4 de março de 2015

Birra de mãe

Dormi mal - acabei a dormir na cama do mais velho com o mais pequeno, cheia de calor e ansiosa com uma questão de trabalho. Resultado: acordei impossível e descarreguei nos meus filhos o mau humor matinal. Caí em mim, quando o mais velho me diz: eu estava a dar o meu melhor (lavar cara e dentes sozinhos) e tu ralhaste comigo. Apeteceu esbofetear-me! Tinha sido a mãe que não quero ser. Ainda fui a tempo de pedir desculpa, de explicar porque é que estava nervosa e stressada (e a querer chegar mais cedo ao trabalho) e de darmos muitos beijos e abraços. Mas a sensação de culpa não desapareceu. Sinto o peito pesado porque sei que não fui a mãe que os meus filhotes merecem.

3 de março de 2015

"Pequenos Ditadores"

Não é isto que quero para a minha família. E é assustador o número cada vez maior de crianças que crescem sem regras, sem limites, sem balizas... Que tipo de adultos serão eles? O meu pai dizia sempre que dizer sim é fácil, difícil é dizer que não. Mas educar é tudo menos fácil... O meu pai dizia ainda que preferia que chorássemos nós (por causa do não tão difícil de ouvir) do que ele (por não nos estar a educar e por estar a deixar-nos agir de forma errada). É pena que a vida louca em que a nossa sociedade viva faça com que se estejam a criar pequenos ditadores, crianças que mandam em tudo e em todos e que irão ser adultos infelizes e frustrados... Porque todos nós temos de lidar com os nãos que vamos recebendo ao longo da vida, e é bom que os pais ensinem aos filhos que há limites e regras e que é isso mesmo que transmite segurança. E para haver regras e limites não é necessário haver uma eduação autoritária e antiquada. Muito pelo contrário, seguindo as palavras da Mum's The Boss, para a parentalidade positiva, percebemos rapidamente que é pela cooperação, pelo vínculo e pelos afectos que melhor conseguimos educar os nossos filhos.

Para as grávidas e mães de recém-nascidos.

Leitura obrigatória: "Sabia que os bebés têm botão de desligar?" Gostei imenso de tudo o que li e concordo com tudo ou quase tudo. Em relação aos bebés andarem sempre junto a nós é absolutamente verdade. Com o meu filho mais velho não me adaptei bem ao sling e ele foi um recém-nascido mais chorão, muito por culpa desta mãe de primeira viagem. O meu segundo filho "viveu" no sling, pendurado em mim, os primeiros 6 meses da vida dele (eu precisava das mãos livres, precisava de liberdade de movimentos para ir buscar o mais velho, para ir ao parque infantil e ao supermercado, para irmos para a praia, para subirmos ao terceiro andar sem elevador da casa antiga, para jogar matraquilhos à noite, em Monte Gordo, com o mais velho…) e a verdade é que este filhote raramente chorava e dormia o dia todo... E quando estava mais chorão ou incomodado, lá ia ele para o sling e a paz voltava a reinar.

2 de março de 2015

A falta de civismo de alguns condutores

Desde que o meu filho mais velho recebeu a bicicleta nova que sempre que pode anda de bicicleta nas nossas voltas diárias aqui perto de casa. Ele anda sempre com cuidado e atenção aos peões, às saídas das garagens e nunca se afasta. É super responsável e cuidadoso. Onde temos mais cuidado é a atravessar a estrada, nas passadeiras. Hoje ao fim do dia fomos ao parque e dar umas voltas que eu precisava e ao atravessar-mos uma passadeira, com todo o cuidado e comigo fazendo sinais aos carros, houve um taxista e um outro senhor, ou direi selvagem, que nos ignorou! Ignoraram uma mãe com um carrinho de bebé e uma criança pequena de bicicleta a atravessarem a estrada, numa passadeira, com cuidado. O taxista ainda fez um pedido de desculpas (de mau pagador com a mão) mas o outro senhor foi em frente. Aproveitei a situação para, mais uma vez, alertar o meu filho mais velho para os perigos de andar na estrada, de atravessarmos ruas, dos cuidados que temos de ter mesmo estando numa passadeira, dos condutores que não respeitam nada nem ninguém e de como temos de ser nós a ter cuidados redobrados. 

Orgulho de mãe

Fui buscar os miúdos à escola. Tinha sido um dia especial porque um dos melhores amigos do mais velho fazia anos hoje e tiveram uma festa. Na festa, que decorreu na escola, além de uma caça ao tesouro tiveram também bolo e guloseimas. Quando cheguei ao recreio para o levar para casa, ele conta-me da festa, entusiasmado, e pede-me as mini smarties que estavam no bolso do casaco. Eu dou-lhe as smarties, o mano pede uma e ele dá, junta-se mais um bocadinho aos amigos em jeito de despedida e depois dá um beijo a uma auxiliar de outra sala, que lhe crava um smarties, um pouco na brincadeira. Ele dá sem hesitar e ela aproxima- se da auxiliar da sala do meu filho e diz: pedi a pensar que ele não me dava, mas deu. E responde a querida Z.: claro que deu. O A. é um menino que partilha sempre com toda a gente tudo o que tem. E eu fiquei tão orgulhosa. É bom saber que eles interiorizam os valores que lhes queremos passar para que sejam boas pessoas, bons amigos e bons meninos e futuramente bons homens... Quando ele regressou para junto de mim, abracei-o e contei-lhe o orgulho que estava a sentir e porquê. Foi tão bom!! Eles saltam e pulam e parece que o que lhes dizemos entra por um ouvido e sai por outro, mas não é verdade... Ficá-la tudo. E eu noto que este meu filho está mesmo a dar um grande salto. Hoje voltou a tomar banho sozinho, a vestir- se e a secar o cabelo sozinho. Demora o seu tempo, mas faz tudo direitinho e a sentir-se muito crescido e importante. É bom ajudá-los a crescer.

Este Março...


Março vai ser um mês muito importante. 


Em Março tenho uma consulta que vai determinar e condicionar a minha vida e a da minha família. A decisão do terceiro filho vai ter de ser tomada este mês, em Março. É um agora ou nunca! Como sabe quem por aqui passa eu tenho endometriose, e apesar de ter sido novamente operada há 3 meses com grande sucesso, e de me terem sido retirados todos os focos de endometriose, esta é uma doença que não tem cura e mais cedo ou mais tarde vai voltar… Se eu quiser engravidar novamente tem de ser agora, quando está tudo limpinho e preparado para uma gravidez. Vamos ver como corre a consulta. Em princípio, teremos luz verde para largar a pílula – que faço em contínuo, e sem interrupções por causa da endometriose até nova cirurgia para me remover tudo e provocar menopausa precoce – e para começar nos treinos para uma nova gravidez. Eu quero muito ter mais um filho, como puderam ler aqui e em tantos outros posts deste blogue, mas sei que o meu marido tem alguns receios – a instabilidade dos trabalhos, a instabilidade do país, a nossa sanidade mental, a logística, as despesas… - e que por ele, se fechássemos a loja agora, ficávamos bem e com um família muito feliz e completa, mas eu tenho este bichinho do terceiro filho… E ele também não diz que não a aumentarmos a família, até porque gostava muito de ter uma menina! Ai, Março, Março… E nasce também uma afilhada minha! Estou rodeada de bebés por todos os lados!

Desafio Berra-me Baixo#18



Foi mais difícil deixar de berrar do que deixar de fumar, mas finalmente parece que é algo que já faz parte da nossa vida, da nossa rotina. Pedi ajuda ao mais velho para ele colaborar comigo e com o pai. Expliquei que se ele estiver sempre a desobedecer andamos sempre a ralhar, a zangar-nos, a dar castigos… Mesmo sem gritos. Falei-lhe com o coração sobre os nossos dias, do pouco tempo que estamos juntos, e de como está nas nossas mão que esse tempo seja de alegria e brincadeiras e não de discussões. Ele que anda sempre a pedir um mano ouviu que se se portar bem e for obediente é mais fácil pensarmos em ter o terceiro filho, que tanto desejamos. Falei-lhe como as birras são desgastantes e cansativas, mostrei-lhe como o comportamento dele influencia o irmão mais novo que o imita em tudo… Fi-lo pensar um bocadinho, pôr-se no meu lugar e do pai e perceber que somos uma família, que temos de nos ajudar, que temos de colaborar uns com os outros. Não queres uma mãe sempre aos gritos e zangada, pois não? Gostas que a mãe aceda aos teus pedidos, não gostas? Então, acede também aos meus. Parece que todos nós tomámos mais consciência dos nossos actos e dos nossos comportamentos. Eu e o pai somos mais pacientes, mas eles - acima de tudo o mais velho que o mais pequeno vai por arrasto - estão a colaborar. Claro que as manhãs costumam ser o momento mais crítico, mas mesmo assim já conseguimos sair de casa sem discussões. 


Mesmo quando estamos 5 minutos atrasados, tento não stressar porque não vai adiantar de nada a não ser ficarmos ainda mais stressados.

O meu relógio biológico não se desliga!!!


O meu Afonsinho no primeiro dia de vida

No sábado à noite eu e o meu marido fomos jantar fora e na mesa atrás de nós havia um grupo a jantar. E no grupo havia alguns bebés, incluindo um recém-nascido. E toda eu me derretia... Eu brincava que tinha sido o destino a levar-nos a jantar a uma convenção de recém-nascidos, mas a verdade é que eu fiquei completamente vidrada naqueles seres pequeninos... Que saudades dos meus filhos daquele tamanhinho, que saudades daqueles momentos só nossos, das 24 horas por dia juntos, dos barulhinhos que só eles fazem, de dar de mamar... O meu marido assume que se encanta mais quando eles começam a crescer um pouco mais e a interagir, e eu até compreendo. Acho que quando eles são recém-nascidos a relação com a mãe é mais intensa, é mais carnal. O meu marido é um super paizão desde o dia 1, faz tudo aos miúdos, acorda de noite, dá banhos, muda fraldas, faz tudo, tudo, mas não dá de mamar, e esse momento é muito especial e muito físico e cria uma relação muito forte entre a mãe e os filhos...  Esta é a minha opinião pessoal. Falo por mim que adorei dar de mamar e que achava sempre um momento muito nosso, intenso e especial. E ver um recém-nascido faz aumentar a minha vontade de voltar a ser mãe. Quero muito ter um recém-nascido nos braços, quero muito ter mas um filho, dar mais um irmãos aos meus dois filhotes e aumentar a nossa família!

13 semanas sem fumar!

E já cá cantam 13 semanas sem fumar. Está a correr muito bem!! É só continuar!


1 de março de 2015

Sábado à noite

Ontem a noite foi nossa! Continuamos determinados a ter momentos só para nós todas as semanas ou de quinze em quinze dias. Fomos jantar fora e depois fomos ao cinema. O filme escolhido foi o Birdman, mas aqui a je adormeceu uns minutos antes do intervalo, ainda dei pelo intervalo, mas nem consegui despertar... Só acordei mesmo, ensonada, quando o filme acabou. Nem o estridente som da bateria na banda sonora incomodou o meu sono profundo. Ficou-me a faltar ver metade do filme. Fica para outro dia... já em casa, no sofá, que sempre é mais económico.


Manhã feliz

Começámos com uma peça de teatro infantil - Bobi, o Cão Salsicha. Ao princípio, o meu filho mais velho não estava a achar grande graça. A peça é dos 1 aos 6 e ele estava a achar muito infantil, mas depois, e como estávamos na primeira fila, ele começou a interagir com os actores e adorou. Depois da peça, fomos para os jardins do Museu Nacional do Teatro onde eles almoçaram - ultimamente, quando vamos sair de manhã levo sempre o almoço deles para eles comerem ao ar livre, é um sucesso- e onde andaram a correr, a explorar, a jogar às escondidas e a subir às árvores. Este jardim é mesmo um tesouro da cidade de Lisboa!




Ementa Semanal

Segunda feira 
Mimos de pescada no forno com tomate, cebolinhas e beringela. Acompanha com puré de batata e batata doce.

Terça feira
Rolo  de carne recheado com fiambre e queijo

Quarta feira
Perna de peru assada no forno com cogumelos e especiarias. Acompanha com arroz de jasmim e esparregado.

Quinta feira
Arroz de peixe
Sexta feira
Cubos de perú no forno com espinafres e molho branco. Acompanha com arroz branco. Espreitem a receita, aqui.

Sábado
Pão saloio com queijo creme, rúcula, abacate e salmão fumado
Carbonara infantil - feita com cubos de fiambre

Domingo
Bifes de perú com esparguete
... a decidir

Nota: Um dos cuidados que tenho ao comprar os ingredientes para a semana e ao preparar as ementas é utilizar logo nos primeiros dias os ingredientes mais delicados. Neste caso específico, tenho a beringela na segunda feira, o queijo e o fiambre na terça e os cogumelos frescos na quarta. A excepção é a rúcula que será comprada já com as compras da ementa da semana seguinte.

Cinco coisas que facilitam, e muito, a vida desta mãe!


  1. Faço ementas semanais ao fim de semana e vou ao supermercado já com a lista de compras que preciso para toda a semana. Tenho sempre atenção aos dias em que na escola comem peixe para alternar cá em casa.
  2. Antes de lhes dar banho, ao fim do dia, e enquanto preparo os pijamas preparo sempre a roupa que cada um deles vai vestir no dia a seguir.
  3. No Inverno, quando lhes visto o pijama, depois do banho, visto-lhes sempre a t-shirt de manga comprida que vão usar no dia seguinte por baixo da camisa, camisola ou sweat shirt. De manhã, é muito mais rápido e não têm frio.
  4. Trago-os da escola com o bibe vestido e de manhã já saem com ele vestido. Poupa-me imenso tempo de manhã na escola.
  5. Quando a mochila da natação chega a casa o meu filho mais velho leva-a logo para a cozinha. O fato de banho e a touca são passados por água, a toalha (de microfibra, aqui) lava-se ou fica a secar, e as havaianas ficam a secar para não ganharem humidade. Assim que está tudo pronto, vai tudo para dentro da mochila, juntamente com o saco de plástico onde vem a roupa molhada, e segue para a entrada, garantido que nos dias da natação não há esquecimentos.