde estão retratadas as conquistas, o crescimento e os momentos mais marcantes deste ano lectivo que passou. Gosto de receber a pasta maravilhosamente bem feita e sempre original com os trabalhos efectuados ao longo do ano. Gosto de escolher os desenhos que vão ganhar destaque emoldurados numa parede cá de casa. Gosto de ler a "avaliação" que as educadoras fazem. Comovi-me quando a educadora do mais velho utilizou a palavra "cortesia" para se referir ao mais velho ao mesmo tempo que ressaltou as observações divertidas e com graça que ele faz. Gostei de (re) constatar que as educadoras conhecem bem os meus filhos. Gostei de perceber nas palavras delas que os valores e princípios que lhes transmitimos em casa vão com eles, no dia a dia, mesmo quando parece que o que lhes dizemos entra a 100 e sai a 1000. Gostei de sentir que eles estão muito bem. Que crescem de forma equilibrada. Que ganham competências socais, físicas e cognitivas e que, acima de tudo, são crianças muito felizes. Tanto é que eles não se cansam de ver e rever os filmes que as educadoras nos mostraram e também partilharam connosco. E o mais velho, babado ao ver o vídeo do mano, onde é notório o desenvolvimento e crescimento dele, a passagem de bebé a menino, a certa altura diz: Como ele cresceu! Passa depressa! Eu e o meu marido desatámos a rir e ele remata: e eu também cresci!

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