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Coração de mãe

Estou com um enorme nervoso miudinho. Acabei de receber um telefonema para começar a trabalhar a full time. Aceitei, sem hesitar porque é um projecto que me agrada bastante com uma amiga/ colega de quem gosto muito e porque não podia dizer que não, porque faz-me falta trabalhar e há portas que não se podem fechar. Mas se por um lado me agrada a ideia de voltar a trabalhar todos os dias, por outro, o meu coração de mãe está apertado, apertadinho. O Afonso vai ter de regressar ao berçário, tem indicação médica para isso, e eu vou passar a ver os meus filhotes pouquinho tempo por dia. Muito pouco. E estou aqui com o coração mesmo apertado. O Afonso, habituado a estar comigo o dia todo, a ter as rotinas dele certinhas e calminhas, vai passar 8 horas por dia na creche. Ele fica lá bem, eu sei, mas mesmo assim. O meu bebé janta sempre às 6 e meia, hora em que já não aguenta mais. Como é que eu vou conseguir ir buscá-lo e deitá-lo à hora a que ele está habituado? E o meu amor mais velho, que está habituado a ter a mãe a ir buscá-lo cedinho todos os dias para irmos brincar ao parque? Tantas dúvidas... Tanta angústia. E o meu marido longe sem me poder dar a força que eu preciso. Desde que fui mãe que as minhas prioridades mudaram completamente e que eu estou completamente focada nos meus filhos e nas suas necessidades. Se vos disser que me apetece chorar? Pode parecer parvo, eu sei. É fantástico ter surgido uma oportunidade, mas eu estava a ter a oportunidade de ser a mãe que os meus pequeninos precisam. Uma mãe completamente disponível, uma mãe que leva e vai buscar à escola, uma mãe que vai ver a aula de natação, uma mãe que pode ficar com eles quando estão doentes ou quando o mimo fala mais alto e ficamos todos em casa. Estou com o coração mesmo apertado. Mesmo, mesmo. 

Comentários

  1. imagino que sim, por um lado um trabalho novo é sempre aliciante mas custa voltar ao activo.
    Eu decidi que não volto a trabalhar tão cedo, também gosto de estar disponível para as minhas filhas, levei tantos anos para as ter comigo que enquanto estiver realizada no papel de mãe não volto a trabalhar. desejo a maior sorte e muita força.
    um beijinho

    Maggie

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  2. Eu não passei por isso, mas tendo em conta o que custa após a licença, recomeçar a trabalhar depois de 4 ou 5 meses só dedicada a um bebé e, pior, ir deixá-lo na creche... imagino o que estarás a sentir. Mas também acredito e sei que será complicada a adaptação mas logo se torna uma rotina e vão com certeza encontrar um equilíbrio. Muita força e boa sorte no novo projecto!! ;)
    Um beijinho*

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    Respostas
    1. Obrigada Bi. Um beijinho

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    2. olá...custa muito voltar a trabalhar com uma...imagino com 2!
      eu tive uma vez uma amiga que me disse...é muito bom ser mãe...adoro ser mãe, mas também gosto de ser mulher e profissional...daqui a uns anos os meus filhos seguem o seu caminho...e eu como fico....deixo de ser mulher e profissional? onde fico eu...
      acho que é muito importante não nos esquecermos de nós, porque se nós não estivermos bem, eles também não estão!
      bjs e força

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    3. É verdade, eu sei, mas custa saber que os vou ver tão pouco tempo durante o dia, que vou chegar ao final do dia exausta e que as nossas semanas vão passar a correr, sem tempo para aqueles mimos e programas especiais. É que está fase deles passa tão depressa que custa não estar tão presente. Bjs e obrigada pelo comentário

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